Nos tempos do pente

Afinal, qual é o pente que te penteia?

No meu caso, até a semana passada, nenhum. A última vez que tinha visto um pente masculino fora em mãos do cabeleireiro, antigamente chamado barbeiro.

Então, comecei a preparar a mala para viajar. Minha norma é: nunca fechar a mala. Se fechar, vai ter que abrir várias vezes, para colocar itens esquecidos. Só quando estou quase fora de casa fecho.

Mas eu queria falar é sobre o meu nécessaire. Nunca vi coisa mais inadequada. Sabe aquele que parece pequeno, mas cabe muita coisa? O meu é o contrário. Assim, resolvi deixar a escova de cabelo em casa.

Faz certo tempo, coisa de 30 anos… brincadeira, bem não lembro desde quando há um pente masculino em uma gaveta do armário de banheiro. Daqueles estreitos e compridos, um trecho penteia bem fino, o outro mais larguinho.

Levei o pente, que não ocupou espaço algum. E descobri que um cabelo curto como o meu (por opção de corte e escassez de fios) fica melhor assentado (eis uma palavra dos tempos do pente) com o tal do que com escova.

Esclareço que não sou pessoa vaidosa, e que em 95% do tempo meu cabelo fica assanhado, como dizia meu colega Luiz Maklouf. Só dou a primeira penteada, ao levantar ou depois do banho, para não ficar como naquela foto do Einstein.

Confesso, no entanto, que a experiência mexeu comigo. Estou pensando em passar brilhantina. Alguma adesão à ideia aí?

Novembro de 2016

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