O Brasil aos olhos do repórter

Meus filhos resolveram que o pai deles vai ter reportagens suas publicadas em um e-book. Equipe de edição: Mônica, editora; Danilo, diagramador (é designer gráfico); e Paulo, apoio na preparação dos textos. Há apenas um detalhe. Mônica quer a notícia por trás da notícia. Como fiz para levantar os dados, o trabalho de campo…  Muito interessante. Continue lendo “O Brasil aos olhos do repórter”

A escola de samba do capitão

Como quem pode, pode, ele tem todo direito de decidir criar uma escola de samba para desfilar na avenida.  O carro principal teria a forma de um palanque, com um microfone que ele empunharia durante o desfile, não para cantar (embora, na empolgação pudesse fazê-lo), mas para falar. Continue lendo “A escola de samba do capitão”

E se não houvesse jornalista para ouvir o capitão?

Bolsonaro passa os olhos pelo clipping  com notícias  de jornais e encontra uma que o desagrada especialmente. “Esses jornalistas são uns ***”, xinga, enquanto dá um soco na mesa. Aquilo fica entalado na garganta, tem que despejar o quanto antes nos jornalistas que o esperam à saída do Palácio.

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O Papa é Pop?

Entra ano, sai ano e a tacanhez de certas mentes humanas continua a mesma.

Isso ficou bem evidente nesse primeiro dia de 2020, que foi marcado por um cacete quase que generalizado no Papa Francisco nas redes sociais. Continue lendo “O Papa é Pop?”

Apesar de você amanhã há de ser outro dia

Em 1970, o compositor Chico Buarque, revoltado com a falta de liberdade imposta pela ditadura militar, gravou essa música endereçada ao general Garrastazu Médici. E quando a ficha dele caiu, proibiu a execução da canção em todas as rádios do país. Ela só voltou a ser tocada em 1978, quando o general Ernesto Geisel, um pouco mais liberal que os colegas ditadores que o antecederam, assumiu a Presidência da República. Continue lendo “Apesar de você amanhã há de ser outro dia”

A deliciosa tradição do capeletti

Nos meus treze, catorze anos, comprei madeira e construí um cavalete, com séria intenção de fazer desenhos a carvão. O cavalete sustentava uma prancha de uns setenta por sessenta centímetros, que recebia a folha de papel. Desenhos, mesmo, fiz poucos. Mas minha mãe, Elza, gostou muito da prancha. Continue lendo “A deliciosa tradição do capeletti”

Pela Porta dos Fundos!

Ia começar o texto falando da rachadinha do Flávio, mas sei que esse assunto incomoda muita gente que acredita que uma rachadinha a mais, uma rachadinha a menos neste país é coisa pra se deixar pra lá. Continue lendo “Pela Porta dos Fundos!”

Pirralhices!

Segundo o passador de pano oficial de Jair Bolsonaro, digo, porta-voz da Presidência Otávio Rêgo Barros, o presidente não foi “descortês” com a ativista Greta Thunberg só porque a chamou de pirralha. Continue lendo “Pirralhices!”

Incultos contra a cultura

Por ignorância ou puro ódio, de caso pensado ou não, o bolsonarismo encarnou de vez as vestes de inimigo-mor das artes, da cultura. E parece adorar o papel. Desdenha do melhor produto brasileiro e, mais grave, fere a identidade nacional, indissociável da cultura. Um vale tudo de baixíssimo nível para destruir uma imaginária hegemonia ideológica de esquerda nas artes. Continue lendo “Incultos contra a cultura”

Help!

Quando os meninos John, Paul, Ringo e George se reuniram lá nos idos de 1960 pra formar um conjunto, jamais imaginariam que quase 60 anos depois alguém apontaria a alta nocividade escondida por trás do tipo de música que eles tocavam. Apesar de terem passado por vários estilos, se consagraram mesmo no rock, que ia do folk ao psicodélico, o que pode representar, atualmente, um perigo para alguns seres desprovidos de cérebro.

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Aí Sim!

“Não se assustem se alguém pedir o AI-5 em reação à quebradeira na rua”, disse nosso ministro da Economia esta semana lá nos esteites, se referindo ao discurso de Lula convocando o povo para as ruas. Continue lendo “Aí Sim!”