Primavera. Mas…

A primavera chega, mas nada acontece! Os jardins, os parques não explodem em flores, a relva não nos oferece esplêndidos tapetes esmeraldinos, como, na primeira hipótese, poderia acontecer em um desenho animado; e, na segunda, no texto de algum livro antigo. Continue lendo “Primavera. Mas…”

Sucralose pode?

O sujeito pára diante da prateleira do supermercado e olha para os adoçantes à sua frente. A mulher tinha alertado, umas semanas atrás, que um tipo de adoçante não podia. Mas qual, diacho? Continue lendo “Sucralose pode?”

Saco Sem Fundo, Partidário!

Semana cheia de brigas entre correligionários de um mesmo partido, de traições (PSL deixou Witzel com a escada e a broxa na mão lá no Rio. Brochante isso, né governador? Não adiantou nada fazer arminha com a mão durante a campanha), de alta hospitalar do presidente no momento em que cagou e andou (de novo) e de muita polêmica em torno da votação das mudanças eleitorais que envolvem o Fundo Partidário. Continue lendo “Saco Sem Fundo, Partidário!”

Sem ele não tem artigo

Prezado editor: informo que esta semana não vou mandar minha colaboração, por falta de assunto impactante. Com a internação de Bolsonaro, fiquei sem as bombas que ele soltava, às vezes logo cedo, ao deixar o Planalto, e durante o dia.  Eu me acostumei com essa matéria-prima rica que, por incrível que pareça, nunca faltava. Continue lendo “Sem ele não tem artigo”

Elementar, meu caro Washington!

Sempre fui aficionada por histórias policiais, em especial as criadas pela imbatível Agatha Christie e pelo genial Georges Simenon. Agatha nos presenteou com Hercule Poirot e com Miss Marple e Simenon, com o comissário Maigret. E todos esses personagens deixaram lições e fizeram brotar uma semente de curiosidade em quem acompanha suas trajetórias.
Com eles, aprendi que uma cena ou uma foto publicada sempre revela algo mais do que aquilo que estamos vendo. Continue lendo “Elementar, meu caro Washington!”

Tem boi na linha!

“Tem gente que acredita em Saci Pererê, Boi Tatá e Mula Sem Cabeça”, escreveu o nosso inefável ministro da Educação, Abraham Weintraub. Para completar: “E tem gente que acredita no Datafolha.”  Que coisa, o ministro fala de um boi chamado Tatá. Tem boi na linha! Continue lendo “Tem boi na linha!”

Ô tristeza!

Ô tristeza que dá ler as duas notas que mais se destacaram na semana.

A primeira vem do ministro da Educação Abraham Weintraub, que mandou um “bilete” pro Paulo Guedes pedindo mais dinheiro para o MEC, e arrasou no português. Continue lendo “Ô tristeza!”

Gente finíssima

Eduardo Bolsonaro deu ontem, 29, mostras de seu preparo para assumir a embaixada dos Estados Unidos em Washington, como papai quer. A eloquência de sua fala, em comentário sobre a Amazônia, não é exatamente a que se ouviria de um diplomata saído do Instituto Rio Branco. Também não é um primor do zelo que os embaixadores têm para, em conversa de alto nível, tentar resolver impasses e preservar a imagem de seus países. Continue lendo “Gente finíssima”

Pode Vir Quente Que Estou Fervendo!

“Se você quer brigar e acha que com isso estou sofrendo…”.

Esta semana, Jair Bolsonaro e Emmanuel Macron resolveram pôr em prática a letra da música do Erasmo Carlos e pedradas foram atiradas sem dó nem piedade por ambos os lados, e, pior, sem a preocupação de que esse comportamento não combina com o de chefes de Estado. Continue lendo “Pode Vir Quente Que Estou Fervendo!”

É fogo!

É fogo 1!

Nesta semana, em meio a muito fogo, o presidente lança um fumacê sobre as ONGs da Amazônia, e uma enorme nuvem preta paira sobre os céus do Brasil, com repercussão internacional. Continue lendo “É fogo!”

Escatologia!

Depois de passar a semana ouvindo essa palavra por parte de críticos do presidente da República, fui pesquisar sua origem no Google só pra me certificar. Descobri dois significados diferentes para “escatologia” no dicionário Priberam. (Me lembrei agora do Aurélio. Que fim deu ele?) Continue lendo “Escatologia!”

Conto de Fodas!

Era uma vez (só pra esclarecer, esse era uma vez aconteceu nestes últimos dias) um rei, digamos, um tanto ou quanto excêntrico, pra não dizer mandão, machista, ditador, e mais alguns outros apelidos pouco recomendados para o horário, lá da longínqua Tailândia, fez uma cerimônia para oficializar sua amante como consorte real. Continue lendo “Conto de Fodas!”