Arquivos da Categoria: Hubert Alquéres

O AI-5 e a volta dos militares

Cinquenta e quatro anos após o Brasil ter mergulhado no regime militar, as Forças Armadas voltam a ter proeminência na vida política nacional.  Ler Mais »

Não se compra a briga dos outros

Episódios recentes são emblemáticos do quanto o pragmatismo responsável se impõe para que o Brasil não seja prejudicado no jogo das relações internacionais. Sem poder de retaliação, temos muito a perder se tomarmos para nós brigas alheias, onde os contendores ao final podem acabar se entendendo. Ler Mais »

Não estão entendendo quase nada

Um mês após a vitória de Jair Bolsonaro, reina a maior perplexidade nas forças políticas vitimadas pelo tsunami eleitoral. Sem explicações convincentes, tateiam no escuro, sem perceber que não estamos apenas diante de uma dessas ondas que vem e voltam, mas de um novo ciclo cuja duração é imprevisível. O recado das urnas ainda não foi assimilado e surgem versões das mais esdrúxulas. Ler Mais »

Petrobrás: estratégia ou ideologia

A indicação do economista Roberto Castello Branco para presidente da maior empresa brasileira põe na ordem do dia o debate sobre qual deve ser o papel da Petrobrás em um mundo em busca de energias limpas e renováveis. Dentro de algumas décadas o petróleo cederá espaço a novas fontes de energia e aquilo que hoje é visto como estratégico pode se transformar num tesouro morto, abandonado nas profundezas do pré-sal. Ler Mais »

As Forças Armadas na era Bolsonaro

Não são poucos os analistas a considerar a eleição de Jair Bolsonaro como o retorno dos militares ao poder. A esquerda que não se reciclou e nem fez o seu acerto de contas com a história vai mais longe. Alardeia que o fantasma de 1964 ronda o país, como se estivéssemos em marcha batida para uma “ditadura fascista”, de cunho militar. Ler Mais »

Acertos e tropeços

É muito cedo para fazer grandes avaliações sobre os rumos de um governo que sequer começou. Mas, com pouco mais de uma semana da eleição, é possível concluir que Jair Bolsonaro marcou alguns tentos em determinadas áreas e pisou na bola em outras. Embora demonstre desconhecimento do tamanho do campo e de várias regras do jogo, até aqui o placar lhe é favorável. Ler Mais »

Por uma nova oposição

Mais do que nunca o Brasil vai precisar de uma oposição capaz de cumprir a missão delegada pelas urnas de fiscalizar o governo e cobrar a execução do seu programa e promessas eleitorais. Essa responsabilidade aumenta diante das incógnitas sobre como se comportará o presidente eleito, que emite sinais em direções diferentes. Ler Mais »

O cavalo de Esopo

Em seu indispensável Como morrem as democracias, Steven Levitsky e Daniel Ziblatt recorrem à fabula do cavalo e o caçador do escritor grego Esopo. Com ela explicam o que aconteceu com quem aplainou o terreno para a assunção de tiranos como Adolf Hitler, Benito Mussolini, Hugo Chávez e outros. Ler Mais »

Navegar é preciso

Nas três últimas décadas os brasileiros conquistaram dois bens inestimáveis: a estabilização da economia, em 1994, com o fim da inflação que penalizava em especial os mais pobres, e o retorno da democracia, consagrada na Constituição de 1988. Ler Mais »

Maioria barulhenta reformou a política

Partidos e políticos tradicionais tinham concebido o modelo perfeito para se perpetuarem no poder, com o engessamento da eleição por meio de regras que inviabilizavam qualquer renovação política. Campanha mais curta, recursos do financiamento público concentrados nas mãos dos caciques partidários e tempo televisivo assegurariam a reeleição dos atuais parlamentares, bem como a continuidade do presidencialismo de coalizão. Ler Mais »

O Assalto ao Palácio do Planalto

A tomada do poder é um conceito do marxismo clássico associado a um ato por meio do qual uma força política destrói o velho Estado burguês e constrói um novo.  Exemplos disso foram o assalto ao Palácio de Inverno da Revolução Russa, a tomada do poder por Mao Tsé-Tung na China e por Fidel Castro em Cuba. Ler Mais »

A síndrome de Maluf

Presença constante nas disputas eleitorais de São Paulo, Paulo Maluf era imbatível no primeiro turno, mas sempre perdia no segundo. Numa de suas derrotas não se conteve: “nadei, nadei e morri na praia”. Maluf era vítima de um mal, a sua rejeição estratosférica. A derrota na segunda rodada eleitoral era líquida e certa, pois naturalmente o eleitorado dos outros candidatos caia nos braços do seu adversário. Ler Mais »

Prisioneiros de Lula

Desde o início o ex-presidente Lula, hoje preso em Curitiba, teve estratégia clara. Construiu uma narrativa para apagar da memória dos brasileiros o desastre econômico e social criado pelos governos petistas e para despertar nos eleitores a ilusão de que viveram anos dourados em seu governo. Paralelamente, se fez de perseguido pela Justiça, eludindo sua condição de presidiário por crime comum. Ler Mais »

Assim não, general!

O general Eduardo Villas Boas, comandante do Exército, muito tem contribuído para as Forças Armadas ficarem adstritas às suas funções constitucionais. Em diversos momentos foi a voz do bom senso para apagar incêndios nos quartéis que poderiam se alastrar em ações que no passado causaram tantos danos ao país. Ler Mais »

A segunda morte de Luzia

Nas labaredas do Museu Nacional desapareceu o crânio de Luzia, um fóssil de 12 mil anos, o habitante mais antigo da América. Mesmo se for encontrada, Luzia morreu pela segunda vez e com ela o mais rico patrimônio histórico e arqueológico do país. Mais: morreu parcela importante da memória nacional e parte da autoestima dos brasileiros. Ler Mais »