Os tristes efeitos da miséria

Ontem, ao ler o artigo da jornalista Rebeca Scatrut no blog de seu marido, Ricardo Noblat, senti a mesma aflição experimentada ao assistir o filme They shoot horses, don’t they?, baseado no livro de Horace McCoy e dirigido pelo brilhante Sydney Pollack. Continue lendo “Os tristes efeitos da miséria”

O presente do capitão para o Dia das Mães

O capitão Bolsonaro dorme com uma arma na cabeceira de sua cama. Em qualquer cama onde ele durma, até na do Palácio da Alvorada. Foi o que ele disse. Do que será que ele tem medo? De aloprados que sonham em assaltar o palácio ou de inimigos cujo maior desejo é derrubar seu governo? Continue lendo “O presente do capitão para o Dia das Mães”

“A imprensa é essencial para a chama da democracia”. Quem disse isso?

Pois foi ele mesmo, o capitão que até pouco tempo vivia a criticar a Imprensa, especialmente quando as notícias não lhe eram favoráveis. E como nestes 100 primeiros dias de governo notícia favorável ao governo Bolsonaro era uma raridade, ele estava sempre incomodado. Ou o capitão, ou seus garotos, estavam sempre a fazer comentários desabonadores contra a Imprensa que registrava as tolices, as parvoíces e os preconceitos que fazem parte da alma do presidente e seus descendentes. Continue lendo ““A imprensa é essencial para a chama da democracia”. Quem disse isso?”

O ministro da Deseducação

Não consigo encontrar uma passagem do governo dos Bolsonaros que me entusiasme, que me deixe esperançosa de um futuro melhor para o Brasil. Nada. E fico muito triste com isso, pois gostaria muito de morrer levando comigo a esperança de deixar para filhos e netos um país forte, rico e, sobretudo, instruído. Continue lendo “O ministro da Deseducação”

Quem pergunta quer saber

O Brasil em lascas, quase parando, com seu povo desanimado e embrutecido pelas notícias que assombram até os corações mais fortes, e vem o capitão que, por obra e graça das bruxas, se elegeu presidente deste pobre país e pergunta, ao sentir que o desagrado que provoca é muitas vezes maior que a admiração que por breves momentos suscitou: “O que é que eu fiz de errado?” Continue lendo “Quem pergunta quer saber”

Só nos resta pedir perdão ao Barão

José Maria da Silva Paranhos Júnior, Barão do Rio Branco, foi um dos mais notáveis homens públicos brasileiros. A ele devemos nosso mapa, nossas fronteiras. A ele devemos o instituto da diplomacia de grande mérito, com o Ministério das Relações Exteriores que comandou durante 10 anos sendo objeto da admiração de vários países do mundo. Continue lendo “Só nos resta pedir perdão ao Barão”

Armas e lágrimas

“A chacina da escola de Suzano requer solidariedade às vítimas e reflexão: falar em armar professores é um desatino. Armas devem estar nas mãos de policiais e militares que saibam usá-las para proteger cidadãos e retirá-las de bandidos que atazanam o povo.” ( Fernando Henrique Cardoso.) Continue lendo “Armas e lágrimas”

Coitado do Brasil

Já não sou carnavalesca, mas já fui. Em criança, me fantasiavam e levavam aos bailes infantis. À aproximação dos dias de folia, a casa se enchia de confetes e serpentina e todos, ou quase todos, sabiam as marchinhas que iriam encantar os foliões naquele ano. Continue lendo “Coitado do Brasil”

As estrepolias de Juca e Chico

Bem, sou antiga mesmo. E como tal, trago para vocês Juca e Chico – História de Dois Meninos em Sete Travessuras (Max und Moritz – Eine Bubengeschichte in sieben Streichen), título do livro infantil publicado em 4 de abril de 1865 pelo humorista, poeta e desenhista alemão Wilhelm Busch, que narra as astuciosas aventuras de dois irmãos. Continue lendo “As estrepolias de Juca e Chico”