O ensino em casa

Nunca vi uma campanha presidencial mais desalentadora que esta. E olha que as TVs estão colaborando com os candidatos, com muitas entrevistas, debates e análises. Os candidatos não vão poder se queixar de falta de visibilidade…

Porém o fato é que, por mais que falem, com a exceção de uns dois candidatos, os demais não dizem nada que não nos leve a arregalar os olhos, mas é de medo, e não de animação!

Mas não contente com esse estado de desânimo, ontem, o ministro da Educação, Rossieli Soares, nos brindou com uma informação que, se não é uma novidade total, vem confirmar aquilo que os brasileiros já sabiam: “O ensino médio está no fundo do poço”.

Então eu me pergunto: já que a educação está falida – sim, porque um ensino médio no fundo do poço nada mais é do que a falência da Educação –, por que será que ainda há quem seja contra o homeschooling (ensino em casa)?

Não me venham dizer que é contra a Lei. Não é. Acredito que venha a ser, já que há tanta gente a favor de proibir essa que é uma das melhores maneiras de se educar uma criança. Como tudo, já foi parar no STF…

Leiam a página 24 do Globo de ontem: “Ensino em casa sob julgamento”. Vale a pena aprender com o pai de Mariana e Matheus, até para poder responder aos que são contra o homeschooling.

Na Inglaterra, país do qual não se pode dizer que a educação está falida, o ensino em casa só faz crescer. Traduzo aqui a opinião de uma mãe inglesa: “Nós nos mudamos para o Chipre em 1997. Nossos filhos tinham 11 e 9 anos. Resolvemos educá-los em casa por uns meses. Gostamos tanto, nós e os meninos, que continuamos. Eles estão agora com 30 e 28 anos. Têm sucesso em suas atividades e nunca se arrependeram de não ter frequentado a escola no ensino médio”.

Por conta disso, peço aos candidatos: por favor, digam quem será seu ministro da Educação e peçam a ele (a) que explique com detalhes quais suas propostas para a Educação no Brasil e que diga o que pensa do homeschooling. Que não se esqueçam que o professor precisa estar muito bem preparado (e ser bem pago), e que a condução, para ir e vir da escola, também é fundamental.

Assim, nós que nos preocupamos com as crianças, poderemos votar conscientemente.

Este artigo foi originalmente publicado no Blog do Noblat, na Veja, em 31/8/2018. 

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