Por que não um mórmon no STF?

Pela fala de Bolsonaro, o próximo candidato à vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal terá que ter um novo atributo. Acima dessas obviedades de currículo, passado ilibado, qualidades pessoais, estará a religião que professa. A nota de corte, por assim dizer, é se o elemento é ou não evangélico. Se não for, estará fora. Continue lendo “Por que não um mórmon no STF?”

O termômetro

Fico um tanto irritado com os dias de hoje, em que nada mais é  natural. Até há pouco, havia um termômetro no alpendre. Quando o filete de mercúrio descia, nos começos de madrugada, nos preparávamos para o frio. Continue lendo “O termômetro”

Nem o construtor suporta o Minhocão

O Estadão deste sábado, 18, abriu uma arte em seis colunas na primeira página sobre o Elevado João Goulart, ex-Elevado Costa e Silva, o Minhocão. A reportagem é sobre a tentativa de se produzir um fenômeno que vem sendo tentado ao longo dos anos. Transformar o elevado em uma aprazível passarela de lazer. Continue lendo “Nem o construtor suporta o Minhocão”

O homem com a muleta

Ao colocar o pé no terceiro degrau da escada, saindo da portaria do meu prédio, vi o homem. Estava do outro lado da rua, inerte; parecia ter estado assim havia semanas. No entanto, mal toquei a calçada, fez um gesto. Apanhou uma bengala, largada na mureta da casa em frente, e pôs-se a caminhar. Continue lendo “O homem com a muleta”

Se Rembrandt fosse brasileiro

Sob um céu crepuscular, o menino deitado às margens do Reno vê as pás do moinho refletidas na água. Súbito, é tomado de intensa emoção, pois parece enxergar naquelas pás a cruz de Cristo. As sombras, as cores, cambiam com o avançar dos minutos, e isso agora o atordoa. Continue lendo “Se Rembrandt fosse brasileiro”

Onde ele está com a cabeça?

Concluí recentemente que comprar em feiras-livres é arriscado. Isso de compre um jiló e leve três. E, de quebra, um abacaxi. E se for mercadoria ruim? Em política pode ser ainda pior. Compre um Bolsonaro e leve quatro. E ganhe um Olavo de Carvalho. Continue lendo “Onde ele está com a cabeça?”

Bolsonaro precisa de várias assessorias de imprensa

Bolsonaro tem que entender que só está no comando do navio, não é o dono dele. (Me veio um arrepio, lembrei do Titanic.) E precisa urgentemente melhorar sua comunicação com a Imprensa, o que significa com a população. Não é só falar com a turma pelas redes sociais. Continue lendo “Bolsonaro precisa de várias assessorias de imprensa”

Um choro – e lá se vão R$ 32 milhões

Um certo Chorão causou  prejuízo de R$ 32 bilhões à Petrobrás. Não que fosse sua intenção fazê-lo.  No ano passado, anunciando-se como motorista particular, concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados, por Goiás – mas não levou. Hoje, tem como principal prerrogativa ser um dos líderes dos caminhoneiros. Continue lendo “Um choro – e lá se vão R$ 32 milhões”

Vem aí o Lulllapallocci

Um novo espetáculo para embalar fãs empolgados poderá agitar novamente o Autódromo de Interlagos.  No mesmo espaço do recém terminado Lollapalooza,  surgirá o… Lullapallocci. Isto é, Lulapalocci. Como, se o ex-ministro não poupou o ex-presidente em seus depoimentos à Justiça? Continue lendo “Vem aí o Lulllapallocci”

Chegou a Brigada de Combate a Incêndios

Já que o porta-voz porta muito pouco a voz de Bolsonaro, e ele continua a falar pelos cotovelos (ou pelo intestino), alguém no Palácio teve uma boa ideia. Por que o presidente não lê as suas falas, escritas por um competente ghost writer?  Continue lendo “Chegou a Brigada de Combate a Incêndios”

Quando as imagens vinham em palavras

“Atenção, atenção! Aqui fala o seu Repórter Esso, testemunha ocular da História”. Era 28 de agosto de 1941. O locutor Romeu Fernandes fazia a primeira transmissão do programa da Rádio Nacional do Rio: a aviação alemã havia atacado a Normandia, na França. Continue lendo “Quando as imagens vinham em palavras”

O político no divã

No divã:

Doutor, nunca, em tantos anos na política, imaginei viver uma situação como a que me traz aqui. Já estou no quinto mandato, tive tudo o que o cargo oferece… vou ser sincero, doutor, muito, muito mais do que esperava. Mais do que o senhor e o Ministério Público poderiam imaginar. Continue lendo “O político no divã”

Lendo na chuva. Ou na piscina

O livro de papel, depois a tela do e-book. E, agora, o e-book à prova d´água. Uai, pensei, mesmo não sendo mineiro.  Pra que isso? Não sei por que lembrei do Gene Kelly dançando na chuva, com guarda-chuva mas todo molhado. Hoje poderíamos, além de dançar, ler? Continue lendo “Lendo na chuva. Ou na piscina”