Repórter senta de frente para a porta

Yes, baby, nós repórteres sentamos de frente para a porta. Não vá algum vilão entrar armado para acabar com a gente, e nos irmos desta estupidamente com um tiro nas costas. Cinema à parte, se o Bolsonaro entrar aos beijos com um gay, não perdemos o furo. Continue lendo “Repórter senta de frente para a porta”

Maníaco sexual, eu?

Num fim de tarde, chegamos a Ribeirão Preto cansados, depois de um dia correndo atrás da notícia. Se não me engano era coisinha leve, um rapaz de boa aparência, bem vestido, que se insinuava a moças de família da região, como médico. Tão educado, que as escolhidas logo se apaixonavam e pensavam em casamento. Acabavam vítimas de um serial killer, tal era a verdadeira natureza do boa pinta. Continue lendo “Maníaco sexual, eu?”

Historinhas de redação (13): a Olivetti do Robson

Robson Costa era um excelente copy, português perfeitíssimo; era mais um produto do bom jornalismo e das boas escolas de Minas importado pelo JT no início dos anos 70. Era também um sujeito tremendamente tímido – pessoa extraordinária, do bem, mas tímido. Continue lendo “Historinhas de redação (13): a Olivetti do Robson”

Historinhas de redação (12): o demitido continua trabalhando

Engana-se quem achar que nunca antes na história deste país aconteceu um caso como o desse afável Luiz Antônio Pagot, o diretor do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), que, pego com a boca na botija, foi afastado do cargo mas continuou nele. Continue lendo “Historinhas de redação (12): o demitido continua trabalhando”

Historinhas de redação (10): Bill e a enchente

Num daqueles dias de enchente, Marginal do Tietê alagada, Bill Duncan, editor de Economia do Jornal da Tarde, chega ao trabalho com água pingando dos cabelos, descalço, carregando ostensivamente sapatos e meias encharcados. Continue lendo “Historinhas de redação (10): Bill e a enchente”

Historinhas de redação (6): o fulcro do assunto, ainda

Um dos grandes diferenciais do velho Jornal da Tarde, em seus tempos gloriosos, era o lead. O problema é que, para contar esta historinha sobre Marcos Faerman, lenda do jornalismo brasileiro, é preciso fazer um nariz-de-cera, que é o anti-lead. Continue lendo “Historinhas de redação (6): o fulcro do assunto, ainda”