Abusos em série

Todo abuso gera consequências desastrosas, terríveis, por vezes fatais. Do político que rouba ao policial que mata “por engano”, da criação do inimigo invisível ao crime de ódio, do acusador sem provas ao juiz que paira acima da lei. É nessa espiral de exorbitâncias que o país está metido. Uma tragédia de erros que ameaça a ordem institucional, prenunciando um futuro sombrio se não vier um rápido freio de arrumação. Continue lendo “Abusos em série”

“A imprensa é essencial para a chama da democracia”. Quem disse isso?

Pois foi ele mesmo, o capitão que até pouco tempo vivia a criticar a Imprensa, especialmente quando as notícias não lhe eram favoráveis. E como nestes 100 primeiros dias de governo notícia favorável ao governo Bolsonaro era uma raridade, ele estava sempre incomodado. Ou o capitão, ou seus garotos, estavam sempre a fazer comentários desabonadores contra a Imprensa que registrava as tolices, as parvoíces e os preconceitos que fazem parte da alma do presidente e seus descendentes. Continue lendo ““A imprensa é essencial para a chama da democracia”. Quem disse isso?”

Curtas!

Semana mais do que Santa nos acontecimentos por aqui.
 Deputados e Senadores, por conta dos privilégios dados a parlamentares, aproveitam a semana que para eles já é santa desde quarta-feira, só voltam a trabalhar semana que vem. (Isso se seus intestinos não ficarem afetados pelo consumo excessivo de ovos de Páscoa). Continue lendo “Curtas!”

Erro Supremo

A Suprema Corte do país tem um longo histórico em defesa da liberdade de imprensa. Bastaria citar sua decisão de 2009 que revogou a Lei de Imprensa de 1967, criada durante a ditadura militar. Com base nesse parecer e em dispositivos constitucionais, a primeira turma do STF cassou, em 2017, uma liminar que mandava retirar do ar duas reportagens do blog do jornalista Marcelo Auler. Quinze dias depois, o ministro Dias Toffoli cassou uma decisão da Justiça do Mato Grosso do Sul que determinava a retirada do ar do blog do jornalista Nélio Brandão. Continue lendo “Erro Supremo”

O paraíso

Tive um vislumbre do que é o paraíso. Tinha vinte anos, uma das melhores idades para se ver o paraíso, e a primeira coisa que descobri foi que, no paraíso, Deus primava pelo absentismo. Não estava lá. Continue lendo “O paraíso”

Os ideológicos venceram

Uma leitura apressada pode nos induzir ao erro de considerar a nomeação do novo ministro da Educação, o economista Abraham Weintraub, como uma troca de seis por meia dúzia. Se o seu antecessor Ricardo Vélez oscilava entre pragmáticos e ideológicos conforme os ventos sopravam, o novo titular da pasta é um puro-sangue. Ascendeu ao cargo porque o presidente arbitrou a briga visceral no MEC em favor dos ideológicos.  Continue lendo “Os ideológicos venceram”

Bolsonarinho paz e amor

Piadas, tapinhas nas costas, abraços efusivos e fotos. O mesmo Jair Bolsonaro que até poucos dias atrás enxovalhava políticos e jornalistas agora é todo sorrisos. Na quinta-feira, passou o dia recebendo presidentes de partidos, fez carinho, falou coisas em que ele não crê, pediu desculpas em particular pelas caneladas públicas que distribuiu.  Continue lendo “Bolsonarinho paz e amor”

O ministro da Deseducação

Não consigo encontrar uma passagem do governo dos Bolsonaros que me entusiasme, que me deixe esperançosa de um futuro melhor para o Brasil. Nada. E fico muito triste com isso, pois gostaria muito de morrer levando comigo a esperança de deixar para filhos e netos um país forte, rico e, sobretudo, instruído. Continue lendo “O ministro da Deseducação”

Boquirrotices!

Não houve ditadura militar no Brasil”! (Jair Bolsonaro).
“O nazismo foi um movimento de esquerda”! (Ernesto Araújo).
“Quero que eles se explodam”! (Flávio Bolsonaro).
“Mulheres têm tara por policiais”! (Wilson Damázio).

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O papel das Forças Armadas

Numa espécie de desabafo, o general de divisão Richard Nunes, chefe do Centro de Comunicação Social do Exército, manifestou seu desconforto com o fato de os militares estarem sendo arrastados para a polarização política, como aconteceu em relação ao 31 de março. O incômodo do general faz todo sentido. Continue lendo “O papel das Forças Armadas”

Orgulhosamente só

O japonês Hirō Onoda tinha a mesma impotência da ideia fixa de um António de Oliveira Salazar, de um Álvaro Barreirinhas Cunhal. A impotência da férrea ideia única converte um homem num Hércules, num imbatível Aquiles. Continue lendo “Orgulhosamente só”

O novo é pra lá de velho

Nós, os virtuosos, contra eles, a incorporação de todos os males. O mantra do bolsonarismo nada mais é do que a reedição com sinal trocado do antagonismo alimentado por mais de uma década pelo PT. Uma estratégia-escorpião, exitosa por algum tempo, mas que pode acabar, como a história recente mostrou, por envenenar seus praticantes.  Continue lendo “O novo é pra lá de velho”