Ao toque de um dedo

Parece que foi ontem… Estávamos na rua, e precisávamos telefonar. Onde? Ah, aí está uma padaria… “Dá licença de usar o telefone?” Em 1972 surge a novidade salvadora, o orelhão. Tinha fila até chegar a vez da gente? Tinha. Mas tudo muto bem!

Então, entramos em 1990. Ganhamos a maravilha, para os usuários e os ladrões que os roubam. Sim, o celular! Que nos permitiu também a comunicação escrita, sem se falar em todo o resto. Antes dele, um telefone custava uma fortuna. E de municípios como Guarulhos, a ligação feita em casa, mesmo para São Paulo, tinha que ser pedida à telefonista.

Mas seguia a vida. Supermercado: trazíamos uma sacola com garrafas de cerveja e refrigerante vazias, que deixávamos em uma prateleira à entrada. Em troca recebíamos um recibo, a ser apresentado no caixa, junto com as garrafas cheias que comprávamos.

No carrinho do supermercado colocávamos uma variedade de alimentos que precisavam ser pesados, hoje oferecidos em embalagens. Bem, chegávamos ao caixa. E nos entregávamos à burocracia. Pagamento em dinheiro, tudo bem. Cheque… A funcionária do caixa pegava-o de nossas mãos, virava sobre o balcão e tascava uma carimbada.

A preencher: RG, CIC, endereço… sexo, altura… epa, estes não! Em muitos casos, fora do supermercado estavam pessoas que nos ajudariam a levar as compras até o carro. Mais uma despesa, a gorjeta… Sim, eles mereciam.
E nestes novos tempos veio o delivery. Pizzas, remédios, roupa, até livro (comprei um assim), disponíveis ao toque da campainha de nossa casa. E táxi? Basta digitar um número…

Aos mais idosos pode restar saudades de pegar condução para ir a uma loja como a do falecido Mappin, no centro da cidade, comprar um terno. Terno? Safa!

Este texto foi originalmente publicado no blog Vivendo e Escrevendo, em 21/8/2025. 

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