Um texto, que bom! Ou não…

Aqui temos três gloriosos lugares-comuns. Ou, como diziam uns e outros, nos antigamentes, três óbvios ululantes. Entrementes (olha a velharia…), diante de reações hostis a essas realidades bem poderíamos responder com um vá às favas!

Mas não, veja aí. Um: quem sai aos seus não degenera (mas se é gente ruim estamos ferrados). Dois: água mole em pedra dura tanto bate até que fura (aí é mal, a água some e te deixa sedento). Três: quem conta um conto, aumenta um ponto (haja paciência!).

A redação de histórias para encher linguiça pode não ser problema para quem já é coroa (acabo de entregar minha idade). O ressuscitar de frases simpáticas pode agradar como uma volta ao passado. É isso aí: assim que nóis vai, assim que nóis vorta.

Tô de saco cheio (duplo sentido de lixeiro recolhendo o lixo). Me vê um sanduba no capricho (se tivesse grana pediria um comercial). Olha lá que gostosa! Não se sabe se o sujeito está falando da fruta que a moça tem nas mãos ou dela própria em sua minissaia.

O que mais agrada em um texto como este pode ser a variedade de situações, as palavras usadas pelo autor, sua criatividade. Ou então, admitamos, a pontuação. Sim, a pontuação é imbatível! Especialmente quando se lê uma bobagem sem tamanho e se chega ao ponto final.

Esta crônica foi originalmente publicada no blog Vivendo e Escrevendo, em 19/5/2026.

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