Haja psiquiatra, psicanalista, psicólogo e outros psis pra dar conta da loucura que se espalha pelo mundo.
Não que a insanidade seja uma novidade da era moderna. Ela sempre esteve presente e até recentemente os “loucos” (termo genérico usado para se referir a autistas, ansiosos, pessoas com síndrome do pânico, maníacos, bipolares, esquizofrênicos, borderlines…) eram tratados com choques elétricos. Prática usada em larga escala nos manicômios, que, segundo se apurou mais tarde, traziam a calma necessária para que os doentes continuassem doentes, mas que não dessem muito trabalho à instituição onde estavam internados.
Pois não é que foi anunciado esta semana que o ex-presidente Jair Bolsonaro vai receber um tratamento à base de choques elétricos, sob a alegação de que esta seria uma tentativa de aplacar os incessantes soluços do prisioneiro?
No entanto, após assistir à entrevista do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, no Canal Livre, fica a dúvida sobre o real motivo do tratamento com choques: ele declarou com todas as letras que Jair Bolsonaro “não é normal como nós”.
Na verdade, a gente já sabia disso, Valdemar apenas tornou público. Bastava ouvir suas gargalhadas fora de contexto, ou vê-lo imitando um paciente de Covid morrendo por falta de ar, ou correndo atrás de uma ema nos jardins do Palácio da Alvorada com uma caixa de cloroquina na mão, para termos certeza de que faltavam alguns parafusos na sua engrenagem cerebral (se é que ele tem um cérebro).
Aí, ligando lé com cré, surge a questão: será que esse tratamento é realmente pra soluço ou o homem espirocou de vez na prisão e vão tentar um amansa corno nele, pra ver se para de repetir que é inocente e que quer ir pra casa?
No mesmo nível de loucura, porém com muito mais poder, tá lá o laranjão tocando terror no mundo. Esse ataque surpresa dos EUA ao Irã tá causando (e vai causar muito mais ainda) um rebosteio no mundo todo. E o que levou o Pato Donald Trump a fazer isso? Ele explica: “Eu ataquei porque pensei que eles atacariam primeiro”.
Mal comparando, seria como matar um transeunte que está vindo na calçada na direção oposta à sua, apenas por achar que ele vai te matar.
Não sei exatamente em qual categoria o homem laranja se encaixa na lista dos distúrbios mentais mais conhecidos. Talvez em todas, só que com alguns agravantes.
E por falar em desvios de conduta, tem uma master tramóia envolvendo nomes de bambambãs de todas as esferas aqui na Banânia. Dá até pra o ouvir o tic tac das bombas que estão prestes a explodir.
Cabeças já começaram a rolar, apesar dos esforços de algumas autoridades máximas em abafar o caso.
O líder foi preso e, com ele, alguns dos seus afilhados. Um deles, Luís Phillips Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, pau mandado de Vorcaro, designado pra fazer o serviço mais sujo, tipo quebrar os dentes do jornalista Lauro Jardim.
Na prisão, porém, Mourão esmoreceu.
Poucas horas depois de ser preso, foi anunciada a tentativa de suicídio por enforcamento com sua própria camisa (deve ser tamanho EXGGG pra que pudesse ser amarrada no pescoço e pendurada em algum lugar). Pelo menos, essa é a versão divulgada até agora.
Continuamos aguardando mais detalhes sobre o gesto tresloucado, para uma avaliação psicológica mais profunda deste caso.
Por enquanto, o que se sabe é que há mais mistérios entre o céu (leia-se Gonet) e a Terra (leia-se Vorcaro e companhia bela) do que sonha nossa vã filosofia.
Esta crônica foi originalmente publicada em O Boletim, em 6//3/2026.

