- :: A desumanidade de Chaplin explica a humanidade da sua obra? Por Manuel S. Fonseca

O pai morrera e ele nunca mais almoçava. O caixão era paupérrimo, uma coisa dickensiana ao lado da qual caminhava a aflita dor da mãe. O futuro Charlot vinha atrás da urna do pai e do pranto da mãe. Para distrair a fome, ia mimando, caricatural, o sofrimento materno. Ler Mais »
- :: Pensa que somos inteiramente imbecis? Por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa
Fiquei injuriada com o vídeo do presidente do PT. Sei que foi para uso interno, mas como ele conclama a sociedade organizada, partidos políticos, centrais sindicais, movimentos populares, a se mobilizarem para neutralizar a operação destinada a abafar a CPI do Demóstenes, creio que ele pretendia o que conseguiu: que sua peroração fosse ouvida fora do âmbito do PT. E aí ele nos dá o direito de responder. É o que faço agora. Ler Mais »
- :: O resultado mais concreto da viagem da presidente aos EUA é o acordo sobre bebidas. Por Sandro Vaia
Em volta de uma garrafa de Velho Barreiro, que ao contrário do que andaram dizendo não era cravejada de diamantes e nem custava mais de 200 mil reais, a presidente Dilma e o presidente Obama deixaram as relações Brasil- Estados Unidos no mesmo banho-maria em que vêm cozinhando nos últimos anos. Ler Mais »
- :: Nada do que ela faz no setor tem a ver com o que prometeu. Por Mary Zaidan
Exibida na TV no horário eleitoral de 2010, a cena de Dilma Rousseff no Parque Eólico de Osório (RS), com pás brancas gigantes girando o futuro, era auspiciosa. Ler Mais »
- :: A Cinemateca ousou exibir "Je Vous Salue, Marie". Foi uma loucura. Por Manuel S. Fonseca
O caldo entornou-se. O jovem católico virou-se para o chefe de polícia e disse-lhe em tom de desgarrada: “Gostava que fizessem isso à sua mãe?” Ó meu amigo, palavras não eram ditas e já o até então polidíssimo agente lhe enfiava uma gravata que, vi eu, fez o ar dos pulmões do jovem bater no tecto da sala. Ler Mais »
- :: Dizer que “são todos iguais” pode aliviar consciências, mas nem sempre corresponde à realidade dos fatos. Por Sandro Vaia
Toda vez que arrancam a máscara de um Catão alguns se chocam e outros se alegram. Ler Mais »
- :: Ele prometeu mundos e fundos que até agora o país não entregou. Por Mary Zaidan
Em meados de junho de 2007, três meses e meio antes de o Brasil ser anunciado como país sede da Copa 2014, o presidente Lula assinava, com pompa e circunstância, a carta-compromisso em que o país oferecia mundos e fundos para seduzir a Fifa. Ler Mais »
- :: Visto hoje, Beija-me Idiota é uma namorada linda: queremos todos voltar a dormir com ela. Por Manuel S. Fonseca
Este é de 1990. Escrito no “Expresso”, a propósito de uma qualquer exibição de Beija-me Idiota na RTP 2, retomo-o com liberdades. Mais ou menos nessa altura veio cá o Alexander Trauner, que fora decorador do Wilder. Ler Mais »
- :: Polícia e Justiça não conseguem evitar os atos dos criminosos fantasiados de torcedores. Por Sandro Vaia
O que finalmente eu mais sei sobre a moral e as obrigações do homem devo ao futebol… (Albert Camus)
Claro que os torcedores das organizadas nunca ouviram falar de Albert Camus e muito menos ele saberia, antes de morrer, que o futebol, muitos anos depois, deixaria de ser guia da moral e das obrigações do homem para transformar-se, por força do desvio comportamental de alguns celerados, em viveiro de bandidos. Ler Mais »
- :: No plano da ficção, Dilma vai mudar tudo. Na realidade, a gestão é alarmante. Por Mary Zaidan
Nove anos depois de chegar ao Planalto – quase três como ministra de Energia, cinco como ministra da Casa Civil e há mais de um como presidente da República -, Dilma Rousseff descobriu, assim, de repente, que vinha fazendo tudo errado. Ler Mais »
- :: O filme de Sergio Leone são 50 anos a andar para trás. Por Manuel S. Fonseca
Por cada porta que passa, Robert De Niro passa de um passado a outro passado. É sempre “yesterday”, como os Beatles cantam, no Once Upon a Time in America. O filme é de Sergio Leone e dura 50 anos. São 50 anos a andar para trás, à procura do tempo perdido em que a inocência foi ou era possível. Ler Mais »
- :: Projeto sobre direito de resposta mais parece uma retaliação. Por Sandro Vaia
O Senado aprovou um projeto de lei de Roberto Requião estabelecendo novos procedimentos para o direito de resposta ou retificação do ofendido “em matéria divulgada, publicada ou transmitida em veículo de comunicação social”. Ler Mais »
- :: O eleitor não é burro e merece respeito. Por Mary Zaidan
Com que percentual vencerá as prévias do PSDB no próximo domingo – 51%, 60%, 70%, 80% -, pouco importa. José Serra já é o candidato do partido à Prefeitura de São Paulo. Tudo mais é figuração, jogo de me engana que eu gosto. Ler Mais »
- :: A Justiça joga água fria no plano de purificação dos mensaleiros. Por Mary Zaidan
Em abril de 2011, o diretório nacional do PT aprovou, por 60 votos a 15, a refiliação de Delúbio Soares, ex-tesoureiro do partido, acusado de ser um dos principais articuladores do mensalão. Com o aval determinante do ex-presidente Lula, a volta de Delúbio só não virou festa de arromba em Goiás, seu estado natal, por alerta de seus advogados. Ler Mais »
- :: O dia em que a Cinemateca Portuguesa atraiu uma multidão punk. Por Manuel S. Fonseca
A calva e resplandecente cabeça de Luis de Pina, então director da Cinemateca, pairava sobre um tormentoso mar punk. Já voltaremos à sua cabeça. Antes, deixo-vos com uma pérola de filosofia social: desiludam-se os proactivos, não cria comoções sociais quem quer e, às vezes, nem quem pode. Ler Mais »