Arquivos do Rótulo: Artigos

Navegar é preciso

Nas três últimas décadas os brasileiros conquistaram dois bens inestimáveis: a estabilização da economia, em 1994, com o fim da inflação que penalizava em especial os mais pobres, e o retorno da democracia, consagrada na Constituição de 1988. Ler Mais »

Apesar de vocês

O uso não raro inescrupuloso dos meios para se chegar ao fim, a apropriação do Estado, a ditadura do pensamento único e a consequente patrulha, práticas recorrentes entre os regimes fascistas, estão em voga. Os dois candidatos à Presidência da República que saíram do primeiro turno são, direta ou indiretamente, experts nesses hábitos. E tentam convencer o distinto público do contrário. Ler Mais »

Maioria barulhenta reformou a política

Partidos e políticos tradicionais tinham concebido o modelo perfeito para se perpetuarem no poder, com o engessamento da eleição por meio de regras que inviabilizavam qualquer renovação política. Campanha mais curta, recursos do financiamento público concentrados nas mãos dos caciques partidários e tempo televisivo assegurariam a reeleição dos atuais parlamentares, bem como a continuidade do presidencialismo de coalizão. Ler Mais »

Ai, Mizoguchi

Mas afinal, onde está a arte? Ler Mais »

Ressaca brava

Dois personagens, Jair Bolsonaro e Lula, e um desastre anunciado; os candidatos do chamado centro democrático, incapazes de enxergar acima de seus umbigos e ambições individuais. Objetivamente, essa é a síntese do primeiro turno das eleições 2018, cuja campanha foi dominada por níveis intoleráveis de intolerância. Ler Mais »

O Assalto ao Palácio do Planalto

A tomada do poder é um conceito do marxismo clássico associado a um ato por meio do qual uma força política destrói o velho Estado burguês e constrói um novo.  Exemplos disso foram o assalto ao Palácio de Inverno da Revolução Russa, a tomada do poder por Mao Tsé-Tung na China e por Fidel Castro em Cuba. Ler Mais »

Havemos de voltar

Antes que o Verão acabe, eis uma lista de coisas que gostava de voltar a ver ou a ouvir: Ler Mais »

A vitória do não

Seja qual for o resultado das urnas no próximo domingo, 2018 se consolida cada vez mais como a eleição do não. Ler Mais »

Quer saber? Eu acho que estamos fritos…

Vou votar, apesar de já estar isenta. Votar, ou seja, escolher quem vai administrar o país, é uma das prerrogativas da democracia e só falta, por fastio, abrir mão desse direito. Temos que votar. Ler Mais »

A síndrome de Maluf

Presença constante nas disputas eleitorais de São Paulo, Paulo Maluf era imbatível no primeiro turno, mas sempre perdia no segundo. Numa de suas derrotas não se conteve: “nadei, nadei e morri na praia”. Maluf era vítima de um mal, a sua rejeição estratosférica. A derrota na segunda rodada eleitoral era líquida e certa, pois naturalmente o eleitorado dos outros candidatos caia nos braços do seu adversário. Ler Mais »

O frio Novembro do Colorado

O mergulho baptismal nas águas do Jordão foi essencial para o êxito do cristianismo. A imersão nas águas desse rio, pelas seguras mãos de um nadador-salvador como era São João Baptista, só podia ser redentora, salvífica e lustral. Eram águas cálidas de um Médio Oriente sufocante. Mergulhava-se de túnica vestida e era tão bom como Deus achava que era boa a Sua Criação – que, não desfazendo, não é má de todo. Ler Mais »

Carta branca para a insensatez

Donos exclusivos da virtude e da verdade, e movidos pela instransigência com os que deles discordam, os candidatos Jair Bolsonaro e Fernando Haddad escondem-se em aparentes incompatibilidades o muito que têm em comum. Mas o que poucos imaginariam é que ambos se encontrariam nos elogios à turma do impopularíssimo Michel Temer, presidente que começou a botar ordem na economia arrasada pelo PT de Lula e Dilma Rousseff. Ler Mais »

Não, não é cansaço…

Não sei se o amigo leitor está aborrecido com tantas pesquisas e tantas análises sobre estas eleições, como eu estou. É sempre mais do mesmo, não é não? Ler Mais »

Prisioneiros de Lula

Desde o início o ex-presidente Lula, hoje preso em Curitiba, teve estratégia clara. Construiu uma narrativa para apagar da memória dos brasileiros o desastre econômico e social criado pelos governos petistas e para despertar nos eleitores a ilusão de que viveram anos dourados em seu governo. Paralelamente, se fez de perseguido pela Justiça, eludindo sua condição de presidiário por crime comum. Ler Mais »

As peúgas de Luis Buñuel

Estava para começar a falar dignamente de Luis Buñuel, mas meterem-se pelo meio dois velhos, lado a lado, em duas camas de hospital. E como ninguém pode ter tudo, um é branco e rico, o outro pobre e negro. Dão pelos nomes de Jack Nicholson e Morgan Freeman. Ler Mais »