Arquivos da Categoria: Vivina de Assis Viana

Mal rompe a manhã

É esquisito, mas, ás vezes, tenho a sensação de que já fui feliz. Completamente. Ler Mais »

Culpa de quem?

Mesmo tendo sido criada em fazenda, custei a conviver com tratores.

Meu pai, mineiro, antigo, cauteloso, incapaz de um passo maior que as pernas, pelejava com arados e carros de bois. Ler Mais »

Reticências, vírgulas, parágrafos

Um dia, vendo um de meus filhos extasiados diante do aparelho preferido, não resisti:

— Até parece que você nasceu vendo televisão, filho. Ler Mais »

Pouco, quase nada

De vez em quando, por e-mail ou pelo correio, alguns estudantes pedem minha biografia. Capas e contracapas de livros dizem pouco, quase nada, garantem. Ler Mais »

Pescador de livros

Uma vez, uma só, sonhei ser repórter em Berlim. Ler Mais »

Ela gostava de mim

Hoje, acordei pensando em conversar com o Saramago. Conversa pouca, pequena. De um lado só, monólogo. Ler Mais »

Dois em um

A atual disputa eleitoral, que não me interessa nem um pouco, me traz à lembrança fatos remotos e personagens temporariamente esquecidos. Aqueles dois caipiras, por exemplo. Ler Mais »

Nós conversávamos

Nos primeiros dias de abril de 1991, terminada a Guerra no Golfo Pérsico, imaginei que a convivência forçada com os massacres que desabavam – quase instantaneamente – da crueza dos jornais televisivos para o aconchego de minha sala diminuiria um pouco. Ao menos um pouco. Ler Mais »

Gaveta vazia

– Carta pra mim?

– Não, hoje não teve nada pra ninguém, por causa da greve. Ler Mais »

As dúvidas de Deus

Para meu irmão Juarez

Há poucas semanas, aqui em São Paulo, o anúncio de um show de Dori Caymmi me levou às lembranças deixadas pela música de seu pai. E a uma crônica, escrita há quase 20 anos. Ler Mais »

Por favor, entenda

Nos dias em que se lembraram a execução de Tiradentes, os cinqüenta anos de Brasília e os vinte e cinco da morte de Tancredo Neves, uns escritos guardados me levaram ao reencontro de mais uma personagem dessa época. Ler Mais »

Dois recados

Em 1991, segundo ano do governo Collor, eu escrevia para um jornal de Belo Horizonte. Esta crônica é daquela época. Submetida a um teste de antiguidade, penso que continua valendo nestes nossos dias atuais, com governantes polêmicos, contraditórios, nada edificantes. Ler Mais »

Buganvílias x Primaveras

Uma vez, alguns anos após me arranchar em São Paulo, me convidaram pra ir a São José dos Campos. Ler Mais »

Saudade na portaria

Sardas desenhando o rosto claro, cabelos brancos presos em um coque antigo, a primeira moradora do prédio recém construído chega ao décimo e último andar – três quartos, sala, cozinha, área de serviço -, ajeita frutas, verduras, jornais, ajeita-se. Ler Mais »

Matrifusia

Segunda-feira, meio da tarde, chave na porta a caminho do trabalho, calor dos últimos tempos – insuportável -, o telefone chama. Ler Mais »