- :: O Brasil real fica quieto, e só se manifesta quando é consultado. Por Sandro Vaia
Existem dois Brasis convivendo: o da fantasia virtual, retratado por uma boa parte da imprensa e pelas chamadas redes sociais, e o real, aquele onde as pessoas vivem de verdade. Ler Mais »
- :: Nós pagaremos este ano mais R$ 200 bilhões para os apadrinhados. Por Mary Zaidan
Com 22 mil cargos de confiança, o governo brasileiro é recordista absoluto em um ranking nefasto que só neste ano vai custar mais de R$ 200 bilhões. Ganha de lavada dos oito mil cargos dos Estados Unidos e dos quatro mil da França. E, garantidamente, o Estado nacional não funciona melhor do que o da Inglaterra, com apenas 300 servidores comissionados. Ler Mais »
- :: Bosch poderia ser o pai, o avô de David Lynch. Por Manuel S. Fonseca
Vivemos tempos de Bosch. Entra-se num comboio, num avião e os gemidos vêm das próprias cadeiras. As ruas gritam, os restaurantes sussurram. A realidade está a hiperventilar. Ler Mais »
- :: Erraram os governos, a imprensa, a torcida nas redes sociais. Por Sandro Vaia
A reintegração de posse da área conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos, foi a materialização da mais completa tragédia de erros ocorrida nos últimos tempos. Em diversas frentes: Ler Mais »
- :: O Brasil exibe indicadores mais trágicos que nações em guerra. Por Mary Zaidan
Como diz o grupo paulistano Premeditando o Breque, “aqui não tem terremoto, aqui não tem revolução”. Ainda assim, 49.932 pessoas foram vítimas de homicídios em apenas um ano no Brasil, 192.804 nos últimos quatro anos. Ler Mais »
- :: Tudo o que há de corajoso, livre, luminoso no tropicalismo é como o espírito de Nara Leão. Por Caetano Veloso (*)
É muito por causa de Nara que eu desejo dissuadir os dirigintes da Odebrecht de manter o nome Tropicália no projeto de condomínio que eles estão construindo em Salvador. Dizem-me até que este seria nas bordas da floresta que fica entre a Orla e a Paralela, na altura do Parque de Pituaçu. Ler Mais »
- :: A massa torce pela dra. Eliana, a corregedora. Por Sandro Vaia
Engana-se quem pensa que a juíza Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça, tenha recolhido as armas. Ler Mais »
- :: Ou seja, não se trata de ter ou não recursos, mas de competência. Por Mary Zaidan
Entra ano, sai ano, janeiro é sempre igual: chuvas torrenciais desabrigam, soterram e matam gente. Não deveriam causar qualquer surpresa, muito menos pegar governos de calças curtas. Ler Mais »
- :: Bob Fosse e Spielberg fizeram de Deus uma mulher. Por Manuel S. Fonseca
Deus é a pintada prova da vaidade humana. Os gregos inventaram deuses, os bantus deram à luz Nzambi e os esquimós afogaram no Árctico uma deusa gélida. Os australianos têm desculpa: quem inventa o boomerang não precisa de inventar raio e trovão de mais coisa nenhuma. Ler Mais »
- :: De repente, todos agora têm a solução para a Cracolândia. Por Sandro Vaia
Estavam os habitantes da Cracolândia de São Paulo (que odeio chamar de “nóias”, uma palavra que tem acento pejorativo de gíria vulgar) postos em sossego em seu torpor de zumbis, quando chegou uma tropa da PM e os colocou pra correr. Ler Mais »
- :: Como o prefeito de Ribeira do Piauí, o ministro Bezerra explora a miséria em benefício próprio. Por Mary Zaidan
Duas cenas antagônicas – uma de punição e outra de ostensiva cara de pau – inauguraram 2012. De um lado, o TSE negou liminar ao prefeito de Ribeira do Piauí, Jorge de Araújo da Costa (PTB), cassado em outubro sob acusação de compra de votos. De outro, a descarada compra de votos em curso no estado de Pernambuco, sob o patrocínio do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra (PSB). Ler Mais »
- :: Ao jantar, longe da incomunicabilidade, Antonioni conta anedotas. Por Manuel S. Fonseca
Toda a arte é bicéfala: já vi, em muitos filmes, aparecer a cabeça do autor e rolar depois, no ecrã, outra cabeça, a da própria obra. Ler Mais »
- :: Há juízes, assim como alguns senadores, que se consideram mais iguais que os outros. Por Sandro Vaia
O Brasil é um país estranho.
Sérgio Buarque escreveu que o brasileiro é um homem cordial – no sentido de que age mais com o coração do que com a razão – e logo leram que o brasileiro é uma pessoa gentil, lhana, de fino trato, que é o significado mais corriqueiro e coloquial da cordialidade. Ler Mais »
- :: A certeza de que tudo continuará como sempre chega a assustar. Por Mary Zaidan
Pode ser má vontade ou rabugice mesmo. Mas tudo indica que o novo ano que estréia hoje começa velho, caduco. Pelo menos na política, onde mudanças só devem ocorrer para deixar tudo o mais igual possível. Tanto no governo quanto na oposição. Ler Mais »
- :: Destroços e sangue, na tela e na vida real em Angola. Por Manuel S. Fonseca
Havia sangue no asfalto e cadáveres espalhados pela berma, junto ao mato europeu. Sangue e cadáveres desfilavam a 24 imagens por segundo num cine-esplanada do Lobito. Ler Mais »