A máquina de moer ministros

Tenho achado difícil tirar conclusões das mensagens entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol. Surrupiadas por peritos hackeadores dos celulares do ministro, do procurador e de outras autoridades envolvidas com a operação Lava-Jato, são mensagens que não permitem conclusões fáceis, já que os envolvidos não negam nem admitem sua veracidade, alegando que as provas, se houvesse, já teriam sido desarquivadas há tempos. Continue lendo “A máquina de moer ministros”

O Pacto Biruta

O Adelio Bispo, depois de muitos exames, recebeu o atestado de insano. Sempre achei que esse seria o diagnóstico dado a um alucinado que no meio de uma multidão investiu contra o candidato Jair Bolsonaro e o esfaqueou. Mas não é que tem quem duvide da insanidade do infeliz? Quem você acha que é mais biruta, o Adélio ou quem duvida da sua terrível condição psicológica? Continue lendo “O Pacto Biruta”

Os tristes efeitos da miséria

Ontem, ao ler o artigo da jornalista Rebeca Scatrut no blog de seu marido, Ricardo Noblat, senti a mesma aflição experimentada ao assistir o filme They shoot horses, don’t they?, baseado no livro de Horace McCoy e dirigido pelo brilhante Sydney Pollack. Continue lendo “Os tristes efeitos da miséria”

O presente do capitão para o Dia das Mães

O capitão Bolsonaro dorme com uma arma na cabeceira de sua cama. Em qualquer cama onde ele durma, até na do Palácio da Alvorada. Foi o que ele disse. Do que será que ele tem medo? De aloprados que sonham em assaltar o palácio ou de inimigos cujo maior desejo é derrubar seu governo? Continue lendo “O presente do capitão para o Dia das Mães”

Um gigante chamado Leonardo

Leonardo da Vinci nasceu numa pequena aldeia perto de Florença em 15 de abril de 1452. Seu pai era um tabelião e sua mãe uma aldeã de família muito modesta. O pai não quis registrar o menino que por isso recebeu apenas o nome da mãe e foi registrado como Leonardo di San Piero da Vinci. Continue lendo “Um gigante chamado Leonardo”

“A imprensa é essencial para a chama da democracia”. Quem disse isso?

Pois foi ele mesmo, o capitão que até pouco tempo vivia a criticar a Imprensa, especialmente quando as notícias não lhe eram favoráveis. E como nestes 100 primeiros dias de governo notícia favorável ao governo Bolsonaro era uma raridade, ele estava sempre incomodado. Ou o capitão, ou seus garotos, estavam sempre a fazer comentários desabonadores contra a Imprensa que registrava as tolices, as parvoíces e os preconceitos que fazem parte da alma do presidente e seus descendentes. Continue lendo ““A imprensa é essencial para a chama da democracia”. Quem disse isso?”

O ministro da Deseducação

Não consigo encontrar uma passagem do governo dos Bolsonaros que me entusiasme, que me deixe esperançosa de um futuro melhor para o Brasil. Nada. E fico muito triste com isso, pois gostaria muito de morrer levando comigo a esperança de deixar para filhos e netos um país forte, rico e, sobretudo, instruído. Continue lendo “O ministro da Deseducação”

Quem pergunta quer saber

O Brasil em lascas, quase parando, com seu povo desanimado e embrutecido pelas notícias que assombram até os corações mais fortes, e vem o capitão que, por obra e graça das bruxas, se elegeu presidente deste pobre país e pergunta, ao sentir que o desagrado que provoca é muitas vezes maior que a admiração que por breves momentos suscitou: “O que é que eu fiz de errado?” Continue lendo “Quem pergunta quer saber”

Só nos resta pedir perdão ao Barão

José Maria da Silva Paranhos Júnior, Barão do Rio Branco, foi um dos mais notáveis homens públicos brasileiros. A ele devemos nosso mapa, nossas fronteiras. A ele devemos o instituto da diplomacia de grande mérito, com o Ministério das Relações Exteriores que comandou durante 10 anos sendo objeto da admiração de vários países do mundo. Continue lendo “Só nos resta pedir perdão ao Barão”