Arquivos da Categoria: Melchíades Cunha Júnior

Um clássico dos trópicos

Como fazer literatura nestes trópicos em tempos de pós-modernismo; nessa terra que se afasta a galope da civilização e avança com fúria para a barbárie? Como emergir deste oceano de mediocridades, misérias, corrupção, violência, modismos e desencanto em que meteram a pátria-amada-mãe-gentil? Ah, a produção cultural desse fim de milênio, a nossa e a dos outros… Ler Mais »

O homem que queria ser presidente

O tempo é o senhor da razão. A verdade é filha do tempo. A primeira máxima é de autoria desconhecida; a segunda é atribuída a Marco Tulio Cicero (106 aC, 43 aC). Mas quanto tempo é preciso que escoe para que a razão e a verdade se revelem mais precisas e despidas de equívocos grosseiros sobre acontecimentos relevantes e também sobre pessoas que deles participaram? Ler Mais »

O insuportável Diego Mainardi

(Diogo não se incomodou nem um pouco com a possibilidade de o título acima ser dado a esta matéria. Ele próprio, em entrevista à Gazeta do Povo, reconheceu que nos últimos meses se transformou numa “pessoa bastante insuportável”. É um título chamativo, concordou. Especialmente para provocar a atenção de quem não gosta dele. Na certa, essas pessoas vão devorar as linhas que se seguem, em busca de sangue. Resta saber se ficarão saciadas.) Ler Mais »

Falemos mal de nós

Você pode não gostar de médicos, ou de advogados, ou de artistas, ou de guardadores de carro… E eu digo tudo bem. Todos temos direito às nossas implicâncias. Eu, por exemplo, implico, desconfio e, quando tenho a chance, falo mal de jornalistas. Ler Mais »

Uma visão sobre Plínio Salgado

O meu irmão mais velho se chamava Plínio. No início de sua mocidade, flertou com o integralismo. Passou boa parte de sua vida sendo chamado de “galinha verde” – o apelido pespegado pelos comunistas aos seguidores de Plínio Salgado, após o confronto de outubro de 1934, na Praça da Sé, em São Paulo. Ler Mais »

Meu primeiro mar

Estou com 18 anos. Há apenas três dias vi o mar, pela primeira vez. Seu nome era Ariovaldo. Eu o acabara de conhecer junto ao balcão de um banco na Avenida Amazonas. Ele me contou que, na semana que viria, iria satisfazer um desejo que o perseguia desde seus tempos de menino: viajar ao Rio de Janeiro para conhecer o mar. Ler Mais »

“Democratização da informação”

Em nações onde impera a liberdade de imprensa o poder é sempre vigiado e cobrado, independentemente de sua coloração ideológica. No Brasil dos nossos dias, a oposição mais lúcida e conseqüente que está sendo feita ao governo Luiz Inácio Lula da Silva – superior em larga medida à dos partidos políticos – está nas páginas de jornais e revistas do País. Ler Mais »

O jovem Francisco

Quando esteve há pouco (este texto é de 1987) na pequena e bela cidade mineira de Tiradentes, gravando para o Fantástico o videoclip de sua nova música “O Velho Francisco”, Chico Buarque de Hollanda foi abordado por um velho senhor que fez questão de apertar sua mão e de anunciar, orgulhoso: “Eu sou comunista”. Ler Mais »