Marina em modo criativo

No meio da brincadeira da quarta, 19/5, bem no meio, como não quer nada, sem dar especial importância ao que estava falando, Marina saiu-se com uma sacada deliciosa.

É preciso dar o contexto para que a coisa possa ser compreendida.

Éramos, mais uma vez, como tem sido ao longo das brincadeiras das últimas várias semanas todas, Hermione Granger, Harry Potter, Gina e Rony Weasley (respectivamente ela, Vovô, Vovó e o Érolti, também conhecido como Criatura Sem Nome Definido, o delicioso ursão de pelúcia que ela ama de paixão).

Alguns dias atrás já havíamos nos formado na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, nós, os mais velhos – Gina, um ano mais nova, tinha terminado o sexto ano. Mas nesta quarta-feira Marina anunciou: – “A brincadeira é a seguinte. A gente está de férias, mas voltou no tempo. A gente vai entrar no segundo ano. A Hermione convidou os três para passar uns dias, na verdade um mês das férias na casa dela.”

O sr. Granger, o pai dela, que é um trouxa (como são chamados os seres humanos, os não bruxos), foi até a estação ferroviária nos pegar na chegada de volta de Hogwarts e nos levar para a casa dele. Fiz questão, é claro, de cumprimentar o sr. Granger, muito educadamente. Estávamos no carro, a caminho da casa dos Granger…

E aí veio a piada deliciosa que Marina inventou na hora e contou como se fosse a coisa mais normal do mundo:

O Rony (que é bruxo filho de bruxa com bruxa e não conhece quase nada do mundo dos trouxas) comentou que estava achando as coisas todas que via pela janela muito grandes.

A Hermione disse pra ele: – “Claro, né, Rony? Você está pensando que o carro está voando. Você está acostumado a ver as pessoas e as coisas lá embaixo, parecendo pequenas. Mas é que este é um carro de trouxas, ele não está voando, ele está andando na rua.”

Rony levou o maior susto.

***

Harry Potter e Gina, digo, o Vovô e a Vovó, ficaram encantados com a criatividade da Hermione, digo, da Marina.

Não é danadinha essa criatura?

Ou é a coisa mais normal do mundo, e eu babo porque sou um Vovô coruja babão demais da conta?

***

Uma piada exatamente como essa saiu em uma edição da revistinha Pato Donald quando eu era muito, mas muito garoto. Claro que não vou me lembrar quantos anos eu tinha, mas era muito, muito garoto, menos de dez anos. Mas é uma daquelas coisas que minha memória gravou para todo o sempre:

Dois personagens estão sentados num avião que se prepara para decolae. Creio que eram Mickey e Pateta, com o Pateta sentado na janelinha – mas poderia ser também o Donald e algum outro personagem, o Donald na janelinha.

O Pateta (ou o Donald) olha para baixo e diz: – “Olha como as pessoas parecem pequeninas, parecem formiguinhas!”

E outro: – “Isso são Formiguinhas, ô Pateta (ou ô Donald)! O avião ainda não saiu do chão!”

Muito tempo atrás contei essa piada pra Marina. Às vezes conto piadinhas pra Marina – de algumas ela gosta muito, ri bastante.

Não sei se ela se lembrou dessa história.

Mas, se tiver lembrado, isso não tira, de forma alguma, absolutamente de forma alguma, o brilho da piada que ela criou e contou pra nós na maior, como se fosse a coisa mais normal do mundo, no meio da telenetada número 309.

Ou será a coisa mais normal do mundo, e eu babo porque sou um Vovô coruja babão demais da conta?

Aaaaaah! Coisa mais linda e fofa!

21/5/2021

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