É mesquinhez demais

É impressionante, é absolutamente impressionante como Jair Bolsonaro é pequeno, vil, desprezível, mesquinho.

Como ele não tem vergonha em demonstrar que só pensa em si mesmo, no seu umbigo, nos seus objetivos imediatos, nos seus ganhos políticos, na reeleição.

Como ele não se importa em escancarar que não está nem aí para as pessoas, a população, o povo.

O exemplo que mesquinhez que ele deu nesta quarta-feira, 20 de janeiro – o histórico dia da posse de Joe Biden na Presidência dos Estados Unidos – é chocante.

Mesmo que a gente já esteja acostumado com as seguidas demonstrações de mau caráter dele.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, foi se encontrar com o embaixador chinês no Brasil para conversar sobre a vinda dos insumos da China para a fabricação das vacinas contra a covid-19 – tanto a do Butantan quanto a da Fiocruz.

Ter vacinas à disposição é o de que precisam desesperadamente mais de 200 milhões de brasileiros.

Ora, se o deputado Rodrigo Maia conseguiu ser recebido pelo embaixador da China, se foi lá tentar pedir ajuda para que o Brasil receba os insumos, que maravilha!

Se o papa quisesse ajudar, que maravilha!

Se a Suzane von Richthofen, o Alexandre Nardoni, Anna Carolina Jatobá, o Fernandinho Beira-Mar pudessem ajudar, que beleza!

Se o Diabo em pessoa quisesse ajudar, que maravilha! Seria preciso agradecer a Belzebu!

O que faz Jair Bolsonaro?

Manda a Secretaria de Comunicação do governo emitir uma nota oficial para dizer “que o Governo Federal é o único interlocutor oficial com o governo chinês”.

É impressionante, é absolutamente impressionante.

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É como resumiu Mary Zaidan, com brilho, no Twitter:

O governo Bolsonaro quer o monopólio do diálogo que não tem com a China!

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É preciso abrir logo o processo de impeachment contra esse celerado.

20/1/2021

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