De cara nova

Dez anos e meio depois de seu lançamento, em julho de 2010, o meu site 50 Anos de Filmes está de cara nova. E também seu irmão mais novo, este 50 Anos de Textos aqui, que divido com alguns amigos queridos.

E uma maravilha de cara nova, bonita pra cacete.

Posso dizer isso sem qualquer timidez ou medo de parecer metido, arrogante, pretensioso, porque não tenho nada a ver com a cara bonita do site.

Ela é de inteira responsabilidade da Carlos Bêla Design.

E aí eu, que sou capaz de escrever 450 linhas sobre um filme, devo admitir que não tenho palavras para agradecer ao Carlos Bêla.

Foi o Carlos que construiu para mim o 50 Anos de Filmes e, um ano e meio mais tarde, o 50 Anos de Textos.

Uns três meses depois de o primeiro site entrar no ar, ali por volta de outubro 2008, tinha já cerca de 1.000 posts, 1.000 filmes. Muitos dos textos, no entanto – jamais saberia dizer quantos -, eram bem pequenos, dois, três ou quatro parágrafos, que eu anotara para mim mesmo logo após terminar de ver algum filme, jamais imaginando que um dia seriam tornados públicos.

Claro: alguns eram textos consistentes, elaborados, feitos para publicação – para a revista Afinal, para a Agência Estado, para o Jornal da Tarde.

Nestes 10 anos e meio de existência do 50 Anos de Filmes, acrescentei cerca de 1.700 posts àqueles 1.000 originais.

Textos em geral imensos, que não acabam jamais – num meio de comunicação em que, dizem todos os experts, os teóricos, os gênios, ninguém lê mais que umas 30 linhas, no máximo – quando lêem.

Tenho um danado de orgulho de saber que o 50 Anos de Filmes desmente muito do que dizem os experts, os teóricos, os gênios sobre os meios de comunicação atuais, a rede, a web, a net.

Há, sim, quem leia textos de 300, 400 linhas sobre um filme – e goste.

Quando escrevi a apresentação deste 50 Anos de Textos aqui, em novembro de 2009, disse que seria um espaço para a indignação e o aplauso. Acertei. Nos 3.330 posts reunidos aqui ao longo deste tempo, meus amigos e eu demonstramos nossa indignação com os absurdos cometidos neste país – mas também usamos o site para elogiar o que se faz de bom.

Os dois sites me dão imensa satisfação – e posso dizer que ambos têm lá seus leitores fiéis.

Que maravilha que estão agora mais bonitos, mais leves, mais agradáveis de serem vistos e lidos.

Só não sei como agradecer ao Carlos Bêla – e também à ajuda do Silvestre Micaloski Junior.

20/12/2018

Um comentário para “De cara nova”

  1. Parabéns! Ficou ótimo. Aliás, já era ótimo e agora ficou
    muito mais ótimo. Como sou portador de uma ignorância bolsonariana, trumpiana, a respeito do assunto, fiquei surpreso ao notar que os posts antigos também mergulharam na mesma fonte da juventude. Aposto que nem mesmo o Valdir Sanches consegue me explicar essa mágica do Carlos Bêla e do Silvestre Micaloski Junior, que incluiu até um embelezamento retroativo.

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