Marina troca figurinha

Marina teve neste sábado, na festa de aniversário da Luísa, uma experiência inédita: trocou figurinha.

Literalmente.

Na quarta-feira, quando fomos visitá-la, levamos algumas figurinhas do álbum da Copa da Rússia, e ela adorou colar, como sempre adora colar figurinhas, desde que dei para ela o primeiro álbum.

Foi a primeira vez que vimos Marina com o álbum da Copa, que a mãe tinha comprado alguns dias antes.

Perguntei pra ela se na escola estavam falando do álbum, de troca de figurinhas, e ela disse que não.

Bem, o fato é que na quinta ou na sexta-feira ela deve ter mencionado na escola que também estava fazendo o álbum, porque o Lucca mandou WhatsApp pra ela pedindo pra ela levar o álbum e as repetidas para a festa da Luísa.

(Lucca, cinco anos, manda WhatsApp para Marina, cinco anos… Meu Deus do céu e terra, não sei se estou preparado para este admirável mundo novo…)

E então, segundo relato da mãe, ela ficou, numa parte da festa, trocando figurinha com Lucca, Zeca e Theo. Os três estão quase terminando o álbum – Marina está ainda bem no começo, assim como seu amigo, colega e vizinho Gael.

Perguntei se houve briga – mexer com propriedades, no sistema capitalista, não é algo muito fácil. Mas minha filha disse que foi tudo absolutamente na boa, sem briga alguma.

E acrescentou que ficou espantada ao ver que os meninos sabem de cor, de cabeça, cada figurinha: batem o olho naquele bando de fotos de homens iguaizinhos, e sabem se têm ou não a figurinha.

Eu não tenho nada a ver com isso: quem comprou o álbum e está comprando as figurinhas, até agora, é a mãe da Marina. Diferentemente dos outros álbuns, que foram iniciativa aqui do avó velhinho.

Mas é claro que estou adorando. Na quarta, quando demos para ela as figurinhas que recebemos por sermos assinantes do Estadão e do Globo, percebi que ela já identifica bonitinho as cores de várias das Seleções. Álbum da Copa é cultura, cacete, e achei gostoso, desde bem o início, a idéia de ela fazer este álbum porque já percebia que iria ter essa coisa da troca. E daqui pra frente vai se falar disso mais e mais.

Agora já estou pensando em levar a pequena para trocar figurinha num dos lugares públicos onde está rolando isso.

Marina não sabe ainda, é claro, mas está participando pela primeira vez de uma experiência transnacional, global, planetária.

Não sei, não dá para saber se aos 14 anos e adiante ela vai se lembrar, mas que delícia ver que Marina e seus amigos vão curtir muito esse negócio de Copa do Mundo…

Euzinho tenho vagas lembranças da Copa de 1958, quando estava com 8 anos e já começava a entender algumas coisas da vida.

E não sei se a mãe de Marina se lembra, mas eu lembro bem que, na Copa de 1982, quando ela estava com 7 anos, estávamos juntos, só nós dois, na viagem para a Pousada do Rio Quente.

A primeira Copa do Mundo a gente pode até esquecer, mas de alguma maneira fica na nossa história.

14 e 16/4/2018

Um Comentário

  1. maria helena rubinat
    Postado em 16/04/2018 às 6:19 am | Permalink

    As crianças de hoje são fenomenais! Participam de tudo, são tão avançadas, compreendem tudo, são incríveis! Marina e seus amiguinhos aos cinco anos são íntimos do whatsapp, que esta sua amiga aos 80 não sabe usar! É impressionante!
    Parabéns, Marina. E um beijo.

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