A Folha de camionete, o Globo e o JB de Rural Willys

A Folha tinha uma frota de modernas camionetes Ford, para entregar os jornais. Mas algumas delas ficavam para a reportagem, com este nome pintado na lataria.

Em certo momento, surgiram mais duas, especialmente adaptadas. Cabine dupla, até onde lembro uma novidade em termos de camionete por aqui.

Atrás havia uma escadinha, para os fotógrafos subirem no teto, que era emborrachado. Boa sacada (sem trocadilho). Ficavam em posição privilegiada.

Havia, no entanto, um problema. Se uma das camionetas estivesse na rua, e outra na garagem do jornal, na Alameda Barão de Limeira, esta não podia ser usada em certo horário. Seis da tarde, se não me engano. Era a hora em que o chefe da garagem encerrava seu expediente. E, como era chefe, achava-se natural que a melhor viatura o levasse para casa.

Em todo caso, para atender aos repórteres a prioridade era profissional. Este que vos escreve, ainda jovem, fez sua primeira viagem a serviço em uma delas. A Bebedouro, 379 quilômetros de São Paulo. Nas ruas da cidade, a viatura chamava a atenção. A pauta que me levou até lá, não lembro. Faz um tempinho…

Já que estou falando de viaturas de reportagem, lembro que as do Notícias Populares eram jipes. Por quê? Seguramente porque o noticiário policial se abastecia com frequência na periferia, em lugares onde o calçamento ainda não havia chegado. Nessa época, e por bom tempo, O Globo e o Jornal do Brasil, que viajam muito para o interior, usavam um utilitário Rural Willys, cuja serventia está explicita em seu nome.

Ao reler este texto, fiquei me perguntando: a quem interessam carros de jornal? Mas, como já estava escrito, resolvi mandar para frente. A chefia, se não gostar, que vete.

Agosto de 2018

2 Comentários

  1. Luiz Carlos Toledo
    Postado em 24/08/2018 às 12:33 am | Permalink

    Parece que a chefia gostou, tanto que publicou. E este leitor achou bem interessante.

  2. Sérgio Vaz
    Postado em 24/08/2018 às 12:36 am | Permalink

    Não tenho procuração do Valdir passada em cartório, Luiz Carlos, mas posso dizer, por ele e por mim, que nós dois gostaríamos muito de ver textos seus aqui.
    Abração, e desculpa o mau jeito.
    Sérgio

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