O prazer de viajar…

Finalmente um jornal resolve falar de uma das coisas mais irritantes que pode haver para quem utiliza muito a ponte aérea RJ/SP/RJ: o célebre reposicionamento da aeronave. Não é o meu caso, graças a Deus. Raramente tenho ido à minha terra.

Na Folha, onde acabo de ler a matéria, Ricardo Gallo, seu autor, diz que em Cumbica isso não ocorre tanto. Não sei se isso ocorre em aeroportos de outros Estados.

Comigo isso só ocorreu em Congonhas e no Santos Dumont. Sendo que em Congonhas, nos últimos cinco anos, sempre que fui a São Paulo.

Aliás, viagem de avião, antes um imenso prazer, tornou-se para mim uma chatice. Em vôos internacionais ainda é pior: aqui no Rio temos que enfrentar o indescritível Galeão. Noutro dia um casal amigo meu ficou mais de uma hora preso dentro do avião porque não havia escadas para os passageiros desembarcarem. Todas ocupadas!

A espera nos aeroportos, a maneira como somos tratados, a indiferença de quem tinha obrigação de zelar pelo passageiro e seus direitos, a espera para embarcar, o reposicionamento da aeronave que obriga percorrer longas distâncias, a demora para retirar a bagagem, a fila para conseguir um táxi, francamente, é castigo viajar de avião nos tempos atuais.

Os aviões aumentaram de tamanho e diminuíram o espaço interno. O serviço de bordo é uma fantasia. O desconforto é de tal ordem, que já preferi uma vez ir de ônibus. Para minha surpresa, as rodoviárias estão muito mais elegantes que os aeroportos.

Mas o ônibus, com nossas estradas, também não é recomendável. E os engarrafamentos? A foto na mesma FSP do chamado sistema Anchieta/Imigrantes me deixou de olhos arregalados! Acho que nem quando eu era recém-nascida levava-se 8 horas de São Paulo a Santos…

Aqui tudo é ampliado, porque brasileiro é descuidado mesmo. Mas parece que voar está sendo terrível em toda parte. Um amigo acaba de chegar de Vancouver, Canadá. Sua viagem, entre espera, escalas, imigração ao entrar nos EUA para pegar a conexão (está demorando mais que o normal por causa da contenção de despesas que diminuiu o número de funcionários), chegada ao Rio, espera pela mala, alfândega, Polícia Federal, táxi, levou mais de 26 horas!

Tenho muita saudade das viagens de trem… e não me conformo de não poder ir a Santos de navio. Já foi possível, sabe? O Lloyd tinha uma linha regular. Não me recordo bem quanto tempo durou, mas era bem simpático.

Se bem que ao chegar a Santos…

29 de maio de 2013

Maria pinta o 7 no seu blog.

Um comentário para “O prazer de viajar…”

  1. Pois eu também sinto saudade da viagem Rio-Santos de navio. Não conheci a linha regular.
    Fui uma vez só, ainda bem pequena, pois meu avô era secretário-médico da Inspetoria de Saúde do Porto de Santos e, de alguma forma, pudemos embarcar no Rio, no navio Provence, com destino a Santos. Só me lembro que eu devia ter uns 6 anos e que o navio jogava tanto que eu precisei engatinhar, pois não conseguia ficar em pé.
    Ainda menorzinha, íamos de avião e descíamos na Base Aérea em Bertioga. Depois veio a fase do trem noturno Vera Cruz (ou era Santa Cruz?).
    Bons tempos, aqueles.

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