Réquiem para todas as ausências.
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ela vem voando, os véus brancos flutuam em câmara lenta. a foice! a foice! não me lembrava dessa foice imensa! mas… antes estava sem a foice! Ler Mais
abro os olhos e vejo que meu pai tem papéis na mão. meus papéis! não tenho coragem para falar. sei que estou sonhando. e ele: Ler Mais
liguei a fita de Gounod. e sentei-me, colocando sobre as pernas um travesseiro onde deitei a cabeça de meu filho.
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Ego sum… Ler Mais
Ele era magro tal um alfinete de cabeça e silencioso qual uma noite em Alcobaça. Quase nem fazia barulho para andar, como um gato. Sabia que, a todo barulho, corresponde o silêncio. Ficava com este lado da moeda. Ler Mais
coloquei o menino sobre as almofadas do grande banco de cimento e o cobri. sentei meu pai no canto e fiz com que se cobrisse com seu enorme casaco preto. Ler Mais
aos poucos, aquietamo-nos. ele separou-se e me olhou como olharia um pai saído da lenda. eu sorri e falei:
paz, paz, Mercutio, paz.
você fala sobre o nada! Ler Mais
vocês sabem que hoje é o dia em que o ano velho se vai embora. e ele quer festa. festa! depois, pra ele, coitadinho, só o grande silêncio e a saudade. Ler Mais
estamos chegando. passamos a ponte e eu dobro à esquerda. ao virar para entrar na nossa estradinha…
pai, pai! veja! está tudo aceso! Ler Mais
chamei-a de Morte mas acho que me enganei quando a desenhei. é a Vida. seus véus voam de leve e a coroa tem um brilho de lua. Ler Mais
meio que durmo, meio que devaneio… não sei se tenho febre, mas tremo por um nada. ando de cá para lá, quarto, sala, cozinha, banheiro, quero sair à rua mas trocar-se é tão demorado e eu acabo comendo uma fruta ou um pão com leite se sair à noite comerei algo, não, não sairei à noite. Ler Mais