Arquivos da Categoria: Hubert Alquéres

A insubordinação do general

O general Antônio Hamilton Martins Mourão comanda uma mesa, a da Secretaria de Economia e Finanças do Exército Brasileiro.  Diretamente não tem poder de mando sobre tropas e não expressa o pensamento majoritário do comando das Forças Armadas. Nem por isso sua insubordinação pode passar batida. Ler Mais »

O código petista

Antonio Palocci tornou-se a figura mais execrável para militantes, dirigentes e intelectuais do PT, desde seu depoimento bomba sobre o pacto de sangue entre Lula e a Odebrecht. Ler Mais »

A Colômbia venceu o Brasil

A Colômbia tinha tudo para dar errado. Por mais de quatro décadas esteve encharcada de sangue por uma guerra responsável por 260 mil mortes, 60 mil desaparecidos e mais de sete milhões de desplazados – colombianos forçados a abandonar seus lares. Mas não deu, ao contrário: deu certo.  Ler Mais »

A minha estatal, não!

Excetuando-se os estatistas por razões ideológicas ou corporativas, em tese todos se dizem favoráveis à privatização na área de infra-estrutura. Há um razoável consenso nacional de que esse é o caminho para atrair os investimentos necessários à retomada do crescimento.  É impensável a economia brasileira alcançar vôos mais altos com a irrisória taxa de investimentos praticados, atualmente na casa de 16% do PIB. Ler Mais »

A berlinda dos tucanos

Sem sombra de dúvida os tucanos enriquecem a ciência política com a barafunda na qual estão vivendo. Passarão anos e a academia ainda estará estudando como foi possível um partido com enorme expectativa de poder incinerar seu capital político em tão pouco tempo. Ler Mais »

Vulcão adormecido

O mundo político parece interpretar o silêncio das ruas como um vulcão morto, que jamais entrará em erupção. Por isso vem arquitetando um arremedo de reforma política com fim precípuo de manter seus privilégios, entre os quais o do foro privilegiado. A reeleição dos atuais parlamentares passou a ser prioridade a qualquer custo, numa desesperada questão de sobrevivência. Acreditam que podem conseguir seu intento sem maiores resistências da sociedade. Ler Mais »

Centrão, de coadjuvante a protagonista

Desde a redemocratização, o Centrão sempre esteve no poder, mas em papel de coadjuvante. Fernando Henrique Cardoso e Lula, com enormes diferenças, contaram com as forças do atraso em nome da governabilidade. Mas sem transformá-las em principal núcleo de sua base de sustentação. Ler Mais »

Em busca do novo

A verdadeira dimensão do fosso entre o mundo formal da política e a sociedade ávida por outro padrão de se fazer política aparece com toda nitidez na pesquisa com mais de 10 mil eleitores realizada por encomenda do Agora, movimento de ativistas independentes.  Por qualquer ótica que se analise, os números são massacrantes quanto à ojeriza dos eleitores aos partidos e políticos tradicionais. Ler Mais »

Valores em baixa

Dois episódios recentes são ilustrativos do quanto os valores inerentes à democracia, como a tolerância, a convivência pacífica e o respeito ao contraditório e à diversidade, estão em baixa em nosso país. Ler Mais »

Lula, caudilho pendular

Caudilhos são dados a movimentos pendulares. Deslocam-se à direita ou à esquerda. Menos por ideologia, mais por conveniências. Perón foi mestre nessa arte. Apoiou-se nos Montoneiros e outros agrupamentos da esquerda peronista para voltar ao poder. Mas quando o conseguiu governou mesmo foi com Lopes Regla, El Brujo, um dos oráculos da AAA – Associação Argentina Anticomunista. Ler Mais »

Quem não chora não mama

O mundo sindical está em pé de guerra. Sindicalistas movem os céus e a terra, mas não em defesa dos salários ou de melhores condições de trabalho, bandeiras que no passado arrastavam multidões de trabalhadores para greves. A gritaria dos pelegos se dá por motivo torpe: a manutenção do imposto sindical – uma tunga no bolso dos trabalhadores instituída em 1940 pelo Estado Novo varguista. Ler Mais »

Reencontro histórico

Às vésperas do 23º aniversário do Plano Real, o Conselho Monetário Nacional tomou uma decisão histórica, por sua simbologia. Ao rebaixar o centro da meta inflacionária para 4,25% em 2019 e 4% em 2020, a equipe econômica capitaneada pelo ministro Henrique Meireles escreve um novo capítulo do compromisso assumido pelo Brasil em 1º de julho de 1994. O de defender o poder aquisitivo dos brasileiros e promover a estabilização de sua moeda para pôr fim a um tormento de 50 anos que corroía os salários, tornava a vida um inferno, desestruturava o Estado e inviabilizava os negócios. Ler Mais »

Matrioska à la Brasil

A metáfora não tem relação direta com a recente viagem de Michel Temer à Rússia, mas a situação brasileira lembra bem a boneca russa, com uma boneca dentro da outra. No nosso caso, a cada crise que se destampa há outra dentro dela.  Ler Mais »

O fantasma Bolsonaro

Parodiando o Manifesto Comunista: um espectro ronda o Brasil, o espectro de Jair Messias Bolsonaro. Ele existe e deve ser levado a sério. Há menos de um ano, os analistas, de forma quase unânime, o viam como fogo de palha, cuja chama se apagaria rapidamente. Hoje é alçado à condição de popstar por parcela cada vez mais crescente de jovens, muitos deles ex eleitores de Lula e Dilma Rousseff. Ler Mais »

A Era do Centro

Se a Era dos Extremos, com suas catástrofes, crises econômicas, guerras, revoluções e polarização ideológica, teve como marco temporal a Sarajevo de 1914 e de 1991, é bem possível que a larga maioria conquistada por Emmanuel Macron nas eleições para a Assembléia Nacional Francesa venha a ser entendida, no futuro, como o limiar da Era do Centro. Ler Mais »