Arquivos do Rótulo: Lembranças

Conta outra, vó – O ladrão ladino (4) Origens

Nota: Conforme eu tinha dito na nota inicial deste conto, sua parte final sempre foi intrigante porque nunca encontrei uma variante em outro livro. Finalmente, há dois anos, achei uma narrativa que certamente é a sua origem. É o capítulo 121 do segundo livro da História, de Heródoto (480-425aC). Ler Mais »

Conta outra, vó – O ladrão ladino (3)

Durante algum tempo o moço não quis roubar o castelo. Tinha dinheiro pra viver e não precisava se arriscar. Aconteceu então que o dinheiro foi sumindo e um dia acabou. Ler Mais »

Conta outra, vó – O ladrão ladino (2)

Um dia, o nosso ladrão descobriu que o dinheiro já estava no fim. Resolveu fazer algum roubo, de modo que não passassem necessidade. Resolveu roubar no castelo do rei. Foi no castelo e disse que queria ser guarda do rei. O capitão, vendo aquele moço forte e bonito, resolveu aceitá-lo e dali a algum tempo, ele estava servindo na sala do tesouro. Ler Mais »

Conta outra, vó – O ladrão ladino (1)

Nota: Este interessantíssimo conto amoral que minha avó contou, certamente junta pedaços de diversas histórias. As três primeiras peripécias parecem sair das aventuras de um Pedro Malasartes ou um Till Eulenspiegel. Ler Mais »

Conta outra, vó – A lenda do rei Midas

O rei Midas é conhecido por duas peripécias. Recebeu do deus Dionisio o direito de escolher um dom. Pediu o poder de transformar em ouro tudo que tocasse. No começo do dia isto o deixou feliz, porque transformava todos os objetos em peças de ouro. Ler Mais »

Conta outra, vó – O figo da figueira

Nota: Esta historinha parece pertencer ao folclore nacional. Lembro de tê-la lido diversas vezes, quase sempre em versão semelhante à de minha avó. No livro Histórias de tia Nastácia, de Monteiro Lobato, é a nona história. Nessa versão, são três as filhas que, ao serem desenterradas, voltam à vida, pois eram afilhadas de Nossa Senhora. Ler Mais »

Conta outra, vó – O sapatinho

Nota: Há dois aspectos curiosos neste conto de minha avó. O primeiro é sobre suas variantes mais antigas; conheço duas, uma derivada da outra. A história do homem que faz uma aposta sobre a virtude de sua mulher aparece primeiro no Decameron de Boccaccio (1313-1375), na nona novela da segunda jornada. E serve de modelo para um dos episódios de uma tragédia romanceada de Shakespeare (1564/1616), Cimbelino. Ler Mais »

Conta outra, vó – A bosta da vaca

Nota: Eis aqui um exemplar da ética não explicitada de toda uma época. A pobreza é fonte de virtude, a fé possibilita o milagre e o mal sempre é punido. Bem-aventurados os simples. Ler Mais »

Conta outra, vó – As alminhas penadas

Nota: De todas as historinhas contadas por minha avó, esta é a única que narra um acontecimento vivido por ela. Registrei-a por sentir que ela tem uma carga folclórica, mas não acredito que o fato tenha acontecido. Ler Mais »

Conta outra, vó – O nariz de sua mãe

Nota: Ô historinha danada de terrorista! Minha vó a contava e recontava com a maior tranquilidade. Fazia parte do acervo de contos moralistas, com os quais os antigos educavam as crianças. Educação baseada no medo da porrada. Parece que nunca funcionou, a não ser para continuar uma triste herança de sadomasoquismo. Por outro lado, essa mãe, que não sabia o que fazer com o filho, é um exemplo da educação da modernidade. Liberdade sem freio algum. Que situação difícil! Outra observação: nunca encontrei este conto triste em minhas tantas e tantas leituras.
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Conta outra, vó – Maria Borralheira

Nota: Relação deste conto de minha avó com a tradicional Cinderela, a Gata Borralheira, só a madrasta com duas filhas e o casamento com o príncipe. Provavelmente, no interior de Minas, entre um contador e outro, na maioria analfabetos, a história foi perdendo alguns detalhes e ganhando outros, mais ligados à cultura e aos costumes do povo; isto de lavar o bucho do boi, por exemplo. Ler Mais »

Conta outra, vó – A sandália

Nota: No início dos anos 70, li o Decameron de Boccaccio. A quarta novela da sétima jornada me fez lembrar de uma das historinhas que minha avó contava. Havia variações quanto a local e detalhes mas a essência era a mesma. Fiquei pensando em outras histórias de minha avó, analfabeta. Fiz um levantamento de todas, ela contava e recontava a cada vez que pedíamos. Percebi que nas minhas leituras nunca tinha encontrado algumas daquelas histórias. E resolvi anotar todas, para não esquecê-las. O resultado foi esse livinho, Conta outra, vó. A Sandália, o segundo conto, é a variante encontrada no Decameron..
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Mudanças

Há canções que fazem sucesso extraordinário, tocam no rádio e nos bares e na TV sem parar, grudam na cabeça das pessoas como chiclete – e daí a pouco somem, desaparecem, são esquecidas. E há canções que ficam. Ler Mais »

Conta outra, vó

Após a morte de minha mãe (eu tinha 11 anos) minha avó materna veio morar conosco no Rio, pra ajudar nas tarefas da casa. Todas as tardes sentávamo-nos no chão da cozinha e conversávamos longo tempo. Isto começou em 1954 e durou uns quatro anos. E sempre pedíamos uma historinha. Ler Mais »

“Sonhei um sonho que me deixou triste”

zzdylan

“Viajando num trem rumo ao Oeste, dormi e sonhei um sonho que me deixou triste, sobre mim mesmo e os primeiros poucos amigos que tive. Com os olhos meio úmidos observei a sala em que eu e meus amigos passamos muitas tardes, onde juntos nos protegemos de muitas tempestades, rindo e cantando até as primeiras horas da manhã.” Ler Mais »