Arquivos da Categoria: Hubert Alquéres

Centrão, de coadjuvante a protagonista

Desde a redemocratização, o Centrão sempre esteve no poder, mas em papel de coadjuvante. Fernando Henrique Cardoso e Lula, com enormes diferenças, contaram com as forças do atraso em nome da governabilidade. Mas sem transformá-las em principal núcleo de sua base de sustentação. Ler Mais »

Em busca do novo

A verdadeira dimensão do fosso entre o mundo formal da política e a sociedade ávida por outro padrão de se fazer política aparece com toda nitidez na pesquisa com mais de 10 mil eleitores realizada por encomenda do Agora, movimento de ativistas independentes.  Por qualquer ótica que se analise, os números são massacrantes quanto à ojeriza dos eleitores aos partidos e políticos tradicionais. Ler Mais »

Valores em baixa

Dois episódios recentes são ilustrativos do quanto os valores inerentes à democracia, como a tolerância, a convivência pacífica e o respeito ao contraditório e à diversidade, estão em baixa em nosso país. Ler Mais »

Lula, caudilho pendular

Caudilhos são dados a movimentos pendulares. Deslocam-se à direita ou à esquerda. Menos por ideologia, mais por conveniências. Perón foi mestre nessa arte. Apoiou-se nos Montoneiros e outros agrupamentos da esquerda peronista para voltar ao poder. Mas quando o conseguiu governou mesmo foi com Lopes Regla, El Brujo, um dos oráculos da AAA – Associação Argentina Anticomunista. Ler Mais »

Quem não chora não mama

O mundo sindical está em pé de guerra. Sindicalistas movem os céus e a terra, mas não em defesa dos salários ou de melhores condições de trabalho, bandeiras que no passado arrastavam multidões de trabalhadores para greves. A gritaria dos pelegos se dá por motivo torpe: a manutenção do imposto sindical – uma tunga no bolso dos trabalhadores instituída em 1940 pelo Estado Novo varguista. Ler Mais »

Reencontro histórico

Às vésperas do 23º aniversário do Plano Real, o Conselho Monetário Nacional tomou uma decisão histórica, por sua simbologia. Ao rebaixar o centro da meta inflacionária para 4,25% em 2019 e 4% em 2020, a equipe econômica capitaneada pelo ministro Henrique Meireles escreve um novo capítulo do compromisso assumido pelo Brasil em 1º de julho de 1994. O de defender o poder aquisitivo dos brasileiros e promover a estabilização de sua moeda para pôr fim a um tormento de 50 anos que corroía os salários, tornava a vida um inferno, desestruturava o Estado e inviabilizava os negócios. Ler Mais »

Matrioska à la Brasil

A metáfora não tem relação direta com a recente viagem de Michel Temer à Rússia, mas a situação brasileira lembra bem a boneca russa, com uma boneca dentro da outra. No nosso caso, a cada crise que se destampa há outra dentro dela.  Ler Mais »

O fantasma Bolsonaro

Parodiando o Manifesto Comunista: um espectro ronda o Brasil, o espectro de Jair Messias Bolsonaro. Ele existe e deve ser levado a sério. Há menos de um ano, os analistas, de forma quase unânime, o viam como fogo de palha, cuja chama se apagaria rapidamente. Hoje é alçado à condição de popstar por parcela cada vez mais crescente de jovens, muitos deles ex eleitores de Lula e Dilma Rousseff. Ler Mais »

A Era do Centro

Se a Era dos Extremos, com suas catástrofes, crises econômicas, guerras, revoluções e polarização ideológica, teve como marco temporal a Sarajevo de 1914 e de 1991, é bem possível que a larga maioria conquistada por Emmanuel Macron nas eleições para a Assembléia Nacional Francesa venha a ser entendida, no futuro, como o limiar da Era do Centro. Ler Mais »

Entre a prudência e o medo

Na sua origem, o PSDB foi um partido afirmativo no campo programático e zeloso de atitudes éticas. Com um ano de vida, seu então candidato a presidente da República, Mario Covas, teve a coragem de mostrar a cara e propor um choque de capitalismo, para arejar o país de economia cartorial e de um estado capturado por interesses privados e corporativos. Três anos depois, o mesmo Covas liderou os tucanos na recusa de ingressar no governo Collor de Mello. Em vez das benesses do poder, optou pelo pulsar das ruas. Ler Mais »

A glamourização da barbárie

Por quase quatro horas Brasília esteve em chamas.

A batalha campal da última quarta-feira foi protagonizada por manifestantes, muitos deles mascarados, durante o protesto organizado por centrais sindicais e movimentos de esquerda contra as reformas que tramitam no Congresso Nacional, pela saída do presidente Michel Temer e por eleições diretas. Oito Ministérios foram depredados, dois incendiados e 49 pessoas feridas. Ler Mais »

Indiretas Já

Na semana passada, neste mesmo espaço, elogiei o governo Temer pelos feitos de sua política econômica e de seu programa reformista. Tudo que afirmei era verdade. Em um ano o país deixou de se equilibrar no chamado tripé da maldade (inflação alta, juros estratosféricos e recessão) e o avião da economia começou a embicar para cima. Ler Mais »

Adeus à insanidade

Há um ano, o Brasil estava sem rumo e à beira do precipício. Pagávamos o preço do voluntarismo, do intervencionismo e dirigismo estatal, frutos de uma loucura chamada “nova matriz econômica”. Mambembe, o país se equilibrava sobre o tripé da insanidade: inflação alta, recessão e juros estratosféricos. Ler Mais »

O dique do Rio Sena

A onda nacional-populista que ameaçava se espraiar pelo velho continente com a força de um tsunami encontrou seu dique de contenção às margens do Rio Sena. A vitória consagradora de Emmanuel Macron afasta, por pelo menos cinco anos, o fantasma de o extremismo xenófobo e racista levar a Europa a ingressar nas trevas de uma nova idade média. Ler Mais »

Esqueçam o que defendi

No início dos anos 80 nascia no ABC paulista o chamado sindicalismo combativo, tendo como bandeiras a modernização das relações de trabalho por meio de livres negociações entre patrões e trabalhadores e o fim da unicidade sindical – apenas um sindicato por categoria em uma mesma base territorial – com a consequente adesão do país à Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho, consagradora do princípio do pluralismo sindical. Ler Mais »