Reformas já

O coronavírus e a nova crise do petróleo pegaram de surpresa o governo e sua equipe econômica. Diante do tsunami em armação, o ministro Paulo Guedes deu uma de Pollyanna: “o mundo está desacelerando e o Brasil reacelerando”. Continue lendo “Reformas já”

A morte de 241 pessoas não é normal

Com o fim do motim dos policiais do Ceará, o Brasil deveria aproveitar a oportunidade e mudar a forma displicente com que vem tratando as insubordinações que violam a Constituição, deixam a população indefesa e contribuem para o aumento de assassinatos no país. Há mais de 20 anos motins acontecem e pouco depois, para espanto da nação, os insubordinados são anistiados. Ora por iniciativa de governadores e Assembléias Legislativas, ora do Congresso Nacional e do presidente da República. Continue lendo “A morte de 241 pessoas não é normal”

Síndrome de McGovern

O favoritismo do senador e “socialista democrático” Bernie Sanders, a ser confirmado na super-terça de 3 de março – quando 14 estados americanos realizam ao mesmo tempo suas primárias -, está tirando o sono da cúpula do Partido Democrata. Depois de 48, os democratas podem ter um candidato mais de esquerda à Presidência dos Estados Unidos, a exemplo do que aconteceu em 1972, com a candidatura de George McGovern. O temor é que a história se repita. Continue lendo “Síndrome de McGovern”

Liberticidas

Liberdades que nos são caras, conquistadas com tantos sacrifícios, vêm sofrendo ataques quase diários, muitas vezes por figuras obscuras que saem do anonimato para chocar a nação. Mal esfriou o caso da censura a clássicos da nossa literatura como Os Sertões, de Euclides da Cunha, Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, ou Macunaíma, de Mário de Andrade, surge um novo episódio de arrepiar. 

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Das massas ao partido bolha

O ABC paulista tinha 250 mil metalúrgicos quando o Partido dos Trabalhadores foi criado em 10 de fevereiro de 1980. Naquela época carro tinha carburador, as indústrias se organizavam à base do modo fordista de produção e globalização era uma palavra desconhecida, assim como automação. Continue lendo “Das massas ao partido bolha”

O vírus que abala o mundo

A semana começou com dias difíceis para a economia mundial. As principais bolsas do planeta sofreram quedas expressivas em decorrência direta do avanço do coronavírus na China. Não apenas as bolsas desabaram, mas também o preço de diversas commodities como minério, petróleo e carne bovina.  Continue lendo “O vírus que abala o mundo”

Desafio para poucos

Em sua guerra contra o “marxismo cultural”, Jair Bolsonaro sempre dobrou a aposta quando se viu emparedado. Exemplo mais emblemático foi a substituição de Ricardo Vélez Rodrigues por Abraham Weintraub. Em todos os embates no interior do governo o presidente pendeu para seu núcleo ideólogico, como aconteceu nas quedas de Gustavo Bebianno e do general Santos Cruz. Essa rotina foi interrompida com a degola de Roberto Alvim da Secretaria da Cultura e sua substituição pela atriz Regina Duarte. Continue lendo “Desafio para poucos”

A utopia capitalista

Segundo Karl Marx, o capitalismo guia-se pela lógica implacável do lucro e a desigualdade é inerente ao modo de produção. O axioma marxista parece se confirmar diante do avanço da desigualdade no planeta, mas não responde às transformações em curso. E começa a surgir um capitalismo de partes interessadas (stakeholders) para um mundo coeso e sustentável. Esse será o tema do Fórum Econômico Mundial, a ser realizado na próxima semana. Continue lendo “A utopia capitalista”

O Brasil tem muito a perder

O mundo vive hoje seu momento de maior tensão desde a crise dos mísseis de 1962. Estamos longe de uma terceira guerra mundial ou de um holocausto nuclear,  mas nem por isso devem-se subestimar as consequências do ataque americano responsável pelo assassinato do general Qassim Suleimani, segundo homem do regime iraniano. Continue lendo “O Brasil tem muito a perder”

Entre a ideologia e o pragmatismo

Em um ano houve uma nítida mudança de rota na relação entre o governo Bolsonaro e a China. O presidente se elegeu dizendo que os chineses queriam comprar o Brasil e prometendo alinhamento automático com os Estados Unidos. O pragmatismo, contudo, falou mais alto, como evidenciaram a viagem ao país de Xi Jinping e o Brics-2019, realizado em Brasília. Continue lendo “Entre a ideologia e o pragmatismo”

Democracia sob tensão

A democracia está em baixa. Aqui e lá fora. Pesquisa realizada em 42 países com 36 mil entrevistas e coordenada pelo pesquisador francês Dominique Reyniê revela que podemos estar no limiar de uma nova era do autoritarismo, a exemplo do que aconteceu  na década de 1930, quando países de ordenamento democrático entraram em crise, enquanto  a Alemanha de Hitler e a União Soviética de Stálin deram grande salto econômico. Continue lendo “Democracia sob tensão”

A nova plumagem dos tucanos

Ainda que preste homenagens ao seu passado, o “novo PSDB” tem pouco a ver com o de sua fundação. Se na origem tinha uma forte preocupação social e de combate às  desigualdades, questões próximas às da social-democracia européia, sua nova configuração está mais para a de um partido de direita situado no campo democrático. Continue lendo “A nova plumagem dos tucanos”