Arquivos do Rótulo: Crônicas

Tapera x gaiola

Este alquebrado correspondente de guerra dispensa luxos e só quer um lugar para descansar o esqueleto. Continuaria muito bem onde está, no velho casarão gasto, com árvores grandes que sombreiam o telhado. Mas vem a mulher, e diz: “A casa ficou grande”. “Ora”, replico, me fazendo de desentendido. “Está do mesmo tamanho que nós construímos.” Ler Mais »

Aquilo aconteceu mesmo?

“As oportunidades são únicas”, conta Amir Klink, referindo-se a um evento por si presenciado nos primeiros dias quando chegou naquela imensidão glacial, quase desértica, da Antártida, para onde viajou sozinho em um veleiro:

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Mulatas

Gostaria de fazer uma estátua para ela, em Ipanema, bem em frente de onde foi o Oba Oba, a casa de shows do Sargentelli. Poderia ser uma escultura como a do Carlos Drummond de Andrade, em Copacabana (sem óculos). Com todo respeito ao poeta, as qualidades dela iriam despertar muito mais a atenção, iluminariam o lugar. Ler Mais »

Mas por que é que os fracos têm que ter vez?

Pensando bem, Trump tem razão. Os mais fortes tudo podem e seus interesses têm que ser respeitados. Veja no dia-a-dia. Venho vindo com meu carro e um sujeito começa a atravessar a rua. O que é mais justo? Eu, motorizado, parar, ou ele se colocar no seu lugar e voltar para a calçada, de onde só pode sair quando não houver carros a vista? Ler Mais »

Cuidado. Texto com caturrices

Tínhamos, na casa onde eu morava, antes de me encarcerar em apartamento, uma chapeleira na entrada da sala. Peça antiga, bela, que servia à decoração, mas onde, afinal, penduravam-se casacos e guarda-chuvas. Ler Mais »

Civilização. Civilidade

O jeito de ser no nosso País pouco mudou desde que o bispo Sardinha foi comido pelos índios caetés, nos primórdios da nossa história. Os maus costumes à mesa certamente ficaram para trás, como tem mostrado JA Dias Lopes, o notável crítico e historiador de gastronomia. Mas em outros campos – da mentalidade burocrática, às maneiras, ao jeitinho, ao descumprimento de normas – continuamos mal. Ler Mais »

Quem? Como? Onde? Quando? Por quê?

Mea culpa.

Não, latim ninguém vai entender, fora aquele pessoal da área de Direito que já nasceu de terno e gravata, data vênia. Ler Mais »

Papai Noel está moderninho

As crianças que foram boazinhas durante o ano não precisam se preocupar em limpar a lareira, ou deixar a janela aberta, para receber Papai Noel. Bastará reservar um espaço livre no jardim, ou no quintal, para a aterrissagem do drone com os presentes. Ler Mais »

Os meus sentimentos

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Queria dizer os meus sentimentos, como se dizia, de negro, na aldeia beirã onde nasci. E são tantos os sentimentos. De admiração e orgulho por João Lobo Antunes, que nunca conheci. Dele sei esse desfile de méritos e talento que os jornais voltaram agora a publicar e que, por felicidade, ele escutou em vida com o pudor que era sua natureza. Ler Mais »

Nos tempos do pente

Afinal, qual é o pente que te penteia? Ler Mais »

Há alguma coisa errada com o Facebook

Há alguma coisa errada com o Facebook – ou comigo. O fato é que não nos entendemos, ou eu não o entendo. Ler Mais »

Muita lei, muita ordem

No condomínio onde moro, imperam a lei e a ordem. A convocação da administradora para assembléia de condôminos começa assim: “De ordem do senhor síndico…”  Ler Mais »

O botão liga-desliga

Como é a vida. O País em chamas, e acordo de um cochilo com um pensamento. Tenho saudades do botão liga-desliga. Não aquele que você aperta, mas o que é uma pequena alavanca. Para frente liga, para trás desliga. E alguns ainda faziam cléc. Ler Mais »

Tempos de dedos lépidos sobre telas sensíveis

Como um deputado, estive no interior e fui acompanhado em todos os passos pela assessoria. Não fui inaugurar obra, nem receber comenda na Câmara Municipal, mas a cobertura foi grande. O problema é que eu nem suspeitava da minha situação de noticiável. Ler Mais »

Vai reclamar com o bispo!

No somenos, o telefone toca e este seu amigo, imprudentemente, atende com cortês “alou”. Entra uma gravação, voz acusadora de mulher: “Seu canalha, você não pagou a conta do celular. Cometeu crime hediondo e vamos mandá-lo para a masmorra.” Ler Mais »