E Ciro Nogeira, o bolsonarista mais abjeto do PP, partido indevidamente chamado de progressista, vem agora lamber a mão de Lula para tentar a reeleição ao Senado sem ser incomodado pelo PT piauiense.
Eu faria como a Micheque fez no episódio com o outro Ciro, o Gomes, no Ceará, onde o Bolsonaro Flávio tentou se achegar ao arqui-inimigo — agora nem tanto.
“Sai pra lá, jacaré!” — ela disse, com outras palavras.
Ciro, o Gomes, nem piscou. Adorou de cara o projeto bolsonarista. Mas não contava com a humilhação de ser detonado pela Micheque, que se escandalizou com a mutreta.
E não é que Lula também gostou? Até serviu um regabofe na Granja do Torto ao cacique do PP. Além de bolsonarista nojento, Ciro, o Nogeira, também está enrolado no caso Master até o pescoço. Mas Lula engoliu a idéia assim mesmo, junto com o filé e a água mineral servidos no Torto.
Bem, eu sei que política tem dessas coisas e muito mais. Mas eu acho que a Micheque tem razão. Tem que ter um limite para a putaria — me desculpem a palavra. Li na reportagem que o Ciro Nogeira fez acordos com Lula no passado. Não seria, portanto, o primeiro agora.
Só que nunca cumpriu, sempre traiu. E já tem gente do PT do Piauí e outras partes gritando, à la Micheque, não sem razão, que assim na dá.
A mutreta servida no almoço dá uma idéia do quanto pode chegar a patifaria para se ganhar uma eleição. Lula não pode perder um centímetro no Nordeste e tem que somar um caminhão de votos no maior colégio eleitoral do país. Mesmo que perca na terra dos bandeirantes, a derrota tem que ser por um mínimo de votos. Aí, sim, leva de novo. Então, não pode esnobar Ciro, o Nogeira.
Que, pela proposta indecente, prometeu-lhe neutralidade absoluta do PP em SP e no resto do Brasil, se o PT deixá-lo em paz no Piauí. Como vai garantir tais coisas, só ele sabe.
Tapinhas nas costas, mãozinhas dadas, todos saíram contentes e de barriga cheia do regabofe.
Nelson Merlin é jornalista aposentado e faminto por justiça e boas práticas na política, nos negócios, na vida em geral.
PS – É Nogeira com g, como Xupetinha com X, porque aqui também a falsidade é que manda e não merece a grafia correta.
6/2/2026
