Primavera. Mas…

A primavera chega, mas nada acontece! Os jardins, os parques não explodem em flores, a relva não nos oferece esplêndidos tapetes esmeraldinos, como, na primeira hipótese, poderia acontecer em um desenho animado; e, na segunda, no texto de algum livro antigo.

E a temperatura volta ao padrão outonal. Resgatei meu agasalho! Pelas frestas da janela, enquanto escrevo, um ar frio vaza e apita. É através das vidraças fechadas que moradores do prédio onde estou olham para a piscina, desolados. Dois motivos. O frio, mas este o correr dos dias há de resolver. E a piscina em obras.

A administração do condomínio detectou um vazamento, e em nome dele está promovendo uma grande reforma. Não só nas piscinas (adultos e infantil), mas no piso ao redor, na rampa e degraus de acesso. Sai o piso convencional, entram peças de pedra, bonitas, é verdade. Mas caras.  A taxa de condomínio… subiu como um balão meteorológico.

O que me anima, enquanto a primavera não despede de uma vez o inverno, é um detalhe que vejo da janela do meu quarto, em um décimo segundo andar. No quintal de uma casa, na rua em frente, um belo ipê amarelo floriu (belo ipê amarelo é redundância). Pensei em sugerir à Prefeitura de Guarulhos que plantasse o ipê nas avenidas de entrada da cidade, como vi em lugares do interior. Mas desisti. Por aqui, ainda está se cuidando de tratar o esgoto despejado in natura no Tietê.

Setembro de 2019

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