O golpe do ativista da causa negra

Davi Zambetti é militante do que se chama “causas negras”.

Chegou ao balcão do Burger King de Vila Nova Conceição – onde já trabalhara – fez seu pedido e deu o nome de identificação de “Macaco”.

A identificação pedida pelo atendente é o nome a ser chamado quando o pedido fica pronto.

Zambetti saiu da loja com a nota na mão e denunciou racismo no Facebook.

A denúncia ganhou mundo. O Burger King, de uma forma corajosa, resolveu apurar a fundo a denúncia.

Descobriu a farsa. Zambetti é filho de um conhecido “militante” que vive de denúnciar supostos racismos. Fora empregado daquela mesma loja – logo, conhecia a mecânica de atendimento.

E mais: a identificação “Macaco” não foi atribuída pelo atendente, mas dada por ele mesmo, Zambetti.

“Macaco” Zambetti é mais um desses SJW (Social Justice Warrior) que têm por alvo fiscalizar atos, declarações ou piadas que eles considerarem racistas.

Zero de solidariedade de classe. Sem pensar que, para emplacar sua “denúncia”, podia ter tirado o emprego de um pobre atendente, fosse branco, amarelo ou negro.

Zambetti é o que chamo de canalha social.

 

Um P.S.:

É sempre assim: as denúncias merecem destaque. A versão do outro lado, nem tanto. Às vezes, sequer é divulgada.

O Estado de S. Paulo publicou na quarta-feira, 28/3, reportagem com a denúncia feita por David Zambelli Jr. (na ilustração acima).

Até o domingo, 1º/4, o jornal não havia publicado a versão da Burger King. O site do Metro Jornal publicou na mesma quarta-feira matéria com o título de “Burger King contesta denúncia de racismo feita por cliente”.

Eis a matéria:

“A denúncia de racismo feita por um cliente do Burger King está sendo contestada pelo restaurante. De acordo com a rede de fast-food, David Zambelli Jr é um ex-funcionário da empresa, que entrou ao lado do balcão e acompanhou a digitação do nome que aparece no pedido.

“Além disso, o restaurante também afirma que o funcionário que atendeu o jovem disse ao gerente da unidade da Vila Nova Conceição que seguiu as instruções diretas de Zambelli.

“Na madrugada do último sábado (24), Zambelli teria sido registrado no cupom fiscal com o nome de “macaco”. O jovem denunciou o caso em sua conta no Facebook e também fez um boletim de ocorrência na Decradi (Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância).

“O Burger King segue investigando o caso, mas já divulgou uma parte da verificação. Veja a nota na íntegra:

“O BK Brasil reitera que abomina qualquer ato de discriminação racial, de gênero, classe social ou qualquer outro tipo. Somos uma empresa que preza pela diversidade. Nosso propósito é fazer com que todos se sintam bem-vindos quando entram em qualquer um de nossos restaurantes. Tomamos conhecimento do acontecido em nosso restaurante em São Paulo e estamos levando o caso muito a sério.

“Segue o que já sabemos até o momento:

“– Já estamos colaborando com as investigações e já demos as imagens de nossas câmeras de segurança para às autoridades;

“– O consumidor é um ex-funcionário da companhia;

“– O funcionário que atendeu ao reclamante comunicou a gerência do restaurante que seguiu instruções diretas do consumidor;

“– Nos vídeos entregues às autoridades, é possível ver imagens do consumidor entrando ao lado do balcão e conversando com o atendente – onde ele acompanha o registro do seu pedido e digitação do nome a ser chamado;

“– O funcionário em questão foi afastado preventivamente enquanto a investigação está em curso;

“– Independente do resultado das investigações, o Burguer King lamenta profundamente o episódio que vai totalmente contra seus princípios e a prática cotidiana de seus mais de 12 mil funcionários em todo o Brasil.

“Reforçamos que o BK Brasil continuará contribuindo com as investigações, reforçando o compromisso público de repudio à qualquer tipo de discriminação”. (Sérgio Vaz)

30 e 31/3/2018

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