Para os pessimistas de plantão 2017 foi um ano para se esquecer e nada há para comemorar. Já os otimistas farão sua leitura cor de rosa, caracterizando-o como o ano em que o Brasil deu a volta por cima e saiu da recessão. Um e outro têm razão, ao menos parcialmente. Continue lendo “Não foi nenhuma Brastemp, mas…”
No tempo das redações com bom humor
Flash: O JORNALISMO VEIO A FALECER.
(não segue ampliação)
Para reacender a alma de Santo Agostinho
Parece que foi ele que matou ou mandou matar o Super-Homem. Já estou a falar de Eddie Mannix, que é a mesma coisa que agarrar um gato pelo rabo só para o assanhar. Continue lendo “Para reacender a alma de Santo Agostinho”
Onze homens e onze sentenças
Com ativismo e atividade intensas, a Corte Suprema do país encerrou 2017 superando a incrível marca de 200 mil casos julgados. Um recorde e tanto se não viesse acoplado a outro absolutamente alarmante: mais de 80% das decisões foram monocráticas, ou seja, com arbitragem de um único ministro. Algumas delas contraditórias, em flagrante desobediência a deliberações do pleno. Continue lendo “Onze homens e onze sentenças”
Se há uma coisa que Marina não é…
Nestes dias às vésperas da quinta festa de Natal na vida de Marina, me ocorreu que minha neta, que merece um número tão grande de bons adjetivos – fofa, doce, suave, gostosa, amável, carinhosa, atenciosa –, não faz jus a “surpreendente”. Continue lendo “Se há uma coisa que Marina não é…”
Foi como abrir a janela e deixar entrar o ar fresco da manhã
Quando leio, aqui e em bons jornais de outros países, que Lula acabou com a pobreza no Brasil, fico perplexa. Como assim, acabou? Deixou de ser pobre um país onde não há creches ou escolas para todos, nem saneamento básico ou água corrente em todos os municípios, ou atendimento hospitalar para seus cidadãos? Pode deixar de ser considerado pobre um país onde encontrar pessoas dormindo nas ruas nem chama mais a atenção? Continue lendo “Foi como abrir a janela e deixar entrar o ar fresco da manhã”
Trocar pneus ou consertar o ar condicionado?
A poucos dias do verão, um sobrinho meu, o Rô, estava com os pneus do carro gastos, e pouco dinheiro. O que fez? Deixou os pneus para mais tarde e mandou consertar o ar condicionado do carro. Nós, da família, concordamos inteiramente com ele. Continue lendo “Trocar pneus ou consertar o ar condicionado?”
O que há em comum entre Lula e Bolsonaro
Na teoria, o ex-presidente Lula e o deputado Jair Messias Bolsonaro são antípodas. Um está no espectro ideológico da esquerda e outro no da direita. Na prática, a teoria é outra. Há muito mais em comum entre os dois candidatos à Presidência da República, que por ora são os mais bem situados nas pesquisas, do que pode imaginar a nossa vã filosofia. À sua maneira, ambos adotam um discurso sebastianista, vestindo eles mesmos a roupagem do salvador da pátria. Continue lendo “O que há em comum entre Lula e Bolsonaro”
Está melhorando (23)
Só mesmo benzendo – como fez, nesta terça-feira, 19/12, um sujeito que se identificou como pai de santo, o Pai Uzeda. Pai Uzêda subiu ao palco do local em que se realizava a convenção do PMDB e benzeu Michel Temer. Depois explicou que “fizeram um trabalho de vodu contra o presidente”. E deu o nome aos bois: “O PT fez macumba contra ele”. Continue lendo “Está melhorando (23)”
Para não esquecer quem arruinou estatais
O PT é a favor do Estado Gigante, todo poderoso, mastodôntico. É visceralmente contra privatizações, e defende com unhas e dentes as estatais. Paradoxalmente, no entanto, quando está no poder, destrói, arruína as estatais. Continue lendo “Para não esquecer quem arruinou estatais”
Um branco par de cuecas
“O realismo existe. É uma coisa.” É o que Harry Dean Stanton assevera – que é mais do que dizer – em Lucky, o mais belo filme do ano, garantem os meus olhos, coração e alma, se o velho Harry Dean não me convencesse de que a alma, ao contrário do realismo, não é uma coisa, logo não existe. Qual escola de Frankfurt, qual caneco, se posso também eu asseverar, este filme existe e é uma coisa. Continue lendo “Um branco par de cuecas”
Historinha de redação (18): Pio conhece Mary em saia justa
Primeira campanha presidencial pós ditadura, 1989. Mary Zaidan, repórter da Sucursal de Brasília da Agência Estado/Estadão, acompanhava o candidato Mario Covas onde ele fosse – e ele iria a Curitiba. Continue lendo “Historinha de redação (18): Pio conhece Mary em saia justa”
A bolha petista estourou
Um em cada quatro brasileiros sobrevive abaixo da linha da pobreza, 13,4 milhões desse contingente de mais de 52 milhões na miséria absoluta. Os números da Síntese de Indicadores Sociais 2017 do IBGE são assustadores, situam o Brasil para lá do quinto mundo. E destroem o cerne do discurso petista: ao contrário do que propagam, a pobreza se agudizou. Continue lendo “A bolha petista estourou”
Votar contra a reforma da Previdência é criminoso
É muito simples: os nobres deputados que não votarem a favor da reforma da Previdência são picaretas, malandros, demagogos. Mas não apenas isso. São criminosos. Continue lendo “Votar contra a reforma da Previdência é criminoso”
Dirceu, Gambetta e Lula
No meu tempo de colégio – é isso mesmo, leitor, e pode dizer: ”mas isso foi há muuuuito tempo” –, o ensino de História era levado a sério. Dizem que nós éramos obrigados a decorar datas e outros detalhes sem muita importância, do que discordo veementemente. As datas nos ajudavam a situar os personagens históricos em seu tempo, o que é muito útil, digam o que quiserem. Continue lendo “Dirceu, Gambetta e Lula”



