Arquivos da Categoria: Jorge Teles

A cruzada das crianças 1939

No ano 39, houve na Polônia

uma sangrenta batalha

que a aldeias e cidades,

numa fúria selvagem, amortalha. Ler Mais »

Rabiscos na parede

me escondo na toca  mais escura,

cavo meus túneis protetores, Ler Mais »

O diabo existe?

Na manhã seguinte, durante o café:

Vovô, o diabo existe? Ler Mais »

Réquiem para todas as ausências

O último homem está caído ao chão. É sua última queda. A custo encostou-se a uma pedra. Seu corpo dói. O respirar é aflito. Olha as pernas e os pés mas vê apenas ossos e uma pele suja. Ler Mais »

Mais clareza por fineza

Chego cedo no trabalho
Pra poder ler meu jornal.
Procuro o noticiário,
Diz que está tudo legal. Ler Mais »

Comércio internacional de armas

Journal intime d’un marchand de canons, que poderia ser traduzido como Diário íntimo de um vendedor de canhões é uma ficção de Philippe Vasset. O autor é jornalista. E já no Prefácio, adverte: “…por trás dessas histórias, se agita uma realidade globalizada, sobre a qual nada se sabe, ou quase nada. Apesar de ser ficção, todos os episódios aconteceram, os nomes e as datas são verídicos.” Ler Mais »

Varsóvia, dia 14 de abril, 17 horas

Liuxa, quatro anos, trepado nos ombros do pai, observa o cortejo. Homens e mulheres vestidos com roupas coloridas, desfilam dançando e rindo. Liuxa não sabe o porquê da festa. Não entendeu o que disse o tio, ao falar de vinte anos de independência. Ler Mais »

Em algum lugar em todos os lugares

Não se pode dizer que naquele preciso momento houvesse consciência. Não se pode. Não se deve admitir que houvesse memória. Não. Se houver necessidade de um termo que informe sobre o estado daquele exato instante, o único que se aproximaria vagamente é o de noção. Talvez houvesse noção. Noção de existência? Ler Mais »

Lembrando de uma frase de uma canção de Silvio Rodríguez

a gente foi-se juntando aos poucos;

peludos, grunhidos selvagens.

entre berros e pauladas

fomos entendendo o poder da união. Ler Mais »

Historinha das Minas Gerais

Dona Mariquinha

era uma donzela.

Sempre arrumadinha,

sempre na janela. Ler Mais »

O Corvo de Edgar Allan Poe

Meia-noite era a hora; eu me lembro como agora.

Eu lia livros de outrora, de ciências ancestrais,

Quando, quase adormecido, ouvi um leve estalido,

Alguém fazendo um ruído bem junto de meus portais. Ler Mais »

A trindade pascal

pai, meus três amigos vão comer aqui e a gente quer batata frita com laranjada.

pois muito bem. Ler Mais »

O Sermão do Planalto

Confusão e sono. Sono e dor. Dor e ruídos. Ruídos e dormência.

João tentou levantar a perna insensível mas não conseguiu, sentiu que não conseguia. Pensou, no meio do nevoeiro, pensou com dificuldade que, se respirasse muito fundo, conseguiria levantar a perna morta. Respirou mas ouviu zumbidos, estalos que rebentavam e luziam ante seus olhos inchados e meio cegos. Ler Mais »

Dalva, Herivelto, amarcord.

Dalva de Oliveira e Herivelto Martins? Claro que me lembro! Eu me lembro??

Existe um tipo de mentira que não transforma o mentiroso em pecador: é aquela, resultado de uma traição da memória. Ler Mais »

As torres gêmeas e Hiroxima

vovô, qual é a diferença entre as torres gêmeas e Hiroxima? Ler Mais »