“Disto tenho certeza: ao iniciar uma briga entre o passado e o presente, acabaremos por perder o futuro”

A reflexão que cito no título é de Sir Winston Churchill, o grande inglês que dispensa apresentações. Ele também dizia que a verdade é incontroversa: o pânico pode ofendê-la, a ignorância diminuí-la, a maldade distorcê-la, mas ao fim, lá estará ela, vitoriosa.
E a verdade brasileira é uma só: a briga entre nosso passado recente e nosso presente recém-nascido foi inaugurada por militantes de esquerda que, portando bandeiras vermelhas e bradando por guerra contra o atual governo, arriscam fazer com que fiquemos sempre na antessala do futuro, sempre o País do Futuro, e nunca o Brasil de que necessitamos.

Ironicamente, nossa maior vitória, a conquista de uma democracia segura, forte, acabou por permitir as manifestações que se repetem há alguns dias em várias cidades brasileiras.

Se não fôssemos uma democracia plena, as ruas estariam livres desses movimentos que, malgrado seu direito de dizer a que vieram, extrapolam desse direito e sem civilidade alguma, com ódio, quebram, incendeiam, só perturbam a ordem pública e não conseguem avanço algum para o Brasil.

Há quem diga que a péssima situação econômica em que estamos atiça os protestos. Mas a quem devemos essa situação lastimável senão aos líderes dos manifestantes engalanados de vermelho?

Pois são eles que gritam ‘Fora, Temer’ como se isso fosse solução para nossos problemas.

Quem eles pretendem colocar no lugar de Temer?

Você, leitor, tem algum nome no bolso do colete? Quanto a mim, confesso que se me fosse dada uma varinha de condão para com ela tocar no ombro de alguém que eu desejasse ver instalado no Planalto, eu ficaria numa situação complicada, já que o único nome que vejo em quem confiar para resolver nossos problemas e ajudar o Brasil a retomar o bom caminho é de uma pessoa a quem não desejo tal provação.

Falam em novas eleições. Mas como podem pedir algo que contraria nossa Constituição? Eleições gerais só em 2018.

Não seria mais sensato, então, colaborar para que Temer reerga o Brasil e assim, possa entregar ao futuro governo um país mais organizado e menos carente?

Michel Temer é, formalmente, presidente da República há poucos dias. Queriam que ele tivesse encontrado, nesse pouco tempo, a saída para o complicado labirinto em que o PT colocou o Brasil?

O grande Churchill, que mal salvou a Grã-Bretanha de um destino pavoroso perdeu as eleições e entregou ao Parlamento seu cargo de primeiro-ministro, provou que a gratidão não faz parte do decálogo político. Sofreu. Mas como a verdade é exatamente como ele a descreveu, Churchill acabou por ser novamente eleito e pode voltar ao 10, Downing Street.

Assim é, se lhe parece, leitor. Precisamos impedir que a briga nas ruas entre o passado e o presente impeça o Brasil de crescer.

A verdade ainda vencerá aqui também mas, para isso, é imprescindível valorizar nossa democracia e fortalecer o homem que o destino pôs no Planalto.

Fica, Temer!

Este artigo foi originalmente publicado no Blog do Noblat, em 9/9/2016. 

2 Comentários para ““Disto tenho certeza: ao iniciar uma briga entre o passado e o presente, acabaremos por perder o futuro””

  1. Por que fora Temer? Quais acusações fizeram contra ele o TCU, o Ministério Público, a Polícia e a Receita Federal? Quando, e se fizerem, grito fora Temer. Porém, caros bolivarianos, isso aqui é uma república democrática e não de bananas. Muito menos casa de mãe Joana. Não se tira presidentes no grito. Acusado, Temer teria que passar pelo mesmo processo de impeachment que demorou um ano para nos livrar de Dilma. Mas, por enquanto, ele está no poder legalmente porque a Constituição diz que o vice é eleito justamente para assumir a Presidência no caso de morte ou afastamento do titular. E nao serão gritos, nem incêndios ou quebra-quebras que vão assustar ninguém ou afastar do cargo um presidente sobre o qual não existe ainda nenhuma acusação oficial. A posse de Temer, eleito pelos petistas, não é uma opção, mas sim uma imposição constitucional. Ou, entre as muitas coisas que os petistas costumam alegar que não sabiam, consta também a razão pela qual se elege um vice? Por outro lado, se Temer é tão ruim assim, por que repetiram o vice em duas eleições de Dilma? Não tinham candidato melhor para apresentar? Então, reclamem com o bispo. Ou com o Miltinho.

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