Vão sumir

Pertinho da minha casa há uma ruazinha especialmente charmosa, bonita, gracinha. Tem uma única quadra, e é planinha, planinha, o que é uma absoluta raridade neste meu bairro, construído em cima de morros altos – Perdizes tem mais ruas íngremes do que San Francisco, só que sem a vista da baía. Deveria figurar no Guinness. Continue lendo “Vão sumir”

Disco-voador na Benedito Calixto

Na Praça Benedito Calixto, onde ficava, no subsolo de uma loja, o pequenino teatro Lira Paulistana – o palco do que veio a ser conhecido como a Vanguarda Paulista, onde surgiram para o Brasil o grupo Rumo, o Premeditando o Breque que iria virar Premê, Itamar Assunção, Arrigo Barnabé, o Paranga, Passoca – deve ter pousado um disco-voador. Continue lendo “Disco-voador na Benedito Calixto”

Parque, o Minhocão já é. Quando tiver dinheiro, é derrubar

Aos 69 anos bem vividos, bem fumados e bem bebidos, participei pela primeira vez de uma prova de 5 quilômetros, uma Track & Field Run Series. A saída e a chegada eram no Memorial da América Latina, e praticamente todos os 5 quilômetros eram no Minhocão – desde o Largo Padre Péricles, em Perdizes, até a altura da Marquês de Itu, já em Santa Cecília, junto do Centro. Ida e volta.

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O menos ruim é não fazer nada com o Minhocão

Se eu pudesse fazer um pedido, uma sugestão ao prefeito Bruno Covas, seria assim: – “Pô, Bruno, desista dessa idéia de Parque Minhocão, vai. Pense melhor. Se você anunciar que abandonou a idéia, que vai encaminhar para que  sejam feitos mais estudos, pesquisas, tenho a certeza de que esse será um grande legado para a cidade.” Continue lendo “O menos ruim é não fazer nada com o Minhocão”

São São Paulo, Mon Amour

Ainda não tinha tomado nem o primeiro chope quando me ocorreu que faz mais de 40 anos que moro neste bairro. A não mais de quatro quadras daquele lugar exato em que fica o bar, na esquina de João Ramalho com Sumaré. Peguei um guardanapo para fazer a conta: 2019 menos 1977, 42!  Continue lendo “São São Paulo, Mon Amour”

“Uma imaterialidade com vida própria”

“Os uruguaios tentamos nos rodear de singularidades para não desaparecer e nos aferramos às mostras de nossa identidade. Vivemos rodeados de colossos, densamente povoados e geograficamente asfixiantes. Somos esse país com forma de coração que se nega a palpitar em outro tom que não seja o que nos inventamos para nos dizer irmãos.” Continue lendo ““Uma imaterialidade com vida própria””

De cara nova

Dez anos e meio depois de seu lançamento, em julho de 2010, o meu site 50 Anos de Filmes está de cara nova. E também seu irmão mais novo, este 50 Anos de Textos aqui, que divido com alguns amigos queridos. Continue lendo “De cara nova”