Arquivos Mensais: novembro 2017

Bob Marley e Bob Mugabe, o sonho e o pesadelo

Uma das coisas mais tristes do mundo é quando uma pessoa saudada como herói, guerreiro, libertador, se transforma em ditador.

Outra das coisas mais tristes do mundo é ver pessoas inteligentes, sensíveis, poetas, sonhadores, não perceberem quando o sonho acaba e vira pesadelo. Ler Mais »

O condestável de Temer

Reza o folclore político que, ao passar a faixa presidencial para seu sucessor, Hermes da Fonseca teria dito a Venceslau Brás: “olha, Venceslau, Pinheiro Machado é tão bom amigo que governa pela gente”. O mesmo pode-se dizer de Rodrigo Maia. Ele está tão próximo de Michel Temer que governa pelo presidente. Nomeou o novo ministro das Cidades, definiu como será a repartição do butim da pasta entre o “Centrão ampliado” e vai fazer o presidente do BNDES. Ai do ministro que não cair em sua graça. É tombo certo. Ler Mais »

Está melhorando (20)

“A economia se move, o País tem rumo, fixado pela política de ajustes e reformas, a vida melhora e fica para trás o desastre causado pela irresponsabilidade populista.” Ler Mais »

De mal a pior

A um ano das eleições gerais, os protagonistas conhecidos na disputa para o Planalto impressionam. Não por ideias, plataformas ou coisa que o valha. Mas pela falta delas. Pela repetição de vícios e modos. Ler Mais »

Quem sabe essa á a nossa chance?

Em 11 de julho de 2008 assinei aqui neste Blog um artigo sobre o Rio que, entre outras coisas, dizia o seguinte:

“Só não vê quem não quer: ruas sujas, esgoto a céu aberto, um cheiro de urina entranhado até nas esquinas do centro financeiro da cidade, que dirá em bairros afastados. Ler Mais »

Refundação do Estado

A questão do papel do Estado é um divisor de águas e tende a estar no centro da disputa presidencial. As duas candidaturas populistas estão presas a modelos passados que perderam sentido e não respondem às necessidades do século 21. O Brasil de hoje é inteiramente diferente do que era nos tempos do varguismo ou do estatismo do presidente militar Ernesto Geisel. Mas a direita e a esquerda estatistas pensam ainda ser possível alavancar o desenvolvimento a partir do intervencionismo estatal. Não por coincidência, Lula e Bolsonaro são pródigos em elogios à era Geisel. Ler Mais »

A angústia da despedida

Ninguém se despediu como Sócrates. Condenado pelos juízes, feito o discurso de adeus aos amigos, já a rude taça de cicuta à espera dos seus lábios, as últimas palavras de Sócrates rompem entre a vida e a morte: “Agora é tempo de partir. Eu para morrer, vós para viver. Quem vai para melhor nenhum de nós o sabe, sabem-no talvez os deuses.” Ler Mais »

Inspirações golpistas

“Tanto os velhos partidos como os novos, em que os velhos se transformaram sob novos rótulos, nada exprimem ideologicamente, mantendo-se à sombra de ambições pessoais ou de predomínios localistas, a serviço de grupos empenhados na partilha dos despojos e nas combinações oportunistas em torno de objetivos subalternos”. Ler Mais »

Liberdade, sempre. Mas sem limites?

Nós, os da minha geração, somos peças de museu em relação à Internet. Ao contrário dos adolescentes de hoje que já nasceram num mundo digital, nós fomos acompanhando o surgimento de novidades tecnológicas e tendo que aprender a lidar com elas. Ler Mais »

Ou sai ou é saído

Aliança política é um pouco como casamento. Tem dia marcado para se concretizar e não tem hora agendada para o divórcio. Mas os tucanos querem estabelecer data para a separação de corpos. Enroscado há seis meses no drama shakespeariano de ficar ou sair do governo Michel Temer, o PSDB corre contra o relógio. Não é possível mais postergar uma decisão. Ler Mais »

Marina crescendo depressa demais

Depois das 22h30 e de ter visto dois desenhos na TV, sentadinha na poltrona do avô, em um domingo cheio, sem soneca perto da hora do almoço, Marina disse para o pai e a mãe que estava cansada. E daí a pouco que estava com sono. Ler Mais »

Está melhorando (19)

O lulo-petismo não perde uma única oportunidade para mentir, enganar, falsear, adulterar a verdade, inverter os fatos. É uma de suas características básicas, está em seu DNA. Ler Mais »

Cortem as alusões intelectuais

Nem a mãe gostava dele. Em Dead End, um filme de William Wyler, Bogart é um assassino impiedoso. Acompanhado por um dos seus facínoras, regressa ao bairro onde cresceu, na busca nostálgica de um pingo perdido de afecto. Ler Mais »

As lembranças tristes no espaço

É um belo Woody Allen, dos melhores. Um Woody Allen típico: observações argutas, inteligentes, espertas, sobre as relações humanas, as relações afetivas. São vários casais, a maioria de gente adulta, madura, aí na faixa dos 50 anos ou mais, todos de Nova York, intelectuais, artistas, pessoas sem problemas materiais. Ler Mais »

Vitor Gabriel

Escrevo neste Dia dos Mortos de 2017, para ser publicada no Blog do Noblat de amanhã, 3 de novembro. E o faço profundamente triste. Ler Mais »