O frio… sem cuidado vira uma fria

Senhoras e senhores, o autor destas mal digitadas linhas tem a dizer que neste tempo frio só vai abandonar as cobertas de sua cama para fazer pipi. Sejam compreensivos. La vecchiaia é bruta, a velhice é feia, já dizia conhecido dito sobre o fato – e não há remédio que resolva a situação (embora umas doses de um bom scotch poderiam quebrar bem o galho).

E então, como é fatal, veio aquela vozinha chamada consciência que nunca nos deixa em paz. Sussurrou ao meu ouvido “como é meu, vamu si coçá” (não tenho culpa se ela apesar de eu ser bem-educado não puxou a mim). Então vamos ao que interessa – ao texto.

Era uma vez uma menina de bom coração que caminhava alegre por um bosque com uma cesta de frutas. Seu intento: doá-las aos necessitados. Mas um grupo de cafajestes que a viu passar não quis nem saber. Atacou a menina e roubou todas as frutas, lamentando apenas que não fossem bifes.

A menina chamou por socorro e, para sua sorte, acudiram estudantes que saíam de uma escola. Ao se depararem com tamanho absurdo os rapazes puseram os bárbaros a correr e recuperaram o produto do roubo. E não hesitaram. Comeram tudo. Mas, por serem pessoas de bem, pagaram pelo consumo.
Em outra situação a consciência doeu um pouco, pois este que vos escreve resolveu dar um tempo nesse vício incurável – ligar a televisão e passar horas engolindo tudo o que lhe é jogado na cara. O que fazer? Ler um livro!
Livro? Caramba! Faz tanto tempo que não faço isso. Nem ao menos lembro o nome do autor do último sobre o qual, como dizem os letrados, me debrucei. E quem era ele? Martelo… não. Mas era nome de ferramenta. Ah, sim! Machado!
Este texto foi originalmente publicado no blog Vivendo e Aprendendo, em 8/6/2026.

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