Bolsonaro tenta ir à forra

Levado à lona por auto nocaute depois de inventar e alimentar cotidianamente a guerra da vacina que perdeu para o governador paulista João Doria, o presidente Jair Bolsonaro prepara sua volta ao ringue. E pretende fazê-lo de forma gloriosa, elegendo seus candidatos à presidência da Câmara e do Senado. Sem meias palavras, cada voto depositado no senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e no deputado Arthur Lira (PP-AL) terá o condão de redimir o pior presidente da República que o país já experimentou. Continue lendo “Bolsonaro tenta ir à forra”

O país não aguenta mais 17 mil horas de Bolsonaro

No primeiro dia deste ano, O Estado de S. Paulo publicou editorial com este título: “Ainda faltam 17,5 mil horas”. O texto começava assim: “O Brasil conta as horas para o fim do governo de Jair Bolsonaro. A partir de hoje, quando se completa a primeira metade do mandato, faltarão cerca de 17,5 mil – uma eternidade, considerando-se que se trata do pior governo da história nacional.” Continue lendo “O país não aguenta mais 17 mil horas de Bolsonaro”

Zen o Caraleo

Decidi ficar zen na quarta-feira porque era 20 de janeiro, dia de São Sebastião, o santo padroeiro da belíssima cidade do Rio de Janeiro. que foi fundada por Estácio de Sá em 1565 e batizada de São Sebastião do Rio de Janeiro. O nome do santo foi em homenagem ao patrono do jovem rei de Portugal, Dom Sebastião. Continue lendo “Zen o Caraleo”

A canção de Jennifer Lopez

Histórico, destinado a figurar nas enciclopédias, nos livros – tem presença garantida nas próximas edições do catatau 1001 Dias Que Abalaram o Mundo –, o 20 de janeiro de 2021 foi, é claro, repleto de símbolos. Houve os mais efetivamente importantes, os que mudam o curso dos eventos, como a assinatura dos documentos que garantem a volta dos Estados Unidos ao Acordo de Paris e à Organização Mundial da Saúde. Continue lendo “A canção de Jennifer Lopez”

New Deal 2.0

É como se o espírito de Franklin Roosevelt reencarnasse em Joe Biden. O novo presidente americano assume seu mandato hoje com um programa que é keynesianismo na veia. A exemplo do “New Deal”, que tirou os Estados Unidos da grande depressão dos anos 30, Biden pretende fazer frente à pandemia e à recessão econômica por meio da fórmula do economista britânico John Maynard Keynes: intervenção do Estado na economia por meio de um pacote de US$ 1,9 trilhão, expansão dos gastos públicos, foco na diminuição drástica do desemprego e na redução da desigualdade por meio de benefícios sociais. Continue lendo “New Deal 2.0”

“O Brasil é uma enfermeira preta vacinada”

Na política e na vida, imagens importam. Neste domingo (17), a cara do Brasil não é a do presidente da República espumando sandices pela boca ou a de seu ministro da Saúde, abestalhado, isolado no alto palco de sua irrelevância em uma entrevista coletiva que nada explica. Continue lendo ““O Brasil é uma enfermeira preta vacinada””

A força das panelas

Morte por asfixia de pacientes sem oxigênio, revezamento desesperado de médicos e enfermeiros para ventilar doentes manualmente, 750 internados, incluindo bebês prematuros, tendo de ser transferidos às pressas para outros estados. O colapso do sistema de saúde do Amazonas é mais do que o retrato doloroso e cruel da inépcia do governo Jair Bolsonaro – é um divisor de águas. Não à toa, panelas e gritos de “fora Bolsonaro” ecoaram mais fortes na noite de sexta-feira. Continue lendo “A força das panelas”

Dia D!

Meu dia D é sempre a quinta-feira, quando tenho de estar com um texto pronto a ser revisado, para que chegue limpinho ao site onde será publicado no dia seguinte.

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“Um perigo para a democracia e toda a sociedade”

“O apoio do presidente Jair Bolsonaro a dois projetos que alteram a organização das Polícias Militar e Civil (…) representa um risco institucional seriíssimo de que as polícias possam constituir um poder paralelo sob a influência de Bolsonaro. É um perigo para o estado democrático de direito e toda a sociedade.” Continue lendo ““Um perigo para a democracia e toda a sociedade””

A cerimônia da vacina

Enfim chega o dia D. O primeiro cidadão brasileiro a receber a vacina, um tiozinho simpático, dessas pessoas que por nada aparentam intensa felicidade, está a postos. A cena se dá em um palanque erguido em frente ao Palácio do Planalto. Ao lado do homem, vê-se a enfermeira, conferindo o medicamento e a seringa, que repousam em uma pequena mesa. Ali está, também, um pequeno estojo, fechado. Continue lendo “A cerimônia da vacina”

A diplomacia nos tempos Beato Salu

Imaginem qual será o nível da boa vontade de Joe Biden com o governo brasileiro. Bolsonaro foi uma dos poucos chefes de Estado a não condenar a tentativa de golpe nos Estados Unidos. Seu governo não pronunciou uma mísera palavra sobre o atentado ao Capitólio. Continue lendo “A diplomacia nos tempos Beato Salu”