É no mínimo curioso que os indivíduos que comemoram a designação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos EUA sejam, exatamente, aqueles mesmos que afrouxaram o comércio de fuzis e munições no Brasil durante o (des)governo anterior, permitindo que essas e outras orcrins se armassem, livre e legalmente, para atacar cidades, assaltar bancos e carros fortes e estender seus domínios por todo o país, inclusive nossos vizinhos nas três Américas.
Comemoram o quê?
A força que deram aos bandidos agora denominados terroristas pelos fornecedores do armamento?
Será a classificação que permite a tomada de território brasileiro pelas tropas ianques para caçar bandidos nas favelas? Os ianques podem ser burros, mas não são idiotas de invadir a Rocinha e servirem de tiro ao alvo para traficantes do CV. Idiotas são os que comemoram isso por antecipação.
Ou será que estão a comemorar o prejuízo que vão causar à economia brasileira, às empresas, bancos, corretoras, Bolsa de valores, à parte limpa da Faria Lima, etc, com a classificação de que somos um país de terroristas de altíssimo risco para a segurança global e dos negócios?
Eles já têm no currículo a ação mafiosa que engendraram nos EUA para quebrar a economia nacional e facilitar a invasão do país para “salvar” da lei brasileira o “babo” golpista, genocida, rachadista e ladrão de jóias.
Agora, o governo de extrema direita dos EUA pode invadir a Papudinha, ou a mansão de Brasília onde o condenado cumpre prisão domiciliar temporária, a pretexto de levar o criminoso a perambular leve e solto pelas avenidas de Miami.
O que esses indivíduos e os da Casa Branca querem ganhar com isso é para mim uma incógnita. Os daqui vão perder a eleição já no primeiro turno, arrastando para os braços de Lula a massa de eleitores centristas sensíveis à defesa da soberania nacional, da economia, do emprego e do salário. Não é pouca coisa nem pouca gente.
Os de lá só vão arrumar problemas para si mesmos, se vierem caçar “terroristas” traficantes de drogas por aqui. Terão de levá-los para os EUA, onde já não cabe mais ninguém nas cadeias. Ou os matam aqui, como fizeram com Bin Laden no Paquistão e, pouco tempo atrás, com os ocupantes de lanchas suspeitas no Pacífico e no Caribe. Que, aliás, sumiram. Certamente, porque outras rotas mais seguras foram criadas. Afinal, como se sabe, há milhões de gringos e gringas na terra de Tio Sam que não ficam sem drogas de jeito nenhum.
Alguém pode achar uma boa ideia tropas ianques sairem pelas ruas brasileiras matando dezenas de milhares de supostos traficantes lá classificados como terroristas?
Ou que tropas ianques confisquem áreas de terras raras que considerem ameaçadas pelo terrorismo “brasileiro”, carregando navios com toneladas de minérios grátis para os EUA, onde produziriam telefones celulares e outras porqueiras que venderão pelos olhos da cara aos idiotas brasileiros?
Só indivíduos que tiveram seus neurônios consumidos por alguma coisa que tomam, injetam ou cheiram por aí.
Nelson Merlin é jornalista aposentado que ainda sabe distinguir entre um terrorista da Al Kaida e um traficante da Rocinha e da Vieira Souto.
1º/6/2026
