A ímpar sala de cinema

Era fim de tarde e uma guerrilheira lufada de Inverno feriu a primaveril Feira do Livro. Ia dizer olá ao João Lopes, camarada da remota aventura da Cinemateca. Ele apresentava um livro – Cinema e Históri – e arrastava a debate, outros dois companheiros, o João Adelino Faria e o Nuno Artur Silva. Continue lendo “A ímpar sala de cinema”

O nome do jogo

Com o dono do time na cadeia e sem qualquer notícia boa para incentivar a torcida, o PT comemorou como gol de placa a absolvição da presidente do partido, Gleisi Hoffmann, e de seu marido, Paulo Bernardo, ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff, das acusações de corrupção.

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Divisor de águas

A disputa presidencial vai esquentar e será inescapável aos presidenciáveis se posicionar sobre duas grandes questões que tendem a conformar os campos no grande embate nacional. O primeiro deles diz respeito ao modelo a ser seguido para o Brasil alcançar o crescimento sustentado e o segundo se refere ao enfrentamento da iniquidade social. Continue lendo “Divisor de águas”

Biruta de vento

Candidato à Presidência da República pela terceira vez, Ciro Gomes está convencido de que pode adular o capital, avançar no Sudeste e ser ungido pelos sem-Lula. Quer marchar ao lado do PSB e do DEM, do PT e do MDB. Tem insistido ainda que o segundo turno será disputado entre ele e o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, ambos suando muito para tentar chegar aos dois dígitos nas pesquisas. Continue lendo “Biruta de vento”

Em Roma como os romanos, já se dizia no tempo dos Césares

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A turma da carroceria

Leonel Brizola costumava dividir seus aliados entre os que iam na carroceria do seu caminhão e os privilegiados que tinham direito de ir na boléia. Esses eram os aliados históricos com os quais dizia ter afinidade ideológica. Os outros eram companheiros de viagem que poderiam ser espirrados do caminhão quando essa aliança fosse um estorvo. Continue lendo “A turma da carroceria”

O som de Renato e Almir é pura alegria

Não dá para saber, é claro, se ele se lembra, mas houve uma vez em que Renato Teixeira deu um show para menos de 20 pessoas. Eu me lembro: estava lá. Eu, Regina, Fernanda, Inês. Fiquei chocado, apavorado, em pânico, morrendo de vergonha por ele. Renato Teixeira era um dos meus grandes ídolos havia já alguns tempo, e eu não conseguia admitir que aquele pesadelo estava acontecendo de fato. Continue lendo “O som de Renato e Almir é pura alegria”

Jejum e mar de palha

O cinema só não é uma arte maior como a literatura porque não há cineastas virgens. O cineasta virgem seria uma contradição nos termos. A câmara de filmar é um falo hiperbólico: devassa, despe, acaricia. Bi ou promíscua, a câmara tanto faz estremecer Keira Knightely e Scarlett Johansson como Michael Fassbender. Continue lendo “Jejum e mar de palha”

É tudo fake

Mentir em campanhas – e fora delas – é algo habitual no mundo político. Notícias falsas sempre existiram, só não eram difundidas com velocidade tão galopante quanto à patrocinada pelas redes sociais e muito menos tratadas como “fake”, palavrinha inglesa que conferiu certo charme à profusão de invencionices. Continue lendo “É tudo fake”

Frente Ampla do Populismo

Pedro Parente tinha tudo para ser uma unanimidade nacional. Antes de sua gestão, a Petrobrás ocupava as páginas policiais. Parente herdou uma dívida de R$ 450 bilhões, a maior dívida corporativa do mundo no setor do petróleo. A estatal monopolista vinha de dois anos sucessivos de prejuízo e sua dívida era quase cinco vezes superior à sua geração de caixa quando o recomendável é que seja no máximo de duas vezes. Continue lendo “Frente Ampla do Populismo”