- :: Demora para acertar. Quando acerta, é autoritária, imperial. Por Mary Zaidan
Há tempos Dilma Rousseff não tinha uma semana de tantas boas novas. Colheu o sucesso da 11ª rodada de licitação de petróleo e gás, a primeira realizada em cinco anos, e aprovou a MP dos portos, ainda que a penas duríssimas, impondo ao Congresso humilhação e vexame. Ler Mais »
- :: Passaram-se tantas coisas em Cannes. Por Manuel S. Fonseca
Passaram-se tantas coisas em Cannes. Houve um tempo em que ia lá todos os anos. Entre o festival de cinema, os grandes mercados de televisão, duas, três vezes ao ano, ali ao lado das encostas que Picasso, Calder, Fitzgerald escolheram para pintar e escrever. Ler Mais »
- :: Como dom Quixote, o PT inventa moinhos de vento. Por Sandro Vaia
O moinho de vento contra o qual arremetia dom Quixote de la Mancha era aquele que ameaçava a donzela Dulcinéia del Toboso. Ler Mais »
- :: A presidente resiste a entender que política não é só eleição. Por Mary Zaidan
Dilma Rousseff, Lula e o PT só pensam naquilo: reeleição, eleição, reeleição. Não necessariamente nessa ordem, já que depende da maré – leia-se, da economia – quem será o protagonista em 2014. Ler Mais »
- :: Pedro I e Hannibal partilham o mesmo amor pela humanidade. Por Manuel S. Fonseca

Mesmo alguém que não se chamasse Coelho estremeceria ao ouvir a voz melancólica de Pedro I, rei de Portugal, ordenar: “Preparem-me esse coelho que tenho fome.” Num conto de Os Passos em Volta, de Herberto Helder, um dos assassinos de Inês, Pêro Coelho, de joelhos entre os guardas, reconhece o direito de vingança do monarca e saboreia a ironia da frase real. Ler Mais »
- :: O jornalismo anda preguiçoso, leniente, incompleto. Por Sandro Vaia
Acurácia é uma palavra feia mas muito útil em jornalismo. Significa precisão, exatidão. Há muito tempo que ela não é usada nas redações e acho mesmo que muitos dos jovens jornalistas desconhecem o seu significado. Ler Mais »
- :: Pelo jeito, o que o PT deve a Sarney não dá para pagar. Por Mary Zaidan
José Dirceu é mesmo o máximo. Ministro-chefe da Casa Civil e homem de confiança do presidente Lula, foi desapeado do Planalto em junho de 2005 quando as denúncias do mensalão começaram a esbarrar no chefe-maior, que o tinha como capitão do time. No fim do mesmo ano teve seu mandato de deputado federal cassado. Ler Mais »
- :: Sem nunca ter entrado num filme, entrou, afinal, em tantos. Por Manuel S. Fonseca
Howard Hawks transpirava charme. Ou seja, nunca precisou de transpirar. Nessa noite passeava-se pelo Clover Club e olhava para a pista de dança. Foi então que a viu. Ler Mais »
- :: Quem diria: o moralíssimo PMDB presta serviços ao País. Por Sandro Vaia
Ironias do destino: precisamos dos préstimos do moralíssimo e pragmático PMBD (“um ajuntamento de assaltantes”, na definição do mercurial fraseologista Ciro Gomes) para evitar – ou pelo menos amenizar – os ataques compulsivos do petismo contra a institucionalidade. Ler Mais »
- :: Ao PT não bastam a maioria, o poder. Quer hegemonia plena. Por Mary Zaidan
Se o Ministério Público desagrada, reduza-se o poder do MP. Se o STF causa dissabores, cortem-se as asas do Supremo. Ler Mais »
- :: Ninguém mais do que Godard amou o cinema americano. Por Manuel S. Fonseca

Nos tempos em que eu soletrava entusiasmado a indecidível ratatouille literária que é a prosa do filósofo Gilles Deleuze, apanhei-o a jurar que toda a história da filosofia mais não é do que um interminável conjunto de comentários ao diferencial que são os diálogos de Platão. Terá sido no “Difference et Répetition”?
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- :: O atual Legislativo entende que dois já resolvem. Por Sandro Vaia
Partido bom é partido a favor.
Partindo desse elementar princípio de isonomia e justiça, o partido do governo e seus epígonos, que constituem a base aliada no Congresso, estão tratando de inviabilizar as siglas que ameaçam turvar a reeleição de Dilma no primeiro turno das eleições de 2014. Ler Mais »
- :: O PSDB faz oposição cerrada ao PSDB. Por Mary Zaidan
Quanto mais tenta se desenroscar mais o PSDB tropeça no seu próprio bico. Há mais dissenso do que consenso, o que dificulta o caminho da legenda para se tornar competitiva na disputa pela cadeira da presidente Dilma Rousseff. Ler Mais »
- :: Hollywood é praticamente como Portugal. Todos se conhecem. Por Manuel S. Fonseca

Quando saiu das mãos de Orson Welles, Charles Foster Kane, megalómano, críptico, já era muito maior do que a vida. Lembro os menos cinéfilos que falo do herói de um filme, Citizen Kane. O próprio Welles interpreta a personagem que morre no começo do filme sussurrando, numa misteriosa saída de cena, a palavra rosebud.
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- :: O sociologuês de botequim protege criminosos. Por Sandro Vaia
Esquisitices brasileiras: não se pode nem se deve discutir a questão da maioridade penal sob o impacto da comoção.
Um garoto de 17 anos, a 3 dias de completar 18, matou um outro de 19 anos para roubar-lhe o celular, sem que a vítima tivesse esboçado reação. Ler Mais »