Marina à la D.W. Griffith

 

Marina hoje demonstrou que, como contadora-criadora de histórias, conhece bem a técnica das ações paralelas. Mas não foi só. Uma hora lá em que eu contei para ela – certo de estar falando algo absolutamente inédito, inaudito – que no começo todas as fotografias eram em preto-e-branco, e só depois passaram a ser coloridas, da mesma maneira que os filmes, os desenhos, a pequena me olhou com aquele olhar “caramba, vovô, mas como você é bobo, né?”, e disse: – “Eu sei, vovô!” Continue lendo “Marina à la D.W. Griffith”

Marina em dia de exagero

Marina é uma criatura doce e fofa, e isso não é novidade alguma – mas há dias em que ela excede, que nem diziam os anúncios da Shell na época em que Os Mutantes gravaram aquele jingle, Em que exagera, que nem o Cazuza. Nesta quinta-feira, na telenetada número 82, estava assim – excedendo, exagerando a doçura, a fofuce. Continue lendo “Marina em dia de exagero”

“Na brincadeira não existe coronavírus!”

Lá pelo meio da telenetada número 77, nesta sexta-feira, 3/7, mais de 100 dias de pandemia e quarentana, Marina estava brincando com a Alice, a recém-chegada garotinha das Barbies. Do lado de cá, a vovó colocou as Pollys na mesa – deitadas lado a lado, mas com boa distância entre uma e outra. Continue lendo ““Na brincadeira não existe coronavírus!””

Marina inventa brincadeiras

As crianças, definitivamente, não foram feitas para ficar enjauladas dentro de casa, ao longo de semanas e mais semanas, meses e mais meses. As crianças – sempre pensei isso, desde que tive a sorte grande de ter uma filha – têm uma energia inesgotável. Cada loco bajito, como os definiu com brilho Juan Manuel Serrat, quando minha filha era uma loca bajita, tem tanta energia quanto todas as turbinas de Itaipu juntas. Continue lendo “Marina inventa brincadeiras”

Marina em modo ginasta romena

Às 17h21, poucos minutos depois de sair do Grão, seguramente ainda na rua (ela caminha cerca de 1 km todos os dias entre a escola e a casa), e apenas dois dias depois de nos ter visto durante muitas horas, Marina mandou pelo telefone da Cau uma mensagem de voz:

– “Vovô, vovó, vocês podem vir aqui brincar comigo?” Continue lendo “Marina em modo ginasta romena”

Marina e seu tempo

Estávamos brincando de supermercado. Eu tinha sido o comprador e Marina, a caixa do supermercado. Era a vez dela de ser a compradora, e eu, o caixa. Ela observou duas medalhas que havia para vender, e disse que não sabia qual delas o Elmo, o filho, iria querer. Continue lendo “Marina e seu tempo”