Vanguarda iluminada

O aglomerado de esquerda formado pelo Partido dos Trabalhadores e assemelhados (PSOL, PC do B, PDT e PSB) sofreu mais uma grande derrota política, a quarta nos últimos três anos, com a aprovação de forma arrasadora da Reforma da Previdência.  Continue lendo “Vanguarda iluminada”

A vida como ela é

A mais recente rodada dos dois principais institutos de pesquisa – Datafolha e Ibope – revelou uma importante mudança na cabeça dos brasileiros e para a qual o mundo político deveria estar atento, a começar pelo presidente da República. Ao contrário das eleições do ano passado, quando seu impacto foi menor, o chamado mundo real, com suas questões concretas, como desemprego e serviços públicos de baixíssima qualidade, passam a ser o centro das preocupações das pessoas. Continue lendo “A vida como ela é”

Quando o dragão secular foi derrotado

A inflação foi um tormento na vida dos brasileiros desde os tempos do encilhamento de Rui Barbosa, no início da República Velha. Abateu ministros da Fazenda, degolados de seus postos por não conseguirem livrar o país desse pesadelo: nos primeiros 40 anos da República a pasta teve nada menos do que 25 ministros. Continue lendo “Quando o dragão secular foi derrotado”

Realismo socialista

O filme Democracia em Vertigem, de Petra Costa, disponível na Netflix, é uma peça digna do realismo socialista dos tempos de Josef Stalin e seu principal teórico, Andrej Zdanov. Dos anos 30 aos 50, a cultura soviética converteu-se em arte oficial, a serviço de uma ideologia e de um Estado totalitário. Continue lendo “Realismo socialista”

O Congresso surpreende

No alto de sua sabedoria, Ulysses Guimarães respondia “esperem o próximo Congresso” para quem reclamava da baixa qualidade do Parlamento. O velho cacique tinha razão. A cada nova legislatura, sentia-se saudades da antiga. Essa lógica está sendo contrariada pela atual.  Ainda é cedo para concluir que a mudança é definitiva, mas é visível sua melhora em relação à anterior, nestes primeiros meses. Continue lendo “O Congresso surpreende”

Desafios que nos unem

Em seu livro “O progressista de ontem e o do amanhã”, Mark Lilla, intelectual da esquerda liberal dos Estados Unidos, faz uma profunda crítica à prioridade dada a causas identitárias, que teria sido grande responsável pela derrota do Partido Democrático para o republicano Donald Trump. Continue lendo “Desafios que nos unem”

A Educação precisa de paz

Nenhum país do mundo alcançou o crescimento sustentado sem construir um amplo pacto para alavancar a qualidade da Educação. E em nenhum lugar a Educação deu o salto necessário em clima de guerra ideológica, caça às bruxas, denuncismo, estigmatização de professores ou falta absoluta de diretrizes – traços marcantes destes cinco meses do governo Bolsonaro na área educacional. Continue lendo “A Educação precisa de paz”

A OCDE fará bem ao Brasil

Recentemente o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, disse em uma palestra na Fiesp que o Brasil está na agenda do passado. Nem concluiu ainda as reformas da Previdência e tributária, enquanto o mundo está em outra estação, em busca de respostas aos desafios da Quarta Revolução Industrial. Continue lendo “A OCDE fará bem ao Brasil”

A loucura não é normal

A canção “Paciência”, de Lenine, explica bem o momento em que vivemos. O Brasil não tem tempo a perder, mas Bolsonaro finge que é normal um presidente atentar contra a harmonia entre os três poderes ao divulgar em seu twitter mensagem com ataques ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal. Não satisfeito, repetiu a dose três dias depois, culpando a classe política pelos males do Brasil. Continue lendo “A loucura não é normal”

Meia-volta volver?

Vozes respeitáveis pregam a saída dos militares do governo. Em artigo, o sociólogo Demétrio Magnoli rememora batalhas épicas, nas quais a vitória veio depois do recuo tático, para aconselhar nossos militares a se retirar do governo “antes que seja tarde”. Continue lendo “Meia-volta volver?”

Os militares contra-atacam

Na noite de 3 de abril de 2018 o Brasil vivia momentos de grande tensão. O  Supremo Tribunal Federal poderia soltar Lula no dia seguinte, caso aceitasse um habeas corpus impetrado por sua defesa. Sentindo o pulso dos quartéis, o então comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, resolveu se antecipar com  uma contundente declaração: “Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar os anseios de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e a democracia, bem como se mantém atento às suas missões constitucionais”. Continue lendo “Os militares contra-atacam”

A Blitzkrieg dos ideológicos

Os tanques da ala ideológica do governo Bolsonaro avançam em todas as áreas a uma velocidade que faria inveja às divisões panzer do general Heinz Guderian. O movimento de pinça é comandado diretamente pelo presidente ou por seus filhos interpostos. Continue lendo “A Blitzkrieg dos ideológicos”

Para não ser a Argentina amanhã

No momento em que o céu anuviou na economia, convém ao governo olhar atentamente para a Argentina. Para não cometer os mesmos erros de Maurício Macri. No início de seu mandato o presidente argentino adotou uma estratégia de reformas a conta-gotas. Com isso, não debelou a inflação e interveio no câmbio por meio de uma maxidesvalorização.  Teve de pedir socorro ao FMI, inclusive para fazer frente a despesas correntes. Continue lendo “Para não ser a Argentina amanhã”

Erro Supremo

A Suprema Corte do país tem um longo histórico em defesa da liberdade de imprensa. Bastaria citar sua decisão de 2009 que revogou a Lei de Imprensa de 1967, criada durante a ditadura militar. Com base nesse parecer e em dispositivos constitucionais, a primeira turma do STF cassou, em 2017, uma liminar que mandava retirar do ar duas reportagens do blog do jornalista Marcelo Auler. Quinze dias depois, o ministro Dias Toffoli cassou uma decisão da Justiça do Mato Grosso do Sul que determinava a retirada do ar do blog do jornalista Nélio Brandão. Continue lendo “Erro Supremo”

Os ideológicos venceram

Uma leitura apressada pode nos induzir ao erro de considerar a nomeação do novo ministro da Educação, o economista Abraham Weintraub, como uma troca de seis por meia dúzia. Se o seu antecessor Ricardo Vélez oscilava entre pragmáticos e ideológicos conforme os ventos sopravam, o novo titular da pasta é um puro-sangue. Ascendeu ao cargo porque o presidente arbitrou a briga visceral no MEC em favor dos ideológicos.  Continue lendo “Os ideológicos venceram”