Não adianta a sra espernear, a escolha foi feita por seu marido e foi o filho dele que ele escolheu. A sra, por favor, se avexe.
Com essas palavras, o capataz da fazenda deu um chegapralá na mulher inconveniente, que queria pegar as tetas da vaca em vez dele, o enteado.
Na Fazenda da Estrepolia, interior de Goiás, numa região chamada Planalto Central, quem pega as tetas da vaca tem direito à metade do balde.
Não é pouca coisa, considerando que a mimosa bota 50 litros por dia, todos os dias do ano. Um recorde mundial. E não é a única do rebanho. Tem outras que dão até mais.
A mulher gravou um vídeo respondendo ao capataz. Dizem as más línguas que, por trás das câmeras, ela botou o marido abaixo de pó de traque, que ele não manda mais nada depois que levou uma patada do touro na zona do agrião, e é ela que agora dá as cartas.
Já as boas línguas dizem que ela engoliu o leite, quero dizer, a língua, e conformou-se até segunda ordem com uma xicrinha do leite cobiçado. Não sem antes chutar o balde do marido, do enteado e do capataz.
E assim andam as coisas na Fazenda da Estrepolia, faltando também uma posição oficial do patrão, quero dizer, do marido, depois do estrilo da mulher. A posição é aguardada com ansiedade pelo capataz, que ficou entre a cruz e o balde, quero dizer, a caldeirinha, nesse furdunço.
Dizem as más línguas — não reparem, mas por aqui as coisas se resumem às versões das más e das boas línguas, que aliás estão bem longe disso — que o marido vai arregar. Não sem antes chutar o balde, porque não aguenta mais a brigaiada.
E que melhor é ir pra cadeia…
Haja balde!
Nelson Merlin é jornalista aposentado e ainda cheio de esperanças.
6/7/2026
