Arquivos da Categoria: Fernando Brant

Padre Mamão e o ministro Bezerra

No Colégio Arnaldo, batina preta e rosto branco, ele gastava com vontade a saliva para ensinar aos meninos os teoremas essenciais da matemática. Tinha clareza e entusiasmo, o que me contagiava. Confesso que o que aprendi naquele ano colou em minha memória. Ler Mais »

Arreda pra lá, 2011

Os falares do Brasil, essa riqueza lingüística contida em nosso idioma único, costumam surpreender os brasileiros que convivem com gente nascida e criada nas várias regiões do país. Ler Mais »

No vinho, a verdade

Ou na cerveja, no espumante, sei lá. O certo é que, inebriado ou não, a vida tem me ensinado a moderação. Não que eu não tenha cometido ou ainda não cometa exageros. Sou de carne, ossos, emoções e sentimentos, como qualquer um dos meus semelhantes. Mas eu sigo aprendendo e um dia, se der tempo, chego lá. Ler Mais »

Chove mas não pinga aqui dentro

Impossível não falar na chuva quando ela bate incessantemente nos telhados, alagando ruas, derrubando casas e muros, destruindo esperanças e conquistas. Ler Mais »

Os meninos e Juan Miró

As crianças de cinco anos aprendem na escola a magia do traço de Juan Miró. São pequenas, mas falam com uma desenvoltura admirável sobre o que aprenderam. As características essenciais da pintura surrealista contrastando com o olhar real de um outro artista, que retrata animais e objetos que todos conhecem. A simples percepção da diferença de foco já é um achado. Ler Mais »

O mineiro e o minério

Vozes da cidadania me chamam e não posso ignorá-las. Quem anda pelas Minas Gerais se deslumbra com suas surpreendentes paisagens, pelas montanhas, rios e vales. E se enamora de sua gente simples, sábia, pronta para receber com simpatia todos os viajantes. Ler Mais »

Mineiro: o queijo

Na mão a faca e o queijo. Não qualquer um, desses fabricados pelos grandes laticínios, feitos com leite pasteurizado, à moda norte-americana. Ou aquela coisa mole, soro puro, que faz sucesso nos supermercados e lojas sofisticadas do país. Ler Mais »

A morte manda lembranças

Eu aprendi a gostar de Getúlio Macedo, sempre presente nas assembléias e nas festas dos compositores. Eis que chegou sua hora, como é inevitável: ele morreu no mês de outubro. Ler Mais »

A música em minha vida

A memória nos revela, como filme, pedaços esquecidos de nossa vida. Eu me vejo, calças curtas em Diamantina, saindo de um parque de diversões e o som da praça tocando uma canção de Luiz Vieira, “Menino de Braçanã”: “é tarde, eu já vou indo, preciso ir embora, té manhã; mamãe, quando eu saí, disse meu filho não demora em Braçanã”. Ler Mais »

Controle externo dos poderes

Bebendo nas águas do desembargador Rogério Medeiros, cito quem ele cita, o jurista italiano Mauro Capelletti: “os juízes exercitam o poder e onde há poder deve haver responsabilidade. Um poder não sujeito a prestar contas representa uma patologia.” Ler Mais »

De Nova York para Araçuaí

Eu não inventei o amor, nem o Caymmi. Mas eu fico aqui pensando se seria possível viver sem esse sentimento que faz com que tudo seja bonito, que a vida seja essa aventura maravilhosa. Ler Mais »

Chuva e sorvete

Na semana passada a água caiu por uns quinze minutos e eu fiquei pensando “ufa”, acabou a secura, a vida lá fora continua complexa mas a natureza nos traz finalmente a primavera. No fim do dia, notei que a chuva se fora sem deixar marcas e o sol voltou firme e forte, a umidade retornou aos níveis baixos de antes. Ler Mais »

Chuva e queijo com doce de leite

Depois de quase quatro meses de seca, a chuva bate em nossa casa. O cheiro de terra molhada penetra pelo nariz e traz uma sensação de tempos melhores. Ler Mais »

Histórias queimadas

Dizem que era um jovem bonito e bom poeta, admirado pelos rapazes e moças de seu convívio. Atingido pela tuberculose, viveu menos do que merecia e sem obter o reconhecimento da cidade e de seus contemporâneos. Para os que viemos depois nada dele ficou, pois queimaram seus escritos, suas roupas, seus pertences. Ler Mais »

Um panfleto

Um texto é considerado panfleto, pela etimologia, se não tiver capa nem brochura. Geralmente expressa idéias de opositores ao governo do momento, pode ser ou não anônimo e revela, antes de mais nada, que o autor não teve condição econômica de produzir algo mais caprichado. Ler Mais »