Exatamente como seu antecessor populista como ele, que, como ele, gosta de posar de gente do povo, Jair Bolsonaro não é chegado à leitura. Nem gibi do Pato Donald ou do Bolinha e Luluzinha deve ter lido, na infância – têm letra demais esses gibis. Continue lendo “Imagine se Bolsonaro lesse”
Marina nos tempos de trevas
Na quinta-feira, 18/6, Marina pela primeira vez na vida assistiu ao Jornal Nacional. Hoje, domingo, 21/6, viu a vovó pela primeira vez em mais de 100 dias, durante alguns minutos. Continue lendo “Marina nos tempos de trevas”
No colo de Bolsonaro
Mais de um milhão de brasileiros infectados e 50 mil mortos pela Covid-19, economia nocauteada, ilicitudes eleitorais e outras na mira policial-judicial, assombrações ressuscitadas com a prisão de Fabrício de Queiroz. Apavorantes para o presidente Jair Bolsonaro – que passou a ouvir com maior estridência os ecos de cassação e impeachment –, os últimos dias fazem saltar aos olhos as aberrações de um governo chefiado por um gerador de crises incansável, que só se preocupa com o seu clã e se nega a assumir suas responsabilidades. “Não vão botar no meu colo essa conta.” Continue lendo “No colo de Bolsonaro”
Tempo de terror
Tem surgido na minha cabeça, com alguma insistência, nos últimos dias, a canção “Dois e Dois: Quatro”. Hoje é pouquíssimo conhecida. É um poema de Ferreira Gullar: “Como dois e dois são quatro, / Sei que a vida vale a pena / Mesmo que o pão seja caro / E a liberdade, pequena”. Continue lendo “Tempo de terror”
Um segredo de Polichinelo
Desde 20 de maio de 2020, o paradeiro de Fabrício Queiroz era conhecido. O “Cadê o Queiroz?” tantas vezes repetido pelos brasileiros, já poderia ter sido respondido, principalmente pelo dono da casa onde ele se abrigava, Frederick Wassef. Mas não, ao contrário, sempre que alguém fazia essa pergunta a Wassef, a resposta era “não sei”. Continue lendo “Um segredo de Polichinelo”
Onde está o Queiroz?
Finalmente não vamos mais ter de ouvir essa pergunta.
Fabrício Queiroz foi preso nesta quinta-feira num sítio, ora vejam, em Atibaia! Que pertence a, ora vejam, Frederick Wassef, que vem a ser advogado, ora vejam, do senador Flávio Bolsonaro e do presidente Bolsonaro! Continue lendo “Onde está o Queiroz?”
O gênio da incompetência
Independentemente do seu destino no governo, Abraham Weintraub vai para a galeria dos piores ministros da Educação de todos os tempos. Sob seu comando a pasta perdeu qualquer relevância, deixando de fazer o mínimo quando deveria ser protagonista, especialmente em momentos tão cruciais como o da pandemia. Continue lendo “O gênio da incompetência”
Uma aposta no foca
Em fevereiro de 1971, o editor de Reportagem Geral do Jornal da Tarde, Fernando Portela, tomou uma decisão arriscada, para dizer o mínimo. Ousada, perigosa: incumbiu um foca, um absoluto foca, de viajar para o Recife para fazer amplas reportagens sobre o carnaval da cidade. Continue lendo “Uma aposta no foca”
Em louvor dos palhaços
Uns palhaços, todos! É tão fácil, hoje, despejar os políticos pelo cano do esgoto. Palhaços, arlequins, jokers, encantadores de serpentes. E eu peço ao José Tiny, admirável ilustrador destas pobres crónicas, que desenhe aqui um, demagogo, trumpiano e com um par de botas. Mas confesso já: não consigo calçar esse fácil par de botas. Talvez os políticos não sejam os palhaços que sempre são na conversa de café ou tasca. Continue lendo “Em louvor dos palhaços”
O que vai parar o louco perigoso, o terrorista?
Um louco nos governa. O país já está anestesiado pelas atrocidades diárias do presidente da República. Um presidente da República que comete crimes diariamente e não é impedido de fazê-lo ou porque os que o cercam, seus ministros e seu vice, são cúmplices, ou porque os que tentam têm à sua disposição instrumentos legais e institucionais que não são capazes de lidar com a sanha autoritária e genocida que Jair Bolsonaro já não faz questão de esconder. Continue lendo “O que vai parar o louco perigoso, o terrorista?”
Comunicação não faz milagre
Bem recebida no Congresso e por empresários do setor, a nomeação do deputado Fábio Faria (PSD-RN) para o recém recriado Ministério das Comunicações alcançou apoio surpreendente para um governo que prometia cortar pastas, enxugar a máquina pública e jamais fazer o jogo do toma-lá-dá-cá. Nessa carochinha coletiva, engrossou-se o faz de conta de que o “gargalo” do governo é a comunicação. Continue lendo “Comunicação não faz milagre”
Erros se corrigem
As manifestações que tomaram de assalto o território americano foram emocionantes. Nelas podíamos ver negros, brancos, latinos, judeus, orientais, todas as etnias e representantes de todas as religiões, irmanados na dor e na revolta com a morte brutal de George Floyd. Seu martírio, longo o suficiente para que ouvíssemos, nitidamente, onze vezes seu lamento ‘I can’t breathe’ e o apelo, ‘Mommy! Mommy!, que faz por socorro, até agora ecoam pelo mundo. Continue lendo “Erros se corrigem”
Washington & Jefferson
Quem assistiu ao vídeo daquele circo que chamaram de reunião ministerial do dia 22/4 e depois viu esse da última terça-feira deve ter se lembrado daqueles personagens encanadores, dois broncos incompetentes, que abusavam dos palavrões na hora de executar o serviço e que nunca resolviam o problema. Continue lendo “Washington & Jefferson”
Namoro na quarentena
O amor nos tempos do corona não tem nada a ver com aqueles do cólera, mas também não é fácil. Em uma família conservadora, como a de Evelyn, menos ainda. Ela também não facilitou nada. Deu um gole no café da manhã e disse: “O Robertinho é uma pessoa muito bacana”. “Quem?”, pergunta a mãe. “Meu namorado.” Continue lendo “Namoro na quarentena”
Desserviço à Pátria
Aconteceu o que a cadeia de comando das Forças Armadas mais temia quando o general da ativa Eduardo Pazuello caiu de pára-quedas (sem trocadilho) no Ministério da Saúde. Depois das idas e vindas, confusão e tumulto, com os números das vítimas e de infecções por Covid-19, o desmanche da pasta passa a ser associado aos militares. Continue lendo “Desserviço à Pátria”


