Mais trapalhadas na Educação

Não se conhece precedente de um ministro da Educação que tenha pedido demissão antes assumir o cargo. Também não há precedente de um vexame tão grande como o de Carlos Alberto Decotelli. Se Abraham Weintraub foi o joelho no pescoço da Educação que impedia sua respiração, Decotelli assumiu o papel de viúva Porcina de Bolsonaro, aquela que foi sem nunca ter sido. Continue lendo “Mais trapalhadas na Educação”

Trégua fake

Pregação coletiva pelo entendimento, agrados aos presidentes da Câmara, do Senado e do STF, homenagem às vítimas da Covid-19. Jair Bolsonaro parece ter sido inoculado pelo vírus do bem, capaz de fazê-lo humano diante da pandemia, afastando-o da paranoia de só enxergar inimigos por todos os lados. Mas como sua personalidade é conflituosa por natureza, a prudência recomenda esperar para ver até onde a calmaria vai. Continue lendo “Trégua fake”

A História em perigo

George Floyd, o negro americano assassinado por um policial branco, despertou manifestações em todo seu país contra o racismo brutal que assola aquela nação desde sempre. Já foi muito pior, já foi mais tenebroso do que é hoje em dia, mas permanece vivo e faz sofrer milhares de pessoas. Continue lendo “A História em perigo”

Desânimo!

Dia de escrever o texto para a coluna semanal e não consigo me inspirar com as notícias que leio.

Os números de mortos e de infectados pela Covid-19 são desesperadores. Continue lendo “Desânimo!”

Forças Amadas

No momento em que as Forças Armadas estão no centro do debate político, é mais do que oportuno relembrar a figura do marechal Cândido Rondon, o grande engenheiro militar e sertanista brasileiro. A leitura da sua biografia, escrita pelo jornalista Larry Rohter, nos possibilita entender que as instituições militares são admiradas pelos brasileiros por serem a mão amiga em missões de integração nacional, de paz e de ajuda humanitária. Nem por isso deixam de ser o braço forte na proteção de nossas fronteiras e na defesa da nação. Continue lendo “Forças Amadas”

Imagine se Bolsonaro lesse

Exatamente como seu antecessor populista como ele, que, como ele, gosta de posar de gente do povo, Jair Bolsonaro não é chegado à leitura. Nem gibi do Pato Donald ou do Bolinha e Luluzinha deve ter lido, na infância – têm letra demais esses gibis. Continue lendo “Imagine se Bolsonaro lesse”

No colo de Bolsonaro

Mais de um milhão de brasileiros infectados e 50 mil mortos pela Covid-19, economia nocauteada, ilicitudes eleitorais e outras na mira policial-judicial, assombrações ressuscitadas com a prisão de Fabrício de Queiroz. Apavorantes para o presidente Jair Bolsonaro – que passou a ouvir com maior estridência os ecos de cassação e impeachment –, os últimos dias fazem saltar aos olhos as aberrações de um governo chefiado por um gerador de crises incansável, que só se preocupa com o seu clã e se nega a assumir suas responsabilidades. “Não vão botar no meu colo essa conta.” Continue lendo “No colo de Bolsonaro”

Tempo de terror

Tem surgido na minha cabeça, com alguma insistência, nos últimos dias, a canção “Dois e Dois: Quatro”. Hoje é pouquíssimo conhecida. É um poema de Ferreira Gullar: “Como dois e dois são quatro, / Sei que a vida vale a pena / Mesmo que o pão seja caro / E a liberdade, pequena”. Continue lendo “Tempo de terror”

Um segredo de Polichinelo

Desde 20 de maio de 2020, o paradeiro de Fabrício Queiroz era conhecido. O “Cadê o Queiroz?” tantas vezes repetido pelos brasileiros, já poderia ter sido respondido, principalmente pelo dono da casa onde ele se abrigava, Frederick Wassef. Mas não, ao contrário, sempre que alguém fazia essa pergunta a Wassef, a resposta era “não sei”. Continue lendo “Um segredo de Polichinelo”

O gênio da incompetência

Independentemente do seu destino no governo, Abraham Weintraub vai para a galeria dos piores ministros da Educação de todos os tempos. Sob seu comando a pasta perdeu qualquer relevância, deixando de fazer o mínimo quando deveria ser protagonista, especialmente em momentos tão cruciais como o da pandemia. Continue lendo “O gênio da incompetência”

Em louvor dos palhaços

Uns palha­ços, todos! É tão fácil, hoje, des­pe­jar os polí­ti­cos pelo cano do esgoto. Palha­ços, arlequins, jokers, encan­ta­do­res de ser­pen­tes. E eu peço ao José Tiny, admirável ilustrador destas pobres crónicas, que desenhe aqui um, demagogo, trumpiano e com um par de botas. Mas con­fesso já: não con­sigo cal­çar esse fácil par de botas. Talvez os políticos não sejam os palhaços que sempre são na conversa de café ou tasca. Continue lendo “Em louvor dos palhaços”

O que vai parar o louco perigoso, o terrorista?

Um louco nos governa. O país já está anestesiado pelas atrocidades diárias do presidente da República. Um presidente da República que comete crimes diariamente e não é impedido de fazê-lo ou porque os que o cercam, seus ministros e seu vice, são cúmplices, ou porque os que tentam têm à sua disposição instrumentos legais e institucionais que não são capazes de lidar com a sanha autoritária e genocida que Jair Bolsonaro já não faz questão de esconder. Continue lendo “O que vai parar o louco perigoso, o terrorista?”

Comunicação não faz milagre

Bem recebida no Congresso e por empresários do setor, a nomeação do deputado Fábio Faria (PSD-RN) para o recém recriado Ministério das Comunicações alcançou apoio surpreendente para um governo que prometia cortar pastas, enxugar a máquina pública e jamais fazer o jogo do toma-lá-dá-cá. Nessa carochinha coletiva, engrossou-se o faz de conta de que o “gargalo” do governo é a comunicação. Continue lendo “Comunicação não faz milagre”

Erros se corrigem

As manifestações que tomaram de assalto o território americano foram emocionantes. Nelas podíamos ver negros, brancos, latinos, judeus, orientais, todas as etnias e representantes de todas as religiões, irmanados na dor e na revolta com a morte brutal de George Floyd. Seu martírio, longo o suficiente para que ouvíssemos, nitidamente, onze vezes seu lamento ‘I can’t breathe’ e o apelo, ‘Mommy! Mommy!, que faz por socorro, até agora ecoam pelo mundo. Continue lendo “Erros se corrigem”

Washington & Jefferson

Quem assistiu ao vídeo daquele circo que chamaram de reunião ministerial do dia 22/4 e depois viu esse da última terça-feira deve ter se lembrado daqueles personagens encanadores, dois broncos incompetentes, que abusavam dos palavrões na hora de executar o serviço e que nunca resolviam o problema. Continue lendo “Washington & Jefferson”