Arquivos Mensais: Março 2018

O golpe do ativista da causa negra

Davi Zambetti é militante do que se chama “causas negras”.

Chegou ao balcão do Burger King de Vila Nova Conceição – onde já trabalhara – fez seu pedido e deu o nome de identificação de “Macaco”. Ler Mais »

Deus já foi um Eusébio cósmico

Tenho uma saudade estrábica da missa de sábado às sete da tarde. Toda a gente sabe que a saudade tem problemas oftalmológicos, mas quem é que ainda sabe o que era a missa de sábado, que já valia como missa dominical, abrindo-me as portas a um domingo inteiro de praia, colonial e tropical, na Ilha de Luanda, ou nos mangais do km 36, antes do Miradouro da Lua? Ler Mais »

O paciente

Julgar se algo pode ser julgado para depois julgar o adiamento do julgamento, e acabar por julgar em favor do réu sem julgar o mérito daquilo que julgaram que deveria ser julgado. Definitivamente não dá mais para esconder: a Suprema Corte perdeu o juízo. Ler Mais »

STF, tradutor esquizofrênico da Constituição

A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico complexo caracterizado por uma alteração cerebral que dificulta o correto julgamento sobre a realidade, a produção de pensamentos simbólicos e abstratos e a elaboração de respostas emocionais complexas. Ler Mais »

Ganhando tempo

O coelhinho da Páscoa é muito amigo do paciente Lula. Não sei em que moita ele escondeu os ovinhos de chocolate do ex-presidente, se foi num cantinho do terraço do apartamento em São Bernardo, ou se foi nos jardins do sítio em Atibaia. Mas que os ovinhos foram entregues, foram. Ou há outra explicação para esse auriverde habeas corpus preventivo? Ler Mais »

Impedir a prisão até a quarta instância é crime

É uma excrescência, um absurdo, impedir que seja presa uma pessoa que já foi condenada em duas instâncias.

Só no Brasil uma pessoa condenada em duas instâncias pode continuar apelando em liberdade para a terceira e a quarta instâncias. Ler Mais »

A mulher irretocável

Tenho falado muito com jovens. O facto de eu usar chapéu facilita. No meu tempo, o chapéu preto era reaccionário, pidesco até, se ainda alguém sabe o significado destes coxos qualificativos. Havia uma excepção, o chapéu na cabeça de Bogart. A cabeça de Bogart enchia qualquer peito de admiração. Ler Mais »

O Brasil não ouve o Brasil

Sempre que se vê diante de crises agudas – e esse tem sido um cenário recorrente -, o status quo reage com indignação e contundência. E arremata seus discursos com a lenga-lenga de defesa da democracia e da estabilidade institucional, enquanto ambas cambaleiam. Ler Mais »

Ou reagimos ou esses tiros arrebentarão com o Estado brasileiro

A dor das famílias e dos amigos de Marielle e Andersosn é, sabemos, todos, brutal. Perder um ente querido é dor violenta. Não há palavras que consolem, nem pensamentos que ajudem a suportar a morte de pais, filhos, parentes, amigos. Não resta dúvida que a dor das famílias é o aspecto mais doloroso dessa tragédia que abriu as veias do Rio. Ler Mais »

Parece que foi ontem

Parece que foi ontem.

Disse isso pra Marina, no domingo agora. Ler Mais »

Convém levar Bolsonaro a sério

Nem mesmo o mais arguto dos analistas imaginava um ano atrás que Jair Messias Bolsonaro chegaria em março na condição de pole position nas pesquisas, na hipótese provável de a foto de Lula não estar na urna eletrônica. O senso comum era a decantação natural do candidato da extrema direita, assim que Lula ficasse inelegível pela lei da Ficha Limpa. Ler Mais »

De quanto foi o prejuízo que Lula e Dilma deixaram?

Absolutamente nada que possua uma unidade é incontável. Amor de mãe não dá para contar – mas o número de grãos de areia da praia de Copacabana, por exemplo, não é incontável. Se há uma unidade – um grão –, dá para contar. Ler Mais »

Marina e a Fortuna (2)

Há males que vêm pra bem, há malas que vêm de trem, Deus escreve certo por linhas tortas, Garrincha dribla certo com as pernas tortas, e então, duas semanas depois que gorou minha ida com Marina ao Sesc Pompéia para ver o novo show da Fortuna, ela foi – junto com cinco amigos da escola. Ler Mais »

A culpa é de Chuck Norris

Estimado Woody Allen, eu pecador me confesso. Parte da culpa é minha. Quando o senhor Castello Lopes, nos meus tempos de director de programas, tentava vender à SIC os teus filmes, eu propunha-lhe sempre comprá-los por um terço do preço que custava um Chuck Norris. Ui, o teu orgulho artístico ferido. Ler Mais »

Aos infiéis, os milhões

Começou na quinta-feira e vai até 7 de abril o leilão eleitoral que deve arrematar mais de 50 dos 513 deputados federais e uma centena dos 1.024 estaduais do país. Ainda que amparado por lei, aprovada pelos próprios beneficiários no ano passado, o troca-troca é um dos absurdos do sistema brasileiro. Um desrespeito desmedido ao eleitor. Ler Mais »