And The Oscar Goes to…

Roteiristas de cinema que baseiam suas histórias em fatos da vida real do nosso mundo político tiveram uma semana cheia de ideias.

Alguns até escolheram o título de “Idiotas Úteis” para um filme mas logo desistiram quando perceberam que não seria um sucesso de bilheteria entre reitores, professores, funcionários e estudantes de Universidades Federais, e até mesmo entre uma parte da população cada vez mais estarrecida com a inépcia de um chefe de Estado que faz esse tipo de comentário.

Outros até pensaram em escrever sobre Abraham Weissmuller, digo, Weintraub, mas depois de assistirem a uma sabatina de quatro horas a que foi submetido, acharam que não valeria a pena mostrar um ministro arrogante e pouco convincente nas suas explicações.
Então resolveram contar a história que se passou entre o presidente e um de seus ministros, o da Justiça.

Usando nomes fictícios, esses roteiristas contam como um país atolado na lama da corrupção desde sua descoberta, vive seus dias atuais.

Na esperança de que tudo mudasse, a população desse país escolheu um mito para ser seu presidente. Ele seria o salvador da pátria, e com ele traria outros salvadores que recuperariam a Economia, a Educação (ou a falta dela), a precária Saúde (cada vez mais precária), e sobretudo acabariam com a onda de violência que assola a nação inteira.

E foi justamente com esse ministro, o que nos livraria desse mal amém, que o presidente criou um caso que deu o que falar.

Num dia 12 de maio, o presidente Jayrson (ou Already Go) Pocketnaro provoca um verdadeiro tsunami quando resolve jogar seu súdito Serge Monroe na fogueira com a seguinte declaração: “Eu fiz um compromisso com ele, ele abriu mão de 22 anos de magistratura. A primeira vaga que tiver lá (STF) estará à disposição”, sugerindo que ele só aceitou o convite com o único objetivo de ganhar uma toga preta do Supremo Tribunal Federal.

Essa não teria sido a primeira desavença ocorrida nesse casamento de apenas cinco meses, mas certamente a mais séria. Tanto que provocou uma reação em um dos “conjes”, que, sentindo o cheiro de fritura, logo desmentiu essa declaração.

No dia seguinte a ela, Monroe, em palestra concedida no sul do País, numa cidade chamada Assritiba, disse: “Eu não estabeleci nenhuma condição. Não vou receber convite para ser ministro e estabelecer condições sobre circunstâncias do futuro que não se pode controlar”.

Ainda não sabemos o fim desse filme, mas por enquanto a corda está arrebentando do lado mais fraco.

Em uma outra versão, escrita por autores mais crédulos na política da nova era, Serge Monroe é retratado como um lobo em pele de cordeiro e voz de marreco.

Eles acham que esse juiz, nos idos de 2009, começou a engendrar um plano diabólico ao qual chamou de Lava Jato, para prender corruptos de um partido de esquerda – inclusive um ex-presidente chamado Louis Squid da Silva – com o único objetivo de receber mais tarde, de um governo de direita, seu tão almejado cargo de ministro do Supremo.

Também não sabemos ainda como termina essa versão, mas é provável que nessa o juiz vá ficar sem o Ministério da Justiça, sem sua toga suprema e que talvez tenha de catar latinhas para sobreviver.

Escolha a sua preferida e enjoy the movie!

Este artigo foi originalmente publicado em O Boletim, em 17/5/2019. 

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