Muita gente queria adotar o cavalo Caramelo. Eu também. Meu problema é que eu teria que arrumar um apartamento maior. E também não sei se o síndico ia deixar entrar. Continue lendo “Trastes e contrastes”
Lições
É ironia do destino ou fenômeno de causa-e-efeito? A grande maioria das cidades mais atingidas pelas tempestades catastróficas do ano passado e deste ano no Rio Grande do Sul votou em massa nos negacionistas, desmatadores, terraplanistas, golpistas e quejandos nas eleições de 2018 e 2022. Continue lendo “Lições”
Tragédia anunciada
Um céu azul
Uma janela de céu azul abriu-se hoje de manhã sobre o Rio Grande do Sul e sua capital, Porto Alegre. A movimentação de helicópteros sobre a capital é intensa. São Pedro ajudou. Continue lendo “Um céu azul”
Debaixo d’água
Nem rio, nem lagoa. O Guaíba é um estuário pelo qual escoam as águas de várias bacias hidrográficas — especialmente as do norte e do centro do Rio Grande do Sul — e através dele ganham a Lagoa dos Patos, um oceano de água doce que desemboca no Atlântico, no extremo sul do Estado. Continue lendo “Debaixo d’água”
Copacabana
Um especialista reservado a que tenho acesso informa que a oposição parlamentar em Brasília sentiu o balde de água fria que veio da minguada manifestação bolsonarista em Copacabana, dois domingos atrás. Continue lendo “Copacabana”
Senna, o herói
Trinta anos atrás eu estava em minha casa em Londrina-PR, assistindo pela televisão à corrida de Ímola. Parei para tomar um café e ouvi o Galvão Bueno dizendo: Senna bateu, bateu forte! Continue lendo “Senna, o herói”
Terraplanismo
Muito divertido, mas preocupante, saber que 8% dos bolsonaristas acreditam que a Terra é plana. Não deviam ter nascido. Não merecem esta Terra redonda como um biscoito de fubá e bela como a Shirley MacLaine em Irma la Douce, a Silvana Mangano em Teorema, a Norma Bengell em Os Cafajestes, a Monica Vitti em La Notte, a Odete Lara em Noite Vazia e na primeira fila da Passeata dos Cem Mil… Continue lendo “Terraplanismo”
Diversões
Os folguedos bolsonaristas em Copacabana, domingo passado, tiveram um momento que nos cobre de vergonha perante o mundo civilizado. Não é que armaram uma escadinha feita com sarrafos de caixotes na qual o devoto subia para posar de papagaio-de-pirata tendo ao lado um cartaz de bajulação ao Elon Musk? E ainda pagava 5 pilas para fazerem a foto com ele de bobão lá em cima? E levava o vexame para mostrar em casa para a família, os amigos, os vizinhos? Continue lendo “Diversões”
As ruas
O evento que juntou devotos num trecho de duas quadras da Avenida Atlântica, em domingo ensolarado no Rio de Janeiro, para adorar seu santo guerreiro mostra dois fatos muito importantes.
1 Bilhão
A conta do desatino extremista começa a ficar cara. A Defensoria Pública da União cobra do bilionário e desperdiçado Elon Musk a quantia de R$ 1 bilhão como reparação coletiva ao povo brasileiro por seus ataques às instituições e à democracia em nosso país, por incitação ao ódio, a golpe de estado e por propagar mentiras sobre a Suprema Corte e o sistema eleitoral. Continue lendo “1 Bilhão”
Ponto final
Parece que agora acertaram a dose de Gardenal. Mas por via das dúvidas, deram-lhe também um charuto de cannabis, que ele aproveitou até o talo, deixando-se inclusive fotografar com um resto do artefato entre os dedos. Continue lendo “Ponto final”
Algo de podre
Há algo de podre no reino de Elon Musk. Se não no império, à moda Hamlet, dentro da cabeça dele. Autista e bipolar, o bilionário está vendo a Tesla e o X irem de mal a pior. Talvez sejam momentos passageiros (às vezes sou um otimista desvairado), mas os portadores dessas condições não distinguem o presente do futuro. Subitamente, soltou seus cachorros e fantasmas na cúpula do Judiciário brasileiro, vendo ali a causa de seus males. Continue lendo “Algo de podre”
Tiros no pé
As besteiras foram maiores antes, mas por serem agora em menor número e gravidade não quer dizer que desapareceram. Refiro-me às besteiras (e malfeitos) do PT e dos governos Lula e Dilma, 1 e 2. As doses foram, então, cavalares e responsáveis pelo retrocesso igualmente cavalar que tivemos em 2018. Continue lendo “Tiros no pé”
Quartelada
Eles gostam de chamar de Revolução o que não passou de uma quartelada militar com apoio de civis golpistas, imprensa idem e embaixada dos EUA ibidem. A quartelada tinha data para terminar, dada pelo próprio comandante da empreitada, um general de nome Humberto de Alencar Castello Branco, chefe do Estado-Maior do presidente que depôs, João Belchior Marques Goulart. Continue lendo “Quartelada”