Arquivos da Categoria: Hubert Alquéres

A revolução da alegria

Sob o signo de aquário, um vento libertário varreu o planeta e fez de 1968 um ano ímpar na história. O maio parisiense, com sua revolução geracional, abalou os alicerces e valores da sociedade patriarcal, sisuda e machista. Ler Mais »

O caminho da reinvenção

Todos concordam num ponto: o país está sem rumo e já faz muito tempo. Ler Mais »

Cara nova, roupa velha

Em Cuba os sobreviventes da geração da Sierra Maestra – da qual restaram as figuras legendárias de Raul Castro e Ramiro Valdez – dão lugar a uma nova nomenclatura formada no aparato do estado e do Partido Comunista. A face mais visível da troca de guarda é o novo presidente cubano, Miguel Dias-Canel, 58 anos, “eleito” pela Assembléia Nacional por 603 votos entre 604. Provavelmente, só ele se absteve na votação, um gesto de modéstia que Josef Stalin também praticava quando era eleito com 99,99% dos votos dos membros do soviete supremo. Ler Mais »

Candidatura sitiada

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin saiu das eleições municipais em 2016 com enorme cacife eleitoral, tendo à frente uma larga avenida para construir sua pretensão presidencial. Está confinado, agora, em um círculo de giz, não ultrapassando a casa de 8% nas pesquisas, como revelou o Datafolha. Pior: está estagnado nesse patamar há meses e vê concorrentes avançarem em redutos nos quais o PSDB sempre foi bem votado. Ler Mais »

Lula conduz o PT ao matadouro

A sorte do Partido dos Trabalhadores sempre esteve atrelada a Lula. Estabeleceu-se entre os dois uma relação de dependência, em que, erigido a semideus, o caudilho pensava e decidia por todos. Se no passado a lulo-dependência deu bons frutos, agora pode levar o PT ao isolamento político e eleitoral se for para valer a decisão de sua executiva de Lula ser o candidato “em qualquer circunstância”. Ler Mais »

Convém levar Bolsonaro a sério

Nem mesmo o mais arguto dos analistas imaginava um ano atrás que Jair Messias Bolsonaro chegaria em março na condição de pole position nas pesquisas, na hipótese provável de a foto de Lula não estar na urna eletrônica. O senso comum era a decantação natural do candidato da extrema direita, assim que Lula ficasse inelegível pela lei da Ficha Limpa. Ler Mais »

As brotoejas da esquerda

Segurança é um daqueles temas capazes de provocar crises alérgicas em parte da esquerda brasileira, dada a sua dificuldade histórica em abordá-lo. No poder, ou fora dele, deixou-se enredar por uma cultura permissiva focada mais na “explicação” das “causas sociais” e na preocupação com a “violência policial” do que no combate ao crime organizado propriamente dito. Ler Mais »

A contemporaneidade de FHC

Odiado pelos extremos regressistas – e nem sempre compreendido por seus companheiros de partido – o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é um dos poucos políticos brasileiros capaz de enxergar além do nevoeiro que turva nossos olhos. Intelectual e político atento, é figura obrigatória a ser ouvida por quem quiser entender as intensas transformações que varrem o mundo. Ler Mais »

Caixa de marimbondos

A Lei da Anistia de 1979 foi uma obra de engenharia política e amplo consenso que contribuiu para a pacificação nacional. Os militares recuaram organizadamente para os quartéis, dedicando-se exclusivamente às suas funções constitucionais e profissionais, e o Brasil pode concluir sua transição democrática. Ler Mais »

Não põe corda no meu bloco

Com o fim das festas momescas a política entra em clima eletrizante. Luciano Huck promete levar ao ar mais um capítulo final de sua novela. Todos querem saber se o apresentador será ou não candidato. Se entrar no jogo, balançará o coreto eleitoral de quem se acostumou ao dueto nacional. Ler Mais »

O xadrez de Alckmin

A vida do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não está nada fácil. Com 8% nas pesquisas, não oferece, por enquanto, expectativa de poder. Carrega ainda o ônus do desgaste do PSDB, também afetado pela crise ética. E tem o fantasma de Luciano Huck a atormentá-lo, para não falar em Rodrigo Maia. Ler Mais »

Sangue nos olhos

A sarna revolucionária pequeno-burguesa, a que se referia o líder comunista Luís Carlos Prestes, está de volta. Após a condenação do ex-presidente Lula, o PT ensaia uma estratégia de ruptura institucional. Quer o nome do caudilho na urna eletrônica na lei ou na marra. A opção pela via extra institucional visa ainda a emparedar o Judiciário para Lula não ser preso. Ler Mais »

Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar

O fim do mundo é anunciado desde a era pré-diluviana. Em 1938 Carmem Miranda imortalizou o samba de Assis Valente “O mundo não se acabou”, uma sátira a quem acreditou nessa conversa mole, beijou na boca de quem não devia, pegou na mão de quem não conhecia. Ler Mais »

Os (des)caminhos do centro

Dando como favas contadas que Lula não estará na urna eletrônica, o campo democrático, situado entre os dois extremos que lideram as pesquisas, inicia a disputa presidencial atomizado em várias pré-candidaturas. O coro que não vê problema em muitas candidaturas foi engrossado por Rodrigo Maia, mais um a entrar na dança presidencial, e Geraldo Alckmin, até então árduo defensor de uma candidatura aglutinadora. Ler Mais »

Já não se fazem liberais como antigamente

Figuras liberais marcaram a nossa história. Em um passado não muito distante, tivemos nomes como Roberto Campos, a maior expressão do liberalismo econômico no Brasil, ou Miguel Reale, o grande pensador do liberalismo social. Na política, liberais como Tancredo Neves e Ulysses Guimarães foram condutores da transição democrática que culminou na Nova República. Ler Mais »