Quem frequenta salas de cinema é suspeito. Exige-se-lhe que responda, com cara de Buster Keaton, a este questionário slapstick à la Proust iniciado a semana passada. Continue lendo “Filmes, marmelada e um funeral”
Sempre eles
Corre-se atrás do novo, busca-se um outsider, fingem-se mudanças. Mas, 24 anos depois da primeira vitória de Fernando Henrique Cardoso sobre Luiz Inácio Lula da Silva, o ativismo dos dois ex-presidentes é um dos poucos tônicos que animam a política. Para o bem ou para mal. Continue lendo “Sempre eles”
C.q.d. E agora o compilador descansa
C.q.d. Melhorou – e agora descanso. Continue lendo “C.q.d. E agora o compilador descansa”
Melhorou mesmo. Acabou a recessão
Agora é oficial: acabou a recessão.
O Produto Interno Bruto do Brasil cresceu 1% em 2017, segundo o IBGE divulgou na quinta-feira, 1º/3. Continue lendo “Melhorou mesmo. Acabou a recessão”
A cegueira ideológica contra a intervenção
No meio de tantas demonstrações de insensatez, insanidade, ignorância ou má-fé a respeito da intervenção federal na segurança do Estado do Rio, dois textos publicados nestes últimos dias confortam com análises lúcidas, calmas, claras. Continue lendo “A cegueira ideológica contra a intervenção”
A contemporaneidade de FHC
Odiado pelos extremos regressistas – e nem sempre compreendido por seus companheiros de partido – o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é um dos poucos políticos brasileiros capaz de enxergar além do nevoeiro que turva nossos olhos. Intelectual e político atento, é figura obrigatória a ser ouvida por quem quiser entender as intensas transformações que varrem o mundo. Continue lendo “A contemporaneidade de FHC”
Marina já não tloca letla
A um mês do quinto aniversálio, já não palece que algum dia Marina tlocava letlas. Nossa pequena é agora uma ex-Cebolinha.
E fica cada vez mais definido que ela é, afinal, uma canhotinha. Continue lendo “Marina já não tloca letla”
Somos todos arguidos
Mas quem é que não vai ao cinema para matar ou morrer? No cinema abraça-se, beija-se, acaricia-se, come-se. Come-se tudo. O cinema é a cama de toda a virgindade: ali se perde, ali se volta a ganhá-la. Continue lendo “Somos todos arguidos”
O novo JB chega com ginástica mental
A volta do título Jornal do Brasil às bancas é em princípio um fato positivo, que deveria ser saudado e festejado por todas as pessoas de bem, todos os cidadãos que apreciam a democracia. Continue lendo “O novo JB chega com ginástica mental”
Avançar para trás
Regras eleitorais perfeitas são raríssimas ou simplesmente utópicas. Isso vale para todas as partes do mundo. No Brasil, elas são perversas: parecem servir apenas para perpetuar oligarquias, inibir a participação popular e a renovação. Continue lendo “Avançar para trás”
O lulo-petismo a tudo avilta
“La derecha, a todo lo envilece.”
A direita avilta tudo – mas em espanhol fica mais bonito. Envilece! Que palavra forte, poderosa. A direita a tudo avilta, a tudo desonra. A direita a tudo transforma em coisa vil. Vil. Má. Pestilenta. Continue lendo “O lulo-petismo a tudo avilta”
A voz mais lúcida
Democracia implica necessariamente em tolerância com o diferente. É preciso sempre ouvir o outro.
Ser progressista é uma visão de mundo, uma visão moderna, de quem entende as profundas mudanças pelas quais o mundo está passando. Continue lendo “A voz mais lúcida”
Caixa de marimbondos
A Lei da Anistia de 1979 foi uma obra de engenharia política e amplo consenso que contribuiu para a pacificação nacional. Os militares recuaram organizadamente para os quartéis, dedicando-se exclusivamente às suas funções constitucionais e profissionais, e o Brasil pode concluir sua transição democrática. Continue lendo “Caixa de marimbondos”
O vampirão acabou com a recessão
O tom é mais ou menos assim: é um governo pavoroso, um horror, um nojo, o pior do mundo, nunca houve nem haverá outro tão horrível – mas, diabo, que droga, infelizmente é preciso admitir que ele melhorou a economia. Tirou o país da recessão em que o lulo-petismo o enfiou! Continue lendo “O vampirão acabou com a recessão”
A mulher imperseguível
Não sei o que pensava Camões, mas eu estou farto de mudança: invoco um tempo definitivo. Não quero que nada mude. Num filme, Baisers Volés, de Truffaut, havia um detective que anunciava esse tempo sempre igual, perene. Continue lendo “A mulher imperseguível”








