Os que fizeram um brinde ao 11 de setembro

Alguém se lembrou de que Luciana Genro teria estourado uma garrafa de champagne para comemorar os ataques terroristas do 11 de setembro. Muito provavelmente deve ser verdade. Muitos esquerdiotas devem seguramente ter comemorado o grande ataque ao Império Capitalista, as três mil mortes de seres humanos.

Conheci, ainda que indiretamente, um deles. Em 2001, eu era amigo de uma colega de prédio, o prédio do Estadão na Marginal, que me contou que seu marido fez um drink aos ataques terroristas do 11 de setembro. A grande vitória contra o Império Capitalista.

Me lembro, ainda que vagamente, de ter perguntado à minha amiga algo do tipo: mas ele fez um brinde à morte de milhares de pessoas?

O sujeito que fez um brinde à morte de milhares de pessoas era um funcionário da CUT-SP.

Não sei se Luciana Genro hoje assumiria que, de fato, abriu um champagne para comemorar o assassinato de cerca de três mil pessoas – gente, seres humanos.

O marido da moça que conheci seguramente deve ter chorado a morte de Osama Bin Laden.

Exatamente como Luciana Genro. Como Lula. Como Dilma. Como Celso Amorim. Como Hugo Chávez. Como Fidel. Como todos os esquerdiotas que não pensam, não raciocinam – mas que, diante de qualquer fato, qualquer um, gritam: Abaixo o imperialismo!

São como o personagem que Kubrick criou em Doutor Fantástico: não conseguem deixar de saudar seu führer, o humanista Josef Stálin.

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Fico pensando.

Em 2001, quando quase três mil pessoas – gente comum, gente como a gente – foram assassinadas no ataque terrorista ordenado por Bin Laden, os lulo-petistas, tais como o marido da moça mencionada, ainda não tinham cargos na máquina federal. A partir de 2003, centenas, milhares de pessoas que trabalhavam na CUT, ou nos sindicatos ligados a ela, ganharam empregos no governo. DAS bom, muito melhor do que os não petistas concursados.

Acho que consigo entender a forma com que raciocionam os sindicalistas ou pró-sindicalistas ou próximos dos sindicalistas que, incapazes de conseguir um emprego por mérito, já que não o têm, conseguem uma vaguinha por ser companheiro.

Dá para entender.

***

Já as dezenas, centenas de pessoas, que não mamam nas tetas da Viúva tomada de assalto pelo lulo-petismo e ficam torcendo mais para o Osama do que para o Obama, essas eu não consigo entender.

E me pergunto: será que ainda existe um sonhador entre o povo que acredita no lulo-petismo? Alguém que ainda acredite que essa corja de fato luta por bons valores, liberdade igualdade fraternidade justiça decência? Ou só sobraram mesmo os incompetentes, os idiotas?

Maio de 2001

Fiz a base deste texto poucas horas depois da notícia da morte de Bin Laden. Fiquei em dúvida se era publicável. Ele teria tido mais sentido se tivesse sido publicado poucas horas depois do fato. Ficou um tanto velho. O artigo brilhante de Sandro Vaia já matou o assunto. Mas acabei achando que é melhor publicar meu desabafo, mesmo depois que o assunto já foi tão debatido, do que simplesmente ficar calado.

3 Comentários para “Os que fizeram um brinde ao 11 de setembro”

  1. Eu fui um desses, um perfeito Idiota latino Americano! Votei no Lula em 2002. No final deste mesmo ano comecei a estudar História e tive acesso a novas versões de acontecimentos históricos que eu juraria que eram como eu havia aprendido na escola…estas verdades não resistiram a um profundo exame de consciência. Senti-me um lixo por apoiar tantos assassinos. Graças a Deus estou quase livre de tantas falsas idéias e certezas imbecis. Demora, mas sei que me livrarei de todas elas…

  2. Jornalista Sérgio Vaz,
    Estou fazendo um trabalho de história recente. E escolhi como tema a repercussão no Brasil do 11 de setembro. Gostaria de saber de onde vem esta informação que Luciana Genro comemorou o ataque às torres de Nova York. Gostaria de saber onde isso foi publicado? Preciso disso para citar no meu trabalho. Obrigado.

  3. Caro Ricardo,
    Não, não tenho a origem da informação de que Luciana Genro comemorou os ataques terroristas de 11 de setembro.
    Não afirmo no meu texto que ela comemorou. Digo que “alguém se lembrou” – seguramente no Twitter.
    Mas de fato ṇo tenho como comprovar a informa̤̣o Рque, de resto, acho que tive o cuidado de ṇo dizer que era comprovada.
    Sinto não poder ajudá-lo.
    Mais do que isso: fico de fato preocupado por ter, talvez, apenas espalhado um boato que não é verdadeiro.
    Vou pensar, e talvez retire esse post do ar.
    Muito obrigado pela mensagem, e um abraço.
    Sérgio

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