- :: Reportagem publicada na revista Marie Claire, em novembro de 1992. Texto de Sérgio Vaz
Os protagonistas são todos homens, adultos, instruídos, com dinheiro no banco. Durante três dias, eles se reuniram em um local isolado, no meio do mato, a menos de 70 quilômetros do Centro de São Paulo, e viveram cenas como estas:
* O homem olha demoradamente dentro dos olhos do outro, à sua frente, e diz: ”Eu sou seu pai, eu sou seu irmão, eu sou seu filho”. Ele responde com a mesma frase. Em seguida, cada um troca de parceiro, olha demoradamente dentro dos olhos do outro, e diz ser seu pai, seu irmão, seu filho. Ler Mais »
- :: Dez anos sem John Lennon, esse artista singular cuja obra-prima é a própria vida. Publicado na revista Moda Brasil, outubro de 1990. Texto de Sérgio Vaz
As pessoas morrem logo, e em geral nem um pouco mais sábias do que quando nasceram, diz uma bela música dos anos 60. Ah, meu amigo, estamos mais velhos, mas não mais sábios, constata outra. Muito em breve você estará morto, John Lennon avisava em “Instant Karma”, para em seguida perguntar e dar a pista para a resposta: por que, afinal, estamos aqui? Com certeza não é pra viver em dor e medo. Ler Mais »
- :: Uma avaliação na época em que ele fazia 70 anos. Publicado no Jornal da Tarde, 23/4/1984. Texto de Sérgio Vaz
Dorival Caymmi está-se preparando para lançar músicas novas: “estão no forno” – segundo sua própria expressão – três valsas.
Esta notícia foi dada em 1969.
Em 1972, perguntaram a Dorival Caymmi por aquelas valsas. Ele respondeu “Tenho idéia de juntar as três valsas, mas ainda não encontrei as letras que quero. São três andamentos em que eu quero colocar uma letra, um assunto só para três estados de espírito de uma pessoa, três tempos de uma valsa. Esse é meu assunto, mas ainda não consegui.” Ler Mais »
- :: “Minha música é otimista”, dizia ele, ao lançar seu disco Azul. Publicado no Jornal da Tarde, 26/3/1984. Texto de Sérgio Vaz
Renato Teixeira ouviu seu novo disco e chegou à conclusão de que sua música, afinal, não é triste.
É um rótulo que muitas pessoas usam, quando se referem à música de Renato Teixeira: triste. Ou fossenta, ou pra baixo. Ler Mais »
- :: Demoraram demais para reconhecer o gênio de Adoniran Barbosa. Publicado no Jornal da Tarde, 24/11/1982. Texto de Sérgio Vaz
Sempre foi inquieto, impaciente, avesso à repetição e à rotina. Desde os tempos de criança, primeiro em Valinhos, onde nasceu e brincou “nas ruas da infância, já que naquele tempo não tinha jardim de infância”, e depois em Jundiaí, onde o enfiaram “a muque” num grupo escolar (as expressões entre aspas são dele mesmo). Ler Mais »
- :: Um balanço do sucesso de Elvis, cinco anos após sua morte. Publicado no Jornal da Tarde, 16 de agosto de 1982. Texto de Sérgio Vaz
Quando o corpo flácido, balofo, inchado, corroído por drogas e decadência, caiu no chão acarpetado do banheiro da mansão de 18 cômodos, há exatos cinco anos (ou seja, no dia 16 de agosto de 1977), Elvis Presley já estava, na verdade, morto há um bom tempo. Misericordiosa morte final – e extremamente lucrativa. Ler Mais »
- :: Um fã de carteirinha escreveu duas páginas no Jornal da Tarde sobre ele. Texto de Sérgio Vaz
Nenhum músico popular foi tão criticado e tão adorado quanto James Paul McCartney.
Leve, inconseqüente, contrafação de rock, muzak, raso demais, piegas, sem consistência, fácil, sentimental, indulgente, primitivo, tépido, desinteressante, aguado, indiferente, conversa fiada, completamente inócuo, o ponto mais baixo do rock, trivialidade charmosa e inofensiva, compêndio de gracinhas caseiras, viscosos produtos de confeitaria, lamaçal de doces nadas. Ler Mais »
- :: A cantora foi recebida em São Paulo em 1982 por um público carinhoso e emocionado. Por Sérgio Vaz
Na primeira das sete apresentações que fará em São Paulo, nesta sua turnê pelo Brasil, Mercedes Sosa recebeu do público que lotou o Tuca, ontem à noite (27 de abril de 1982), uma rosa (que segurou com carinho durante uma música), uma camiseta vermelha com a inscrição “Paz El Salvador” (que colocou sobre uma mesinha no palco sem ler o que estava escrito), e um tratamento somente dispensado aos grandes ídolos. Ler Mais »
- :: Nara Leão
– a tímida, lembram-se? – resolveu proclamar: Nara Leão canta bem. Publicado no Jornal da Tarde, 27/6/1981. Texto de Sérgio Vaz
Saibam todos que Nara Leão canta bem.
Quem proclama isso, com a segurança tranqüila de quem sabe muito bem o que está proclamando, é Nara Leão. Ler Mais »
- :: Ela foi proibida de cantar na URSS e na Argentina e no Brasil dos generais. Por Sérgio Vaz
Três países impediram que a voz de Joan Baez fosse ouvida, durante sua carreira que já tem 23 anos e diversas viagens por vários continentes: a União Soviética, a Argentina e o Brasil. Ler Mais »
- :: Publicado no Jornal da Tarde, 23 de maio de 1981. Texto de Sérgio Vaz
“Bob Dylan reescreveu a gramática do rock assim como James Joyce reescreveu as regras do romance. Ele é o único autor de rock a quem o termo poeta pode ser rigorosamente aplicado. É o maior e mais invulgar talento da música rock. O que os Beatles fizeram, em conjunto, pelo rock, ele fez sozinho.” (Jeremy Pascall, em The Illustrated History of Rock Music, Londres, 1977.) Ler Mais »
- :: A multidão pedia bis, o músico não voltou: havia a ameaça de uma bomba. Era 1981. Por Sérgio Vaz
Nas arquibancadas, nas cadeiras numeradas e nas cadeiras da pista do ginásio do Ibirapuera, a imensa maioria das cerca de 12 mil pessoas cantava, acompanhava o ritmo da música com palmas, os braços estendidos para cima. No palco, havia uma festa de amigos. Ler Mais »
- :: Uma reportagem de duas páginas relembrou a tragédia em 1980, usando como pretexto o filme errado. Por Sérgio Vaz
“O ano do Titanic.” Com essas palavras impressas diariamente nos jornais, preparou-se a estréia mundial, ontem (1º de agosto de 1980), em Nova York, do filme Levantem o Titanic. Ler Mais »
- :: Reportagem publicada no Jornal da Tarde em 2 de agosto der 1980. Por Sérgio Vaz
O marinheiro não teve dúvidas. Quando aquela mulher – a senhora Alberta Cadwell, passageira da primeira classe, que acabara de embarcar no Titanic no porto inglês de Southamptom – perguntou se era verdade que o navio não podia mesmo afundar, ele respondeu:
- Minha senhora, nem Deus poderia afundar esse navio. Ler Mais »
- :: Publicado em O Estado de S. Paulo em 17 de agosto de 1977, por ocasião da mostra de Michelangelo no Masp. Texto de Anélio Barreto
Quase aos gritos, eles discutem:
– Vocês, escultores, trabalham com os músculos, com a força do braço, com o suor imundo.
– Você, que diz que a pintura é mais nobre que a escultura, não sabe nada, não entende nada.
Os dois homens estão em uma das ruas de Florença, falando alto, gestos exaltados, insultos. O primeiro retruca: Ler Mais »