- :: Ele está em filmes produzidos por Anotole Dauman. Por Manuel S. Fonseca
Se o erotismo é uma forma de aristocracia, então Anatole Dauman é um príncipe da Renascença. Há duas décadas entrevistei-o neste jornal que ainda tem paciência de me acolher. Ler Mais »
- :: O cinema dá lições para o que a vida roubara. Por Manuel S. Fonseca
Camisa e cuecas, sozinho no meio da sala, Tom Cruise, teenager inconsciente, dança o Old Time Rock n’ Roll. O filme é Risky Business que desdenhei nos idos de 80, antes dos intelectuais de Los Angeles (há intelectuais em LA!) me provarem o valor geracional da coisa. Ler Mais »
- :: Hitchcock preferia a sexualidade das britânicas. Por Manoel S. Fonseca
Tenho o fetiche da professora inglesa. Confesso e explico-me.
O sexo estampado na cara de Marilyn ou de Brigitte Bardot repugnava a Hitchcock. Ler Mais »
- :: Bosch poderia ser o pai, o avô de David Lynch. Por Manuel S. Fonseca
Vivemos tempos de Bosch. Entra-se num comboio, num avião e os gemidos vêm das próprias cadeiras. As ruas gritam, os restaurantes sussurram. A realidade está a hiperventilar. Ler Mais »
- :: Três passagens de ano em filmes para não esquecer. Por Manuel S. Fonseca
Meia-noite e os lábios de Al Pacino parecem uma sanguessuga. Doem nos de John Cazale e doem-nos a nós no mais infame beijo de Fim de Ano. John Cazale é Fredo. Pacino é Michael Corleone, o Padrinho. Ler Mais »
janeiro 21, 2012
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Rotulado Cinema
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- :: Bob Fosse e Spielberg fizeram de Deus uma mulher. Por Manuel S. Fonseca
Deus é a pintada prova da vaidade humana. Os gregos inventaram deuses, os bantus deram à luz Nzambi e os esquimós afogaram no Árctico uma deusa gélida. Os australianos têm desculpa: quem inventa o boomerang não precisa de inventar raio e trovão de mais coisa nenhuma. Ler Mais »
- :: Ao jantar, longe da incomunicabilidade, Antonioni conta anedotas. Por Manuel S. Fonseca
Toda a arte é bicéfala: já vi, em muitos filmes, aparecer a cabeça do autor e rolar depois, no ecrã, outra cabeça, a da própria obra. Ler Mais »
- :: Destroços e sangue, na tela e na vida real em Angola. Por Manuel S. Fonseca
Havia sangue no asfalto e cadáveres espalhados pela berma, junto ao mato europeu. Sangue e cadáveres desfilavam a 24 imagens por segundo num cine-esplanada do Lobito. Ler Mais »
- :: Ninguém se comove se não sorrir ao mesmo tempo. Por Manuel S. Fonseca
Como pode comover-nos o que não nos arranca um sorriso? Shakespeare usou um truque. No The Winter’s Tale, quando a tragédia é já insustentável, entra um urso. Ler Mais »
dezembro 26, 2011
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Rotulado Cinema
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- :: Não é possível criar tamanha e tão estarrecedora beleza sem um sobressalto físico. Por Manuel S. Fonseca
O produtor Walter Wanger puxou da pistola e, logo ali, em pleno estúdio, espetou um balázio no agente Jennings Lang que tombou redondo, mas não morto. Um só tiro. Por honra da firma. Ler Mais »
dezembro 16, 2011
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Rotulado Cinema
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- :: Seus filmes que evocavam tempos de miséria estão atualíssimos. Por Manuel S. Fonseca
Foi Chaplin que atirou a primeira pedra. Uma montra imensa estilhaça-se em Atenas, um paralelepípedo da calçada parte a janela de um ministério e é ainda a mão de Chaplin que a lança.

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dezembro 9, 2011
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Rotulado Cinema
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- :: Prisão por prisão, que se lixe Brubaker, ala para Portugal. Por Manuel S. Fonseca
Confesso: enganei-me. Há três anos, em conversa musculada e gritada com um amigo meu que é economista, jurei que a crise larvar de 2008 era o sonho húmido de um pessimista. Profético, berrei: “Vai passar! Vêm aí tempos de leite e mel.” O meu amigo, teimoso como burro, insistiu. E eu atirei um prato ao chão só para não lhe dar com ele na cabeça. Ler Mais »
dezembro 2, 2011
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Rotulado Cinema
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- :: Pensando que inventara o beijo, o cinema fez-lhe até a pedagogia. Por Manuel S. Fonseca.
De boca fechada já tinha havido muitos. A primeira vez que os amantes abriram a boca foi em Flesh and the Devil (*). E não foi para falar, que o filme ainda era mudo.

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novembro 25, 2011
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Rotulado Cinema
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- :: A Europa, velha senhora lívida, já viveu a cores, hoje vive preto e branco. Por Manuel S. Fonseca
O europeu Passos Coelho queixou-se há tempos de um murro no estômago. Com um murro em cheio na cara começa a história de Jake la Motta, em Raging Bull (*). O filme é desse nervoso genial e miudinho chamado Scorsese. Ler Mais »
novembro 19, 2011
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Rotulado Cinema
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- :: Manuel S. Fonseca arrisca uma definição de cinema
Arrisco uma definição: o cinema é aquilo de que nos lembramos depois de esquecermos tudo o que aprendemos. Ler Mais »
novembro 11, 2011
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Rotulado Cinema
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