Smashed Banana!

A banana, como todos sabem, é uma fruta com alto teor de potássio e vitaminas, entre outras coisas, e é um dos primeiros alimentos não líquidos que um bebê recebe, geralmente bem amassadinha.

Adultos também consomem essa fruta em larga escala, seja ela na sua forma natural ou amassada, enriquecida com aveia, granola ou mel.

Ela também faz parte de bolos, pudins, biscoitos, sorvetes, e de um modo geral, agrada a quase todos os paladares.

Mas por mais que se fale das qualidades dessa fruta, nada se compara à receita de uma bananinha amassada à la Supremo, com calda de Moraes, Zanin, Lúcia e Dino. Essa é pra comer se lambuzando.

Eduardo Bananinha Bolsonaro foi condenado nesta terça-feira, 16/06, por unanimidade por quatro juízes do Supremo Tribunal Federal, por tentar interferir nas investigações sobre o golpe que o papaizinho Jair Bolsonaro tentou aplicar no país.

(Bananinha ganhou esse apelido do hoje desafeto da família Hamilton Mourão, por ocasião das bobagens que falou sobre a Covid. A intenção era deixar claro que, apesar de ser um Bolsonaro, não tinha autoridade pra falar em nome do governo: “Podia ser Eduardo Bananinha”, declarou na época o vice-presidente. Porém logo o “sobrenome” criado pelo Mourão ganhou uma conotação sexual na boca de seus adversários políticos e dos internautas, o que teria deixado o deputado bastante incomodado.)

Sem nenhuma discordância, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino fizeram uma bela papinha com o bananinha e cada um acrescentou um ingrediente pra deixar a receita ainda melhor. Alexandre de Moraes justificou sua participação no prato declarando: “No intuito de beneficiar seu próprio pai, a atividade criminosa do então deputado licenciado Eduardo Bolsonaro prejudicou todo o país…” E continuou esmagando a fruta sem dó. Logo foi seguido pelos outros chefs empenhados na missão de preparar uma boa banana amassada.

Muito bem colocado, Seu Alexandre! Quem sabe os quase 750 mil eleitores que o reelegeram deputado federal em 2022 caiam agora na real.

Que se deem conta de que elegeram um carioca que caiu de paraquedas em São Paulo, que nunca moveu uma palha em prol do Estado, e que, quando o calo apertou pro seu lado, saiu de fininho do Brasil e foi se aconchegar no colo do Tio Sam, hoje representado pelo Pato Donald, aquele topetudo que escolheu para ser seu mito e que resolveria todos os seus dramas. Foi lá chorar as pitangas no ombro do laranjão e saiu todo contente porque conseguiu fazer com que ele ferrasse o país com a super taxação dos produtos brasileiros consumidos pelos americanos. E bradou em alto e bom som sua “grandiosa vitória”, esperando pelos aplausos (o gado aplaudiu mesmo). Só faltou falar que ele e o Pato Donald are ass and pants de tão íntimos que são.

Além de prejudicar a pátria que ele e sua família pregam amar, se instalou lá no bem bom, com o alto salário de deputado federal e suas benesses que nós brasileiros pagamos, viajando para a Disney, comprando mansão, tudo com dinheiro saído dos nossos bolsos via salário, Pix ou pelo esgoto do Master.

Depois da sentença foi chorar no colo do maluco nem um pouco beleza, pedindo de novo pra que acabasse com o STF. Coisa de gente que tem uma noz no lugar do cérebro, né não? Quer levar outra condenação, Doodoo?

Não se sabe como vai ser o fim dessa história, mas de minha parte te desejo good luck, Bananinha.

Péra! Me enganei. Desculpem meu inglês, confundi good luck com fuck you!

Esta crônica foi originalmente publicada em O Boletim, em 19/6/2026. 

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