O Caravelle sequestrado

A seção Há 50 Anos, publicada diariamente pela Folha, destoa do resto do jornal por suas fotos em preto-e-branco e fatos que passaram para a História, muitas vezes para o esquecimento. Imagine o susto de um veterano repórter ao correr os olhos pela seção e descobrir que cobriu os fatos ali relatados. Há meio século! Continue lendo “O Caravelle sequestrado”

Sons do Silêncio!

Por muitos anos a gente morou num bairro considerado bem tranquilo para os padrões de uma urbe. Até que a prefeitura decidiu abrir uma via de acesso que liga as duas maiores avenidas da cidade, bem debaixo da janela do quarto onde, até então, a gente dormia o sono dos justos. Continue lendo “Sons do Silêncio!”

Ermitão urbano

Do que precisa um ermitão para levar uma vida feliz? De um fone de ouvido, claro. O meu caso é um tanto estranho, seguramente desconhecido pela Ciência. Sou um ermitão urbano. Moro em apartamento, em bairro central. No tocante a abastecimento alimentar, rendo-me ao supermercado mais próximo. O problema está na oferta cultural. Continue lendo “Ermitão urbano”

Primavera. Mas…

A primavera chega, mas nada acontece! Os jardins, os parques não explodem em flores, a relva não nos oferece esplêndidos tapetes esmeraldinos, como, na primeira hipótese, poderia acontecer em um desenho animado; e, na segunda, no texto de algum livro antigo. Continue lendo “Primavera. Mas…”

Sucralose pode?

O sujeito pára diante da prateleira do supermercado e olha para os adoçantes à sua frente. A mulher tinha alertado, umas semanas atrás, que um tipo de adoçante não podia. Mas qual, diacho? Continue lendo “Sucralose pode?”

Saco Sem Fundo, Partidário!

Semana cheia de brigas entre correligionários de um mesmo partido, de traições (PSL deixou Witzel com a escada e a broxa na mão lá no Rio. Brochante isso, né governador? Não adiantou nada fazer arminha com a mão durante a campanha), de alta hospitalar do presidente no momento em que cagou e andou (de novo) e de muita polêmica em torno da votação das mudanças eleitorais que envolvem o Fundo Partidário. Continue lendo “Saco Sem Fundo, Partidário!”

Sem ele não tem artigo

Prezado editor: informo que esta semana não vou mandar minha colaboração, por falta de assunto impactante. Com a internação de Bolsonaro, fiquei sem as bombas que ele soltava, às vezes logo cedo, ao deixar o Planalto, e durante o dia.  Eu me acostumei com essa matéria-prima rica que, por incrível que pareça, nunca faltava. Continue lendo “Sem ele não tem artigo”

Elementar, meu caro Washington!

Sempre fui aficionada por histórias policiais, em especial as criadas pela imbatível Agatha Christie e pelo genial Georges Simenon. Agatha nos presenteou com Hercule Poirot e com Miss Marple e Simenon, com o comissário Maigret. E todos esses personagens deixaram lições e fizeram brotar uma semente de curiosidade em quem acompanha suas trajetórias.
Com eles, aprendi que uma cena ou uma foto publicada sempre revela algo mais do que aquilo que estamos vendo. Continue lendo “Elementar, meu caro Washington!”

Tem boi na linha!

“Tem gente que acredita em Saci Pererê, Boi Tatá e Mula Sem Cabeça”, escreveu o nosso inefável ministro da Educação, Abraham Weintraub. Para completar: “E tem gente que acredita no Datafolha.”  Que coisa, o ministro fala de um boi chamado Tatá. Tem boi na linha! Continue lendo “Tem boi na linha!”

Ô tristeza!

Ô tristeza que dá ler as duas notas que mais se destacaram na semana.

A primeira vem do ministro da Educação Abraham Weintraub, que mandou um “bilete” pro Paulo Guedes pedindo mais dinheiro para o MEC, e arrasou no português. Continue lendo “Ô tristeza!”

Gente finíssima

Eduardo Bolsonaro deu ontem, 29, mostras de seu preparo para assumir a embaixada dos Estados Unidos em Washington, como papai quer. A eloquência de sua fala, em comentário sobre a Amazônia, não é exatamente a que se ouviria de um diplomata saído do Instituto Rio Branco. Também não é um primor do zelo que os embaixadores têm para, em conversa de alto nível, tentar resolver impasses e preservar a imagem de seus países. Continue lendo “Gente finíssima”

Pode Vir Quente Que Estou Fervendo!

“Se você quer brigar e acha que com isso estou sofrendo…”.

Esta semana, Jair Bolsonaro e Emmanuel Macron resolveram pôr em prática a letra da música do Erasmo Carlos e pedradas foram atiradas sem dó nem piedade por ambos os lados, e, pior, sem a preocupação de que esse comportamento não combina com o de chefes de Estado. Continue lendo “Pode Vir Quente Que Estou Fervendo!”