— A gente já não pode mais se espantar com coisa nenhuma nesse mundo, compadre.
Na cozinha da fazenda, mesa de madeira, bancos também, chão de tijolos, fogão de lenha, paredes enfumaçadas, a cena se repetia, diariamente. Ler Mais
— A gente já não pode mais se espantar com coisa nenhuma nesse mundo, compadre.
Na cozinha da fazenda, mesa de madeira, bancos também, chão de tijolos, fogão de lenha, paredes enfumaçadas, a cena se repetia, diariamente. Ler Mais
Há poucos dias, ao terminar a leitura de Crônicas de Papel, livro simpático, e publicação cuidadosa da Editora Mercuryo Jovem, fiquei pensando em sua autora, Januária Alves. Ler Mais
Mais de dez da noite, o ônibus deixa a rodoviária simples, no interior mineiro, e toma o rumo da maior cidade do país. Poucos metros adiante, procura o acostamento: Ler Mais
Quase nove da noite, chuvinha chata – ir pra casa, nem pensar –, converso com o porteiro do prédio em que trabalho.
O sotaque nordestino me conta que seu dono acalenta um sonho antigo, nascido há tempos, antes de vir pro sul. Ler Mais
Sábado, dez da manhã, vou passear – coisa antiga – no Mercadão, como é chamado, carinhosamente, o Mercado Central. Ler Mais
Na rua, relâmpagos e trovões. Dentro de casa, conversas e lembranças.
Entre uma e outra xícara de café, eu me perguntava, naquela noite escura e molhada, por que levara tanto tempo para conhecer os olhos miúdos e atentos, e o riso largo e ruidoso de minha tia Olinda. Ler Mais
Uma da tarde, quase duas. Hora de ficar em casa, sem inventar.
Hora – por exemplo – de almoçar. Salada, arroz, feijão, couve, angu. Ah, pimenta. Ah, malagueta. Ler Mais
Passaporte vencido, lá fui eu em busca de um novo. Com preguiça, confesso.
— Acesse o site da Polícia Federal, é fácil –, disseram. Ler Mais
Algumas seis vezes por ano, quando a saudade começa a falar alto, ou quando precisam de mim – coisa rara –, tomo o rumo de Minas. Ler Mais
Há algum tempo, década de noventa, publiquei, durante dez anos, sei lá quantas mil crônicas em um jornal semanal. Os assuntos, sedutores, sobravam. Ler Mais
Passamos três dias no interior de Minas, minha irmã, meu irmão e eu. Na fazenda onde crescemos, sonhamos, aprendemos, desaprendemos. Vivemos. Ler Mais
Uma vez, em uma escola, uma garota – treze, quatorze anos –, saia curta, cabelos compridos, olhos atentos, jeito de quem sabia das coisas, quis saber se eu me considerava diferente dos outros mortais.
— Outros mortais? Ler Mais
Quando eu era criança, ouvi muitas histórias.
Algumas tinham reis, rainhas, príncipes, princesas, fadas, madrastas, bruxas, castelos, carruagens, cavalos. Casamentos. Ler Mais
Ontem, sábado, depois de um dia inteiro brigando com um texto que teimava em não me obedecer, busquei o melhor remédio. Música. Fora de casa, pra me distanciar do teimoso. Ler Mais
Li no jornal. Alguém – quem? –, disse que não se usa mais escrever crônicas sobre falta de assunto, como Rubem Braga se cansou – ou não? – de fazer. Os tempos são outros. Ler Mais