A anistia faz 40 anos

Faria bem ao país se Jair Bolsonaro deixasse de mirar no retrovisor e zelasse pela pacificação conquistada graças à engenharia política que nos permitiu virar a página dos anos de chumbo e ingressar no maior período democrático de nossa história. Continue lendo “A anistia faz 40 anos”

Nunca casou comigo

As duas mulheres levantam-se e dirigem-se à porta. Não é uma porta qualquer. É uma porta que abre para uma rua nova-iorquina dos anos 30. Qual das duas mulheres, Dorothy Parker ou Clare Boothe Luce, sairá primeiro? Qual delas dará prioridade à outra depois de uma primeira conversa que mais parecia uma venenosa batalha de talentos? Continue lendo “Nunca casou comigo”

Alguns pensadores de nossos dias

Donald Trump: A figura que convenceu os eleitores a votar nele para juntos “Make America Great Again”. Conheci os EUA em 1954 e lá passei um bom tempo. Ao comparar aquele país com este de Trump sinto que ele conseguiu exatamente o contrário. Continue lendo “Alguns pensadores de nossos dias”

É futebol a dor que deveras sentes

Ele era a antítese de Marilyn Monroe. E repare-se, nem sequer estou a falar de beleza, mas só da insignificância a que chamamos confiança em si mesmo. A confiança de Carlos Kaiser em si mesmo esgotaria a lotação de qualquer estádio. Mesmo a do Maracanã. Continue lendo “É futebol a dor que deveras sentes”

Um primitivo

Um dos filmes mais estranhos que já vi é O Curioso Caso de Benjamin Button. Conta a história de um homem que nasce velho, um bebê todo enrugado, um mini velhinho, feio, assustador e que inspira repulsa até no pai que o abandona na entrada de um asilo. E nesse asilo ele cresce e vai vivendo ao contrário de todos nós; em vez de envelhecer, remoça, até que numa idade provecta ele está um jovem rapaz. Continue lendo “Um primitivo”

Escalada da intolerância

A liberdade de expressão é um valor fundamental para definir o grau de civilização de uma sociedade e de seu ordenamento democrático. Quanto maior, mais avançado é o estágio civilizatório. E quanto mais cerceada, maior o déficit democrático de um país. Continue lendo “Escalada da intolerância”

Se ainda têm um coração

Se ainda bate um coração no peito dos leitores do Jornal de Negócios, bebam-me estas lágrimas. São as lágrimas da mãe de Joseph Cyr. É um dia de Outono de 1951 e que mãe não choraria ao ver o nome do seu filho desenhado num jornal, a letras generosas, contando como ele, Joseph Cyr, cirurgião, na insidiosa guerra da Coreia, a bordo de um destroyer canadiano, em pleno deck e o céu por testemunha, operara três norte-coreanos, um deles com uma bala a tricotar-lhe o coração, salvando-os da nefanda morte. Essa é a mais franciscana das nobrezas: salvar o próprio inimigo. Continue lendo “Se ainda têm um coração”

Vanguarda iluminada

O aglomerado de esquerda formado pelo Partido dos Trabalhadores e assemelhados (PSOL, PC do B, PDT e PSB) sofreu mais uma grande derrota política, a quarta nos últimos três anos, com a aprovação de forma arrasadora da Reforma da Previdência.  Continue lendo “Vanguarda iluminada”

Não matarás!

O quinto mandamento, versão talmúdica ou católico-romana, era uma auto-estrada por onde Eugen Weidman entrava, imparável, a zunir e em contramão. Não matarás! Mas Eugen matava, matou com gosto, e mataria sempre e mais se não lhe têm posto o corpinho com dono. Continue lendo “Não matarás!”